In-Cosmetics Latin America: Público qualificado

Mercado diversificado e pujante atrai inovações e público qualificado

O mercado brasileiro de cosméticos se destaca não apenas pelo volume consumido e pelos valores a ele correspondentes, mas também pela variedade de produtos capazes de satisfazer uma clientela multiétnica, com diferentes tipos de pele e de cabelos.

Além disso, os produtores locais também se esforçam para atender os apelos relacionados à qualidade de vida e à sustentabilidade, demandando cada vez mais insumos modernos e seguros.

Nesse ambiente, a in-cosmetics Latin America permitirá ampla reunião setorial, aproximando fabricantes de produtos cosméticos com os principais fornecedores locais e internacionais de insumos e serviços qualificados.

Para tanto, ocupará os pavilhões do Expo Center Norte, em São Paulo, nos dias 21 e 22 de setembro, oferecendo exposição de produtos e ampla programação técnica sobre todos os temas ligados ao setor, com apoio da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), que promoverá o workshop sobre Inovação, com o tema “Mudanças climáticas e sustentabilidade em um mundo em transformação”.

Além disso, trata-se de uma retomada do networking do setor, pois as feiras e congressos foram suspensos desde 2020, por força da pandemia do novo coronavírus. Superada a crise sanitária, a Reed Exhibitions Limited conseguiu o apoio de entidades e empresas do ramo para promover a edição deste ano da in-cosmetics.

Com isso, 140 expositores, oriundos de mais de 20 países, estarão distribuídos nos 14 mil metros quadrados ocupados pelo evento.

In-Cosmetics Latin America: Público qualificado ©QD Foto: iStockPhoto

Daniel Zanetti, diretor da in-cosmetics Latina America, ressalta a importância do encontro setorial, também realizado nas versões global e regionais (asiática e coreana), sempre com forte presença de público.

“O perfil da feira segue como referência em matérias-primas para a indústria de beleza. O trabalho para a edição deste ano começou logo após o evento de 2019 e nunca parou, mesmo com a chegada da pandemia. Não foi possível realizar a in-cosmetics em formato tradicional, nos pavilhões, mas seguimos conectando a cadeia e engajando os profissionais do setor por meio das nossas lives, em um evento virtual que fizemos em 2020 e o lançamento do in-cosmetics Connect, hub digital de conteúdo qualificado sobre matérias-primas”, explicou.

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    Em 2021, a Reed Exhibitions Limited tomou a iniciativa de ouvir as empresas que conhecem o dia-a-dia da indústria para entender melhor o que faria sentido e o que gostariam de ver na in-cosmetics depois de um período tão atípico.

    In-Cosmetics Latin America: Público qualificado ©QD Foto: iStockPhoto
    Daniel Zanetti, diretor da in-cosmetics Latina America

    “Realizamos um Focus Collab com algumas das marcas mais inovadoras do mercado na atualidade, o que resultou na formação de um Conselho Consultivo que é bem atuante na avaliação de questões sobre sustentabilidade e também na definição da programação educacional”, relatou Zanetti.

    Fazem parte do Conselho Consultivo: Zezé Ferri Viesi, fundadora e CEO da Almanati; Ana Paula de Oliveira, fundadora e CEO da Bergamía; Luciana Navarro e Patrícia Camargo, fundadoras da Care Natural Beauty; Elza Barroso fundadora da Face it; Caroline Mariano, Gerente de Marketing do Grupo Farma Make, detentora das marcas, Farmaervas, Bruna Tavares, TB Make, MariMariaMakeup, Tetê Clementino, Mica Rocha, Tracta, Urban Man, Juliana Goes e a recém-adquirida Face It; Nicole Vendramini, cofundadora da Holistix; Cris Dios, fundadora do Grupo Laces, composto pelas marcas Laces and Hair, Cris Dios Organics, C/Alma, Bioma, LCS Hair Care, o Marketplace Slow Beauty e Carbon Limited; Pedro Nunes, cofundador da Meu Q; Corina Godoy, cofundadora da Pink Cheeks; Patricia Lima, fundadora da Simple Organic; e Caroline Villar, sócia-fundadora da Souvie.

