Meio Ambiente (água, ar e solo)

Incineração – Responsabilidade ambiental mantêm aquecida demanda

Hamilton Almeida
8 de maio de 2015
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    Química e Derivados, Incinerador da Foxx Haztec em Belford Roxo-RJ foi reformado

    Incinerador da Foxx Haztec em Belford Roxo-RJ foi reformado

    Incineração – Responsabilidade ambiental mantêm aquecida a demanda pelo processamento de resíduos

    No ano em que a economia brasileira passa pelo seu pior momento desde 1990, um período de ajustes, recessão e incertezas, o setor químico e petroquímico não escapa do aperto geral. Relatório recente do Banco HSBC aponta piora na situação geral com as dificuldades do setor de petróleo e gás e de construção civil, envolvidos nas investigações do esquema de corrupção na Petrobras, conhecido como Operação Lava Jato.

    Química e Derivados, Freire: incineração completa portfólio de tecnologias ambientais

    Freire: incineração completa portfólio de tecnologias ambientais

    Operando tradicionalmente a pleno vapor, a incineração de resíduos químicos apresenta, mesmo nesse contexto crítico, um desempenho relativamente estável.

    “Vivemos um 2015 de grandes desafios”, afirma Enrico Valente Freire, gerente do incinerador da Essencis Soluções Ambientais.

    “Os negócios estão razoavelmente estáveis, sendo afetados, principalmente, pela oscilação da produção nas áreas de químicos, petroquímicos, agroquímicos e da indústria farmacêutica”, completa.

    O incinerador da Essencis, localizado em Taboão da Serra-SP, tem capacidade para processar aproximadamente 7 mil toneladas/ano, “produtividade perseguida incansavelmente” pela equipe. Esse é um número que, a rigor, pode variar em razão da qualidade dos resíduos incinerados e das rotinas de manutenção.

    Mais otimista é a experiência de Márcio Marinho, gerente da unidade de Belford Roxo-RJ da Foxx Haztec: “Levando em consideração o primeiro trimestre de 2015, podemos dizer que o outlook para a Foxx Haztec é positivo, pois recebemos 52% a mais de resíduos em relação ao primeiro trimestre de 2014.”

    Segundo ele, as demandas existem e fator determinante da fidelidade do parceiro é a qualidade do serviço e o preço competitivo no mercado: “Constantemente recebemos consultas de clientes. Isso evidencia que, mesmo com a desaceleração da economia, o mercado de incineração continua ativo. E também demonstra o compromisso ambiental de nossos clientes com a destinação correta de produtos perigosos”, comentou. A unidade de Belford Roxo incinera ao redor de 500 toneladas mensais.

    Na contramão do desempenho previsto para a economia brasileira, Marinho aposta que 2015 será um bom ano, “pois a sazonalidade típica deste mercado aponta para uma atividade maior no segundo semestre”.

    Freire considera a Essencis uma empresa de referência no mercado de incineração, que se diferencia pela capacidade de trabalhar com resíduos complexos: “Atendemos os principais clientes de incineração do país e trabalhamos próximos ao máximo de nossa capacidade”, diz.

    A tecnologia de incineração é, segundo Freire, “a mais eficiente para destruição de resíduos orgânicos perigosos”. Normalmente, explica, “é a última opção dentre as tecnologias disponíveis para o tratamento ou valorização de resíduos”. Mas, “é extremamente competitiva” e viável no tratamento de resíduos gerados pelas indústrias de agroquímicos, farmacêutica, química e petroquímica, geradoras de produtos com elevado grau de toxicidade e mobilidade.

    Freire relata que, no incinerador, esses resíduos são desintegrados e convertidos em dióxido de carbono, água e minerais. Essa é uma das tecnologias disponíveis disponibilizadas pela Essencis aos seus clientes: “Consideramos que essa tecnologia é estratégica em nosso portfólio, por causa dos requisitos de gestão de qualidade, segurança e processo exigidos e também pelo compromisso da empresa em fornecer soluções de multitecnologia de tratamento e valorização de resíduos para o mercado ambiental”, observa.

    O processo de incineração da Essencis atende todas as exigências da legislação nacional, convenções e protocolos internacionais com relação a emissões atmosféricas e eficiência da destruição dos resíduos. A unidade de Taboão da Serra também oferece o serviço de armazenamento temporário de resíduos. Nesta tecnologia ocorre a decomposição térmica via oxidação à alta temperatura da parcela orgânica dos resíduos (900 a 1200ºC), transformando-a em uma fase gasosa e outra sólida, reduzindo o volume, o peso e as características de periculosidade dos resíduos.

    Na opinião de Freire, não há concorrência entre os incineradores e os aterros. “Essas tecnologias se complementam. A escória inorgânica gerada nos processos de incineração tem como destino um aterro classe 1. Resíduos com baixo teor orgânico são pouco afetados por processos de incineração e são normalmente destinados para aterros classe 1”, explicou.

    Marinho comenta que, para resíduos classe 1, avaliando técnica e ambientalmente, a incineração é a melhor opção, pois “além de eliminar a toxicidade e a patogenia dos resíduos, em alguns casos se consegue reduzir o volume em até 99%. Além da significativa redução do volume, a tecnologia de incineração proporciona, em certos casos, a possibilidade de aproveitar o conteúdo energético dos resíduos incinerados. O incinerador da Foxx Haztec gera em média 18% de cinzas de tudo que é processado. Esse número é atingido levando em consideração a elaboração do cardápio de queima para otimização da planta de incineração”.


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