Meio Ambiente (água, ar e solo)

Incineração – Responsabilidade ambiental mantêm aquecida demanda

Hamilton Almeida
8 de maio de 2015
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    Química e Derivados, Estimativa de geração de resíduos industriais em 2010 em São Paulo

    • Não foram incluídas 172.215 toneladas de solo contaminado – Classe I – Perigoso. Os grupos das indústrias Metalúrgicas e Químicas respondem por praticamente 60% da geração de resíduos perigosos. As indústrias de açúcar e álcool respondem por cerca de 86% da geração dos resíduos não perigosos. Fonte: CETESB (2010), elaborado por CETESB (2013)

    Perspectivas – Freire avalia que, depois de um difícil ano de 2015, a situação deve melhorar em 2016, com os principais negócios continuando a ser gerados pelos segmentos de químicos, agroquímicos e indústria farmacêutica. A longo prazo, a Essencis arquiteta investir em novas tecnologias para reduzir custos operacionais e, a partir daí, “tornar a incineração atrativa para outros segmentos da economia que identificam valor em processos de destruição/descaracterização de resíduos”.

    Tomando como base o ano de 2014 e a projeção atual para 2015, Marinho acredita em “ótimas perspectivas para os próximos anos, pois cada vez temos mais leis, mais fiscalização e mais compromisso ambiental de nossos clientes.” E a empresa se prepara para, cada vez mais, “investir para prestar um serviço de excelência”.

    Freire declara que a Essencis “investe muito e sistematicamente na melhoria de todas as suas tecnologias”, e a unidade de incineração não é uma exceção: “Existe uma busca incansável pela excelência operacional e sustentabilidade do negócio, que exigem planejamento e investimento constante”, ressalta.

    A unidade de Belford Roxo está inserida no condomínio industrial da Bayer, mas se trata de um ativo 100% da Foxx Haztec. O incinerador passou por uma reforma completa, em 2014. A empresa divulga que investiu mais de R$ 3 milhões para atualização tecnológica. Agora, como observa Marinho, “todos os investimentos estão voltados para a manutenção periódica e as melhorias do processo”.

    Química e Derivados, Sato: destino final de resíduos incumbe ao gerador

    Sato: destino final de resíduos incumbe ao gerador

    Cetesb – A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informa que há quatro incineradores licenciados para o tratamento de resíduos industriais perigosos no estado. Eles estão localizados nos municípios de Cosmópolis, Guaratinguetá, Suzano e Taboão da Serra. “A Cetesb exige dos geradores de resíduos perigosos uma adequada destinação”, mas, esclareceu Mauro Kazuo Sato, gerente do Departamento de Apoio Técnico da Diretoria de Controle e Licenciamento Ambiental, “as opções tecnológica e comercial são de responsabilidade do gerador”.

    Por isso, há casos de envio de resíduos a outros Estados, como, por exemplo, para coprocessamento em fornos de cimento e para incineração no Rio de Janeiro e na Bahia. “Dessa forma, o número de instalações, seja no Estado de São Paulo ou em outro Estado, deve-se a um ajuste natural de mercado, sobre o qual a Cetesb não tem influência direta”, ressalvou.

    Sato comentou que, em termos de tecnologia no Brasil e no exterior, grande parte dos incineradores de resíduos perigosos prestadores de serviço são do tipo “fornos rotativos” acoplados a uma câmara de combustão secundária. Os prestadores de serviço optam por esse modelo, pois ele permite, com ajuste da rotação do forno, controlar o tempo de permanência do resíduo na câmara primária de combustão.

    A tecnologia de controle de poluição do ar existente permite que se atenda os mais restritivos limites de emissão internacionais. Atualmente, há uma tendência de se optar por controle de poluição do ar por via seca.

    Como os prestadores de serviço têm que trabalhar com diferentes tipos de resíduos, eles devem enfrentar, segundo Sato, maior quantidade de problemas na operação destes incineradores de resíduos industriais. Uma boa eficiência no desempenho (e também nas magnitudes/características das emissões atmosféricas) do incinerador está relacionado à operação; por isso, atualmente tem se exigido monitores contínuos (de processo e de emissões), para alcançar uma condução efetiva, sem geração de produtos indesejados.

    De acordo com o técnico da Cetesb, as licenças necessárias para o tratamento térmico de resíduos são aquelas comuns a todas as fontes de poluição listadas no artigo 57 do regulamento da Lei 997/76, aprovado pelo Decreto 8.468/76 e suas alterações, ou seja, Licenças Prévia, de Instalação e de Operação.

    As informações hoje disponíveis no âmbito Estadual, quanto à geração de resíduos industriais, encontram-se no “Plano de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo”, item 10, pg. 118 a 128, disponível em: http://www.ambiente.sp.gov.br/cpla/2014/10/29/plano-de-residuos-solidos-do-estado-de-sao-paulo-e-lancado/



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