    “Em relação aos expositores, nosso diálogo com os que tradicionalmente participam também se manteve sólido e avançamos bastante, como em todos os anos, na pesquisa e approach de marcas com real potencial agregador para o portfólio, o que trouxe novos e interessantes nomes para a edição deste ano, como Ami Organics (Índia), empresa com foco em intermediários farmacêuticos, produtos químicos especiais e produtos por encomenda; Biolandes (França), especialista em matérias-primas naturais e extratos de plantas; CHT (Alemanha – Brasil), indústria química que atende o segmento de beleza e cuidados pessoais com aditivos à base de silicone; Iwase Cosfa (Coreia do Sul), fornecedora de ingredientes selecionados de alta qualidade; KLK Oleo (Malásia), um dos principais produtores oleoquímicos do mundo; e Rossari Bio (Índia), também fabricante de especialidades químicas para produtos como sabão, por exemplo”, destacou.

    Como afirmou o diretor, formuladores, químicos, profissionais de P&D e marketing em cosméticos aguardam com ansiedade o evento desse ano.

    “Não posso entregar spoilers, mas é garantido que, cientes da importância e significado deste retorno aos pavilhões, os expositores estão preparando um verdadeiro show. Estamos, inclusive, considerando que esta será a melhor in-cosmetics Latin America de todos os tempos, tanto pela necessidade de atualização da indústria, quanto pelas oportunidades de avanço em negócios e pelo conteúdo único e inigualável que iremos apresentar.”

    Momento oportuno – Depois das várias ondas de contaminações provocadas pelo coronavírus, que bagunçaram a cadeia mundial de suprimentos, veio a invasão da Ucrânia pela Rússia, provocando preocupações quanto ao abastecimento de insumos, notadamente de origem europeia.

    Por aqui, o país sofre as tensões geradas por dois importantes eventos: as eleições e a copa do mundo de futebol. Mesmo assim, a indústria brasileira e regional de produtos cosméticos segue em expansão.

    “Ao mesmo tempo em que temos um cenário interno desafiador com a inflação alta, o que impacta o bolso do consumidor final, o Brasil reafirma sua posição e importância no mercado global de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.

    Tanto que segue em quarto lugar no Top 10 de mercados consumidores, ficando atrás somente de Estados Unidos, China e Japão, conforme os dados da Abihpec divulgados em agosto deste ano.

    A posição estratégica na América Latina também reflete a importância do país para o bloco. Ainda segundo a Abihpec, da lista dos 15 maiores destinos das exportações brasileiras do setor, 11 são países latinos, sendo os 5 primeiros a Argentina, Colômbia, Chile, México e Paraguai, respectivamente.

    Além disso, é importante lembrar que o Brasil é rota estratégica para as novidades que chegam da Europa e da Ásia e o papel da in-cosmetics Latin America é conectar esses mercados, apresentando para a América Latina insumos inovadores e que atendem necessidades cada vez mais específicas, considerando diferenças culturais e climáticas, além de discussões para evolução da indústria, ilustradas por modelos de sucesso aplicados internacionalmente e visão estratégica de fornecedores globais que podem inspirar soluções locais”, ressaltou Zanetti.

    Ele também apontou o grande interesse de empresas internacionais em participar do encontro, citando como exemplo a participação de Merck, Ashland, Chemyunion, Dow, Evonik, Gattefossé, Givaudan, Kobo, Lipotrue, Seppic, Nagase, Shin Etsu, e Lubrizol.

    “Ressalto que a in-cosmetics Latin America é a única feira do setor a reunir os principais fornecedores globais de matérias-primas para cosméticos”, disse.

    Novidades e expectativas – Ao lado de fabricantes nacionais e internacionais, também os distribuidores de insumos químicos marcarão presença na in-cosmetics.

    In-Cosmetics Latin America: Público qualificado ©QD Foto: iStockPhoto
    Andrea Adams, gerente de desenvolvimento de negócios da MCassab

    “O setor de cosméticos reaqueceu em 2022. Após um longo período recluso, o consumidor está mais apto a retomar antigos hábitos relacionados aos cuidados com a beleza”, comentou Andrea Adams, gerente de desenvolvimento de negócios da MCassab.

