Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Indústria de higiene e beleza promete recuperar as vendas perdidas

Hamilton Almeida
16 de março de 2019
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    Tecnologia – A tecnologia e o ramo de cuidados pessoais e beleza sempre andaram de mãos dadas. Com a onipresença dos dispositivos móveis e a crescente oferta de realidade aumentada e realidade virtual, essa união vem ganhando contornos cada vez mais importantes e indissociáveis. No estudo Trends 2025 Beauty & Personal Care, o grupo Mintel levantou os seguintes dados:

    1- 64% dos compradores chineses de produtos de luxo estão interessados em experiências digitais ou interativas presentes nos pontos de venda, como espelhos virtuais e inteligentes, display virtual, óculos de realidade virtual.

    2- 48% dos usuários de protetor solar no Reino Unido têm interesse em dispositivos ou apps que possam rastrear mudanças na pele ou nas pintas.

    3- 23% das inglesas entre 16 e 24 anos gostariam de ver a mudança de corte ou de cor escolhida para o cabelo em um espelho virtual antes de fazer o procedimento.

    Considerando que 20% dos lares latino-americanos eram de classe média, em 2012, e que a perspectiva, até 2030, é chegar a 26%, avulta o potencial de consumo dos produtos premium. “O consumidor está disposto a pagar mais por um produto de maior qualidade. O segmento premium está puxando o crescimento setorial em todas as regiões, exceto na África e no Oriente Médio”, observa Elton Morimitsu, analista sênior de beleza e saúde da Euromonitor International.

    A expectativa é que o Brasil deve continuar sendo o maior mercado em produtos de beleza e cuidados pessoais premium na região, com projeção de girar US$ 77,4 bilhões em 2022 (US$ 65,4 bilhões em 2017).

    Pesquisa – Para 54% das 20 mil pessoas entrevistadas em um estudo da organização, o conceito de beleza está associado com uma aparência saudável. Higiene e limpeza também foram respostas indicadas por mais da metade dos entrevistados. Há, contudo, uma variação entre as gerações sobre o entendimento e associações feitos ao conceito “beleza”. Por exemplo, a Geração Z é três vezes mais propensa do que a geração dos Baby Boomers a associar beleza com diversidade.

    Muitos associam beleza com saúde e bem-estar. Alguns vão ainda mais longe, buscando produtos de beleza com formulações científicas e medicamentosas, assim como benefícios terapêuticos para a pele ou cabelos. 18% dos entrevistados reportaram buscar produtos para pele que sejam testados por dermatologistas, enquanto 9% buscam ingredientes medicamentosos. O Beauty Survey, realizado em 2018, explora os hábitos e fatores decisivos na compra de produtos de beleza e cuidados pessoais. O estudo entrevistou mais de 20 mil pessoas em 20 países.



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