Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Indústria de higiene e beleza promete recuperar as vendas perdidas

Hamilton Almeida
16 de março de 2019
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    Química e Derivados, Indústria de higiene e beleza promete recuperar as vendas perdidas desde a crise de 2015

    O mercado de beleza continua em expansão no mundo e o seu desempenho não será diferente no Brasil, que ocupa o posto de 4º maior em consumo de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (HPPC). O país só perde para os Estados Unidos, a China e o Japão – e já é o 3º maior em cuidados do cabelo e em higiene oral. Na América Latina, é a principal praça, com 49,1% de participação.

    Pelas projeções da Euromonitor International, o setor movimentou, globalmente, cerca de US$ 477,1 bilhões em 2018 (+2,6%). O valor é deflacionado. Os cuidados com a pele e o cabelo lideram a demanda. No caso brasileiro, a previsão é do faturamento, no ano passado, fechar em torno de R$ 106,3 bilhões, já descontada a inflação, o que indicaria um progresso de 3,8% sobre o desempenho em 2017.

    Pelas contas da Associação Brasileira das Indústrias de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), a estimativa de crescimento médio de 2018 é de 2% (dados finais só serão conhecidos em março), o suficiente para elevar o faturamento preço fábrica, sem impostos, para algo em torno de R$ 52 bilhões.

    O presidente executivo da Abihpec, João Carlos Basílio, acredita que 2019 poderá ser um ano ainda melhor se confirmada a sua estimativa de aumento de 4,1%, já descontada a inflação. “Aí, voltaremos a recuperar o patamar de 2015”, observa. Assim, o novo ano entraria para a história como o que neutralizou as perdas havidas na manufatura de HPPC nos últimos exercícios.

    Química e Derivados, Basílio da Silva: crescimento setorial pode chegar a 4,1%

    Basílio da Silva: crescimento setorial pode chegar a 4,1%

    Após o baque de 2015, que rompeu um período de prosperidade de 23 anos, o setor sofreu nova retração em 2016, em decorrência da crise econômica, que elevou o desemprego, somada à elevação da carga tributária, que obrigou uma parte dos fregueses a adquirir produtos mais baratos. Em 2017, apurou-se um avanço deflacionado nas receitas de 2,8%.

    Provedora global de inteligência estratégica de mercado, a Euromonitor International traça um panorama positivo para os próximos anos. Em 2022, a indústria de beleza e cuidados pessoais deverá atingir receitas, sem inflação, de R$ 129,8 bilhões, no Brasil. Ou seja, uma ampliação de 22,1% em quatro anos.

    Entre as principais categorias de produtos, as fragrâncias, que teriam somado vendas de R$ 24,6 bilhões em 2018, poderão saltar para R$ 33,6 bilhões (+36,5%), em 2022; cuidados com o cabelo, de R$ 21,2 bilhões para R$ 25,3 bilhões (+19,3%); e produtos masculinos, de R$ 20,4 bilhões para R$ 25,8 bilhões (+26,4%).

    Os gastos médios das famílias com produtos de HPPC correspondem a 1,5% do seu orçamento, informa a Abihpec. A revista Stylist já divulgou que a mulher brasileira gasta anualmente 11 vezes mais com produtos de beleza do que as inglesas.

    A venda de produtos de beleza voltados aos homens gerou US$ 50 bilhões em 2017, no mundo, e deverá crescer 16% até 2020, segundo a Euromonitor International. Para muitos, os cuidados estão centralizados nos cabelos; mais de 40% dos entrevistados em uma pesquisa afirmam utilizar xampu pelo menos uma vez ao dia.

    O brasileiro gasta em média 48 minutos com a sua rotina de beleza diariamente, utilizando em torno de cinco produtos. As principais preocupações deles com a pele e cabelo são os cravos e a oleosidade, respectivamente. Para as fábricas, o público masculino é um grande alvo de consumo e do lançamento de linhas especiais para cuidados da pele, do cabelo e da barba. Nesse filão, a ordem é ir além do desodorante e do perfume.

    Química e Derivados, Indústria de higiene e beleza promete recuperar as vendas perdidas desde a crise de 2015

    Tendências – O Caderno de Tendências 2019-2020, elaborado pela Abihpec em parceria com o Sebrae, aponta a busca, em todo o mundo, de soluções mais sustentáveis do ponto de vista ambiental. Exemplo disso é o movimento para substituir o uso de microesferas plásticas sólidas insolúveis (MPSIs) em produtos enxaguáveis, como os esfoliantes, por outros ingredientes com função semelhante, porém biodegradáveis, até 2021.

    Reino Unido, França, Estados Unidos e Japão já adotam medidas para proibir ou inibir o uso de MPSI, em sintonia com a onda global para conter a poluição oceânica. Estudos europeus indicam que a divisão de HPPC contribui apenas com 0,1% a 1,5% dos microplásticos emitidos em todo o mundo.



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