Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

In-Cosmetics Latin America: Produtos sustentáveis ganham destaque

Renata Pachione
27 de outubro de 2019
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    Crise e tributos abatem vendas

    Química e Derivados - João Carlos Basilio da Silva, presidente da Abihpec

    João Carlos Basilio da Silva, presidente da Abihpec

    A indústria de cosméticos, higiene pessoal e perfumaria registrou queda de 10,9% em volume de vendas de janeiro a julho deste ano, em comparação ao mesmo período de 2018. O índice reflete, sobretudo, o desempenho dos setores de higiene pessoal e perfumaria, cujos volumes tiveram baixa de 19,3% e 8,5%, respectivamente. O segmento dos cosméticos recuou pouco, 0,6%, enquanto o de tissue cresceu 2,8%. Esses dados foram anunciados por João Carlos Basilio da Silva, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), no dia 18, na abertura da in-cosmetics Latin America realizada no Expo Center Norte.

    “Nunca tivemos uma queda tão expressiva e significativa como agora”, apontou Basilio. Para ele, esse cenário traduz, sim, a crise econômica do país, afinal, são quase 13 milhões de desempregados. No entanto, o efeito mais forte foi o da carga tributária. A indústria acabou repassando aos preços de seus produtos a alta de 15% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), instituída ao segmento atacadista em 2015. “Tínhamos a fama de sermos resilientes a preços, mas ficou provado que não somos”, disse. Conforme explicou, 2018 foi movido por muitas promoções e, com o fim desse atrativo, o preço médio subiu.

    O faturamento do setor alcançou R$ 30,4 bilhões, um crescimento nominal de 5,3% que, descontada a inflação, resultou em aumento real de 1,5% durante os sete primeiros meses do ano. Até o final de 2019, a previsão é de recuperação. “A estimativa é de fechar o ano melhor do que estamos agora”, disse Basilio. Potencial existe. Em 2018, a indústria brasileira lançou mais de 7 mil produtos, o que alçou o país ao título de terceiro maior mercado global em lançamentos; perdeu para Estados Unidos e China, segundo dados da consultoria Mintel.



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