    “Apesar da falta de commodities, o mercado procura se reinventar na busca de alternativas e opções de insumos”, apontou, salientando que espera melhor desempenho, nos próximos meses, dos segmentos de maquiagens, produtos para os cuidados das unhas, mercados sun-skin e capilar.

    Neste ano, a MCassab levará para seu estade alguns de seus parceiros internacionais, entre os quais destaca a Cobiosa (detendo exclusividade de ativos para hair care), Kahlwax (ceras vegetais) e Sudarshan (pigmentos de efeito).

    “Nesta edição, estamos lançando os ativos para cuidados capilares da Cobiosa, uma empresa espanhola com mais de 50 anos de atuação no mercado cosmético.

    Os extratos botânicos atuam em diversas soluções para hair care e scalp care, convidamos os clientes para conhecê-los”, informou.

    In-Cosmetics Latin America: Público qualificado ©QD Foto: iStockPhoto
    Carlos Abreu, diretor da Colormix Especialidades Químicas

    “O mercado brasileiro de cosméticos está crescendo com produtos verdes e sustentáveis”, comentou Carlos Abreu, diretor da Colormix Especialidades Químicas, distribuidora que vem ampliando consistentemente seu portfólio de insumos para o setor desde 2012.

    “Começamos com os pigmentos metálicos e de efeito da Ekart específicos para maquiagem, fomos aos poucos introduzindo ativos e ingredientes de formulação de alta qualidade e voltados para nichos de mercado, já em 2019 recebemos o prêmio Spot Light com um filtro solar especial”, relatou. Hoje a distribuidora oferece insumos para formular produtos para pele, cabelos e unhas.

    Abreu acompanha as avaliações de mercado mais otimistas, mencionando a segunda colocação mundial do mercado brasileiro de desodorantes, entre outros segmentos, como o de cuidados com cabelos, nos quais o Brasil também figura entre os principais players globais.

    “Mesmo com a pandemia, em 2021 o mercado nacional de cosméticos avançou na ordem dos dois dígitos, só em 2020 houve uma queda, seguida de pronta recuperação”, relatou. Mas 2022 apresenta comportamento heterogêneo.

    “A inflação está pesando muito, em alguns segmentos os consumidores estão fazendo trade offs, trocando produtos mais caros por outros mais econômicos e menos sofisticados tecnologicamente”, considerou. Mesmo assim, ele aponta que o momento até favorece mudanças, caso do uso crescente de xampus em barras (sólidos), que também podem ser usados como sabonete.

    Abreu considera o momento adequado para a realização da in-cosmetics Latin America.

    “Nós não queríamos essa feira em 2021, pois o risco sanitário era muito alto e prejudicaria a visitação”, comentou.

    “Neste ano, porém, o interesse é muito alto, teremos grande participação estrangeira, cinco das nossas representadas mandarão seus especialistas para cá, todos com excelentes expectativas”, informou.

    A Colormix agendou reuniões de negócios na manhã do dia 22 com 23 clientes de do Paraná e do Nordeste, com os quais iniciará contatos.

    “A pandemia abriu novas oportunidades, há muitos novos empreendimentos surgindo pelo Brasil afora, são pequenos produtores muito animados e inovadores.”

    Nem mesmo as eleições e a Copa do Mundo preocupam Abreu.

    “Entendo que as eleições levam a transferir recursos que seriam usados para a compra de bens duráveis para satisfazer outras demandas, o mesmo para a copa do mundo, isso vai vender mais cerveja, temos nossos pigmentos nas latinhas, então as vendas serão boas”, comentou.

    Para os cosméticos, a maior exposição levará ao aumento de vendas dos protetores solares, por exemplo.

    “Penso que eleições e copa farão de 2022 um ano melhor do que seria se eles não acontecessem.”

    A ideia da Colormix é atuar como agente de inovação no mercado cosmético, contando com laboratório e equipe técnica exclusiva para o ramo.

