Indústria de saneantes otimiza o uso da água

A água é um bem precioso e devemos preservá-lo - ABIPLA

Em 22 de março, foi comemorado o Dia Mundial da Água, data criada para relembrar a sociedade sobre a preservação e uso consciente do recurso natural que é fundamental para qualquer forma de vida. Por isso, gostaria de destacar algumas ações da indústria de saneantes na busca por soluções inovadoras para otimizar o uso da água em suas operações.

A preocupação com a preservação começa na formulação dos saneantes. Por meio de enzimas e matérias-primas com maior biodegradabilidade, nossos produtos não só usam cada vez menos água em suas etapas de produção, como também causam menos impacto nas estações de tratamento.

Além disso, a economia se estende ao momento da aplicação dos produtos de limpeza no dia a dia, uma vez que fórmulas cada vez mais modernas limpam e desinfetam com eficiência, sem exigir grandes quantidades de água para enxágue – de fato, muitas marcas têm criado linhas de saneantes sem necessidade de enxágue e até de limpeza a seco.

As empresas também têm se dedicado ao desenvolvimento de produtos concentrados que, além de terem menos água em suas fórmulas, não necessitam de grandes embalagens e permitem um maior volume de transporte, o que otimiza todo o processo logístico da indústria – lembrando que transporte e armazenamento têm impacto nos níveis de sustentabilidade do setor.

Na fábrica

Na etapa de produção, os fabricantes investem em sistemas de recirculação e reuso da água, monitoramento rigoroso de tubulações e sistemas hidráulicos para evitar perdas, além de programas de conscientização para seus colaboradores. Essas medidas resultam em reduções expressivas do consumo na produção.

Um de nossos associados, por exemplo, diminuiu seu consumo global de água – a empresa está presente em dezenas de países – em quase 50% em menos de uma década. Entre as medidas, além das citadas acima, foram adotados sistemas de limpeza de equipamentos industriais por vapor, o que reduziu as etapas de lavagem, e a água de efluentes e dos sanitários é reaproveitada em sistemas de refrigeração.

É claro que o custo para a implementação desses processos á alto, mas isso apenas prova o compromisso das empresas do setor em buscar um nível de operação sustentável. Não à toa, alguns de nossos associados possuem certificação ISO 14001, que exige uma ação estratégica de toda a organização para a melhora de seus índices de preservação ambiental.

Lembro que a indústria de saneantes é um dos principais atores no próprio tratamento da água, uma vez que cabe às empresas do setor o fornecimento de produtos de limpeza utilizados no tratamento hídrico em si e na limpeza de maquinários, ambientes e superfícies que compões as estações de tratamento.

Indústria de saneantes: Mais segurança a todos

Segurança, Sustentabilidade e Crescimento Econômico resumem os principais pilares do Projeto de Lei 6.120, de 2019, que propõe a criação do Inventário Nacional de Substâncias Químicas, que avança, aos poucos, no Congresso Nacional. Em março, após passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, o PL chegou ao Senado e está sob relatoria do senador Beto Faro.

Domissanitários: O que esperar de 2023 ©QD Foto: iStockPhoto
Paulo Engler é diretor-executivo da Abipla

A iniciativa é essencial para aumentar a segurança da população quanto à origem, manuseio e ao descarte dos produtos químicos, e permitiria a desburocratização do setor químico e a derrubada de barreiras comerciais que não fazem sentido em uma nação com o potencial econômico e produtivo do Brasil.

Outra novidade interessante é a reativação da Conasq – Comissão Nacional de Segurança Química, um fórum de debates sobre temas relacionados ao processo de gerenciamento de substâncias químicas, composto por organizações da sociedade civil, governo e academia.

Como vimos, muitos desafios e oportunidades nos aguardam este ano e esperamos que todos estejam convergentes à necessária modernização do ambiente regulatório nacional.

Vamos em frente!

Por Paulo Engler

Paulo Engler é diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional (Abipla). Fundada em 1976, a Abipla representa os fabricantes de sabões, detergentes, produtos de limpeza, polimento e inseticidas, promovendo discussões sobre competitividade, inovação, saúde pública e consumo sustentável. Seus associados representam o mercado de higiene, limpeza e saneantes do Brasil, setor que movimenta R$ 32 bilhões anuais e responde por cerca de 92 mil empregos diretos.

ABIPLA

A Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional (ABIPLA) foi fundada em 12 de Novembro 1976 com o propósito de representar o setor perante os agentes públicos; promovendo discussões sobre competitividade, inovações, saúde pública e consumo sustentável.

Atualmente, a entidade é referência nacional em assuntos regulatórios e tributários, combate à contrafação (clandestinidade) e adequação às normas de proteção ao meio ambiente. Para a sua elaboração, a Abipla se inspirou nas mais modernas tendências globais sobre o tema, com destaque para as seguintes áreas: redução de produtos químicos em geral, redução da geração de embalagens, redução da emissão de gases de efeito estufa, diminuição do consumo de energia e otimização do uso da água.

Em 1995, a entidade também passou a representar o setor junto ao Comitê de Indústrias de Productos de Limpieza Personal, Hogar y Afines Del Mercosur (Coinplan) e, em 2005, junto à Asociación Latino-Americana de Artículos Domisanitários y Afines (Aliada).

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