Tintas e Revestimentos

Cores – Feitintas aposta em formação e incentiva uso de cores

Marcelo Fairbanks
22 de setembro de 2016
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    Em 2016, a participação de fabricantes de tintas será feita de forma indireta. Uma rede de varejo montará uma loja modelo, contando com tintas, vernizes e correlatos de vários fabricantes, com o objetivo de mostrar como tornar o espaço mais eficiente, proporcionando melhores resultados.

    A decisão de direcionar a Feitintas para um modelo de simpósio, com ênfase na aplicação de tintas, vernizes e complementos, além de reforçar o treinamento de profissionais de pintura e de varejistas, faz parte do Plano Estratégico do sindicato, elaborado na gestão de Narciso Moreira Preto.

    O plano não se limita à feira, mas envolve todo o Sitivesp. (Veja a relação dos expositores em: www.feitintas.com.br).

    Uma das questões a ser resolvida pela nova orientação da entidade é o seu relacionamento com a Abrafati (Associação Brasileira das Indústrias de Tintas), entidade de filiação voluntária.

    As primeiras edições da Feitintas conflitavam com o perfil do Congresso Internacional de Tintas, cujo foco sempre foi a formulação e a qualidade das tintas.

    “Todas as associadas da Abrafati que estão instaladas no Estado de São Paulo também integram o Sitivesp e todas elas perceberam que era melhor eliminar redundâncias, permitindo que cada entidade se aprimorasse no seu escopo”, afirmou Oliveira, também conselheiro da Abrafati. “Estamos unindo esforços e coordenando atividades com muito sucesso.”

    Nova estrutura

    A diretoria do sindicato resolveu modificar sua estrutura e forma de atuação, de modo a tornar mais visíveis os benefícios que oferece aos associados. É preciso salientar que a missão primeira do sindicato é de representar a categoria pelo enfoque patronal nas relações trabalhistas previstas na legislação brasileira (especialmente na CLT). Todos os anos, o sindicato discute com a contraparte representante dos trabalhadores da categoria os termos do dissídio, envolvendo reajuste salarial e benefícios, além de regras laborais específicas. Essa atividade de representação é desempenhada em favor de todas as indústrias de tintas e vernizes do estado, regularmente constituídas e identificadas na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnae). Essas empresas recolhem uma taxa anual (imposto sindical) para a entidade, de forma compulsória. Aguiar estima em 480 as companhias representadas pelo sindicato. Elas recebem um informativo periódico sobre fatos relevantes do setor e sempre são convidadas a conhecer melhor o trabalho desenvolvido pela entidade.

    Além desses associados obrigatórios, o Sitivesp conta com 56 (em 2014) associados voluntários, que contribuem mensalmente com a entidade, com direito a mais serviços, com destaque para consultoria jurídica e orientações em segurança e meio ambiente. “Temos uma consultoria que orienta os fabricantes a elaborar as FISPQ e a rotulagem no sistema GHS, pontos críticos para a indústria porque são exigidos para o transporte dos produtos”, salientou Aguiar. Os pequenos e médios fabricantes precisam mais desses serviços, pois os grandes produtores possuem estruturas próprias para lidar com esses temas.

    O Sitivesp mantém um programa constante de formação e atualização de pintores, em parceria com a rede de escolas técnicas do Senai em todo o estado, além de produzir farta literatura técnica em vários temas, em grande parte disponível no site da entidade (www.sitivesp.org.br) para todos os interessados.

    Do ponto de vista institucional, o sindicato pode ser valer do apoio oferecido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), especialmente nos campos tributário e de comércio exterior. “O Sitivesp busca o equacionamento das relações de oferta e demanda por insumos, mediante negociação com os fornecedores locais e também para buscar reduções de alíquotas de importação de produtos que tenham escassez de oferta nacional”, explicou Aguiar. Os associados voluntários podem também acessar a bolsa de equipamentos e matérias-primas mantida pelo sindicato, que permite negociações diretas entre eles, facilitando a otimização de estoques e a baixa de ativos fixos das indústrias.

    O Sitivesp também abriga um cadastro de currículos de profissionais para apoiar as necessidades de recolocação e de contração no setor. Dados econômicos são coletados e analisados mensalmente pela equipe do sindicato, mantendo o setor informado. “Temos uma grande oferta de informações e de serviços para a categoria, mas precisamos divulgar mais esses aspectos, ganhar mais transparência”, avaliou Oliveira.

    O plano estratégico também tornou mais claras a missão e a visão do sindicato, facilitando enxergar objetivos e balizamentos. Ao mesmo tempo, verificou-se a necessidade de modificar os órgãos internos de administração.

    “O exercício da presidência do sindicato consome muito tempo e atenção do presidente e isso acaba se refletindo no desempenho da sua indústria”, observou Oliveira. Por isso, o Sitivesp resolveu mudar sua diretoria, deixando o presidente eleito no topo da estrutura de comando, mas lidando com os grandes temas e diretrizes da entidade.

    Foi criado o cargo de presidente-executivo, ocupado por Oliveira, para dirigir as atividades cotidianas, enquanto o diretor-executivo, Aguiar, lida com a toda a estrutura do sindicato. “A divisão de tarefas é benéfica para os dirigentes e para a categoria”, concluiu.



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