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      “Nós não disputamos as linhas de alto volume e baixo preço, buscamos trazer produtos especiais, voltados para demandas de baixo volume que tenham maior remuneração pela qualidade”, reforçou.

      Nesse sentido, os tensoativos que distribui são diferentes dos mais conhecidos do mercado.

      “Temos produtos derivados de aminoácidos da Sino Lion que atendem aos conceitos de sustentabilidade, entregando bom desempenho e baixa formação de espuma, eles representam apenas 7% do mercado, mas estão crescendo”, avaliou Abreu.

      Da mesma forma, a Colormix oferece opções de conservantes para quem quer tirar os parabenos de suas formulações.

      “Oferecemos a linha de conservantes naturais da Cosphatec, da Alemanha”, apontou. Para os desodorantes, oferece a hidroxiapatita de cálcio da Kalichem, capaz de substituir o cloróxido de alumínio das formulações.

      “Temos opções para eliminar o EDTA e o óleo mineral também”, informou.

      A Colormix conta com a linha de óleos vegetais da Kupanda, capazes de oferecer funcionalidades para xampus e cremes. “São óleos de plantas africanas, neste ano lançaremos um deles que apresenta efeito esfoliante”, salientou.

      Abreu identifica uma forte tendência para o uso de ativos multifuncionais e também para insumos obtidos por rotas biotecnológicas.

      “Temos uma parceria com a Biotai, empresa nacional que desenvolve corantes naturais e multifuncionais já usados na indústria de alimentos, nós estamos atuando para desenvolver aplicações no ramo dos cosméticos, já há produtos no mercado usando esses insumos”, comentou.

      In-Cosmetics Latin America: Público qualificado ©QD Foto: iStockPhoto

      Colocação privilegiada – Viviane Gianazi, gerente de vendas para o segmento de cosméticos da Química Anastacio, salienta a posição destacada do Brasil no ranking global do consumo de cosméticos.

      “Somos o quarto maior mercado consumidor, com vendas de US$ 22,9 bilhões; os consumidores brasileiros, em todas as classes, não abrem mão dos cuidados pessoais”, comentou.

      “Também somos o segundo mercado no ranking global de países que mais lançam produtos anualmente, atrás apenas dos Estados Unidos”.

      Na sua avaliação, a pandemia mudou os hábitos de consumo do público e foi além, estimulando a rever as rotinas e a olhar com mais atenção para a saúde e bem-estar, de forma holística.

      “Enquanto estávamos mais distantes socialmente, o autocuidado ganhou força”, disse. A categoria de beleza e cosméticos cresceu muito no e-commerce durante os últimos anos e se consolidou como um dos segmentos mais promissores do mercado.

      “Com toda a transformação digital pela qual estamos passando, os clientes estão cada vez mais independentes e atentos às novidades, sempre buscando novas informações sobre produtos.

      Por isso, nossa percepção em um conteúdo rico em detalhes pode ser um grande diferencial competitivo e o que não falta são oportunidades para aproveitarmos e investirmos no setor.”

      Para ela, as categorias de produtos que têm maior expectativa de crescimento para os próximos meses são body care, soap bath e shower, facial care & hair colourants.

      A Química Anastacio, destacada distribuidora de insumos químicos, participa da in-cosmetics 2022 com o objetivo de mostrar os produtos inovadores fornecidos pelos seus parceiros, a exemplo de conservantes naturais, substitutos de produtos que estão em pauta da regulamentação, alternativas aos insumos de origem fóssil, entre outros.

      “Apresentaremos produtos que trazem todas as tendências de cosméticos, como clean label, clean beauty, free from, minimalismo, uso de produtos de origens e fontes seguras, sustentáveis, tudo isso aliado com ativos tecnológicos de eficácia comprovada”, detalhou Cintia Baradel, gerente de novos negócios para o segmento de cosméticos da companhia.

      “Traremos o tema Diversidade e Pluralidade de sensações que destacará as tendências para 2023, de forma conceitual e prática com nossos protótipos da coleção Otimismo”, completou.

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