Indústria – Basf comemora cem anos no Brasil

 

Marca Suvinil faz cinquenta anos

 

A marca Suvinil, líder nacional no segmento decorativo imobiliário, completa em maio 50 anos de existência. Ela nasceu da decisão do empresário Olócio Bueno de produzir um contratipo de uma tinta vinil-acrílica – um látex PVA para paredes –, oferecendo-a a um mercado que ainda aplicava cal nas paredes. Olócio era proprietário da Super, que fabricava tintas automotivas desde 1945 em um pequeno galpão no bairro paulistano da Pompeia.

Em 1950, ele transferiu suas instalações para uma ampla área em São Bernardo do Campo-SP, que hoje abriga o maior complexo de tintas e vernizes da Basf na América do Sul, capaz de produzir 330 milhões de litros de tintas por ano, nas linhas Suvinil, Glasurit (imobiliária e automotiva), Salcomix (automotiva) e as tintas Basf para a área industrial e automobilística original.

Lançada em 1961, a marca Suvinil obteve tamanha receptividade que Olócio renomeou sua fábrica com ela. Aliás, o “Su” veio de Super, e “vinil” da nova resina que dominou o mercado de tintas por décadas, até a chegada das estireno-acrílicas e das acrílicas puras. Apesar do sucesso comercial, alcançado por uma política de desenvolvimento calcada na avaliação dos produtos por parte de pintores profissionais, o empresário buscava sócios estrangeiros para seu negócio. Ao saber que a Basf havia adquirido a também alemã Glasurit Werke, em 1969, ele procurou a empresa que inicialmente assumiu 60% do capital da Combilaca, produtora de tintas com grandes vendas para a Volkswagen – o nome derivou da Kombi, veículo comercial da montadora. Logo depois, a Basf adquiriu todo o negócio, integrando Combilaca e Suvinil sob a denominação de Glasurit do Brasil.

Na década de 70, a companhia investiu na expansão da produção, abrindo a fábrica de Jaboatão dos Guararapes-PE, que hoje atende a uma boa fatia de demanda nordestina. Nos anos 80, a marca Suvinil assumiu a liderança nas tintas imobiliárias no país, especialmente no segmento premium, do qual detém 60% das vendas. Nesse período, também ampliou a linha de produtos, adicionando as linhas de tintas para pisos e para cerâmica.

Na década de 90, a companhia aproveitou a abertura comercial dos países da América do Sul para estender a atuação da marca, começando pela Argentina, Paraguai e Uruguai. Os sistemas tintométricos chegaram ao mercado local em 1994, logo recebendo o sistema da Suvinil de formulação de tintas.

Além de empreender uma estratégia agressiva de marketing, nessa década a marca Suvinil ganhou um novo logotipo. Os pontos de vendas também ganharam uma apresentação mais moderna e atraente. Desde 1997, a companhia se esforça para lançar pelo menos um produto por ano, abrindo caminho para as linhas próprias para fachadas, as premium 100% acrílicas, fundos preparadores para base água, texturatos, vernizes de alta performance, esmaltes epóxi, produtos adequados para exteriores e tintas sem cheiro, entre outros. Mais recentemente, também houve alterações nas embalagens, oferecendo mais praticidade para os clientes.

Entre os exemplos de interação com a sociedade por parte da Suvinil, podem ser citados a doação de tintas para pintar o Estádio do Pacaembu (1988) e o Museu de Arte de São Paulo – Masp (2008), o Mercado Modelo (Salvador-BA, 2006) e a participação atual da companhia nas obras de recuperação da cidade histórica de São Luís do Paraitinga-SP, arrasada por inundações no ano passado.

Segundo Eugênio Luporini Neto, vice-presidente de tintas imobiliárias e repintura automotiva para a América do Sul da Basf, “considerado como um dos países com maior potencial de crescimento entre os emergentes, o Brasil será a grande aposta da companhia para os próximos anos”. Isso justifica os investimentos que estão sendo feitos na produção de tintas.

A unidade de São Bernardo do Campo recebeu R$ 15 milhões para adquirir equipamentos para envase de tintas, automatizando e melhorando a ergonomia da linha de produção. “Essa unidade receberá mais R$ 30 milhões nos próximos cinco anos e se tornará a maior fábrica de tintas decorativas do mundo em um único sítio”, afirmou Luporini.

A unidade de Jaboatão dos Gua­rarapes segue um plano de investimentos de R$ 20 milhões para serem aplicados entre 2008 e 2013. “Isso nos permitirá dobrar a capacidade produtiva de massa corrida e complementos”, informou.

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