Cosméticos

28 de outubro de 2017

in-cosmetics latin america: Formulações ressaltam beleza e proteção para cabelos e pele

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Química e Derivados, in-cosmetics latin america: Formulações ressaltam beleza e proteção para cabelos e pele

    Com um cenário econômico favorável como motor de propulsão, a 4ª edição da in-cosmetics Latin America revelou que o setor está dedicando atenção especial ao desenvolvimento de produtos antipoluição, para proteção solar, antiestresse e contra a luz azul dos dispositivos eletrônicos. Outra tendência que se fortalece é o maior consumo de produtos masculinos.

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    Considerada a maior plataforma global de negócios voltada especificamente para o mercado de matérias-primas para a indústria de cosméticos, a in-cosmetics LA ficou 20% maior do que no ano passado, informou Cathy Laporte, diretora de portfólio da Reed Exhibitions, a empresa organizadora.

    Cerca de 150 marcas, originárias de 22 países – incluindo 20 novos expositores –, apresentaram as suas novidades no pavilhão Azul do Expo Center Norte, na capital paulista, entre os dias 20 e 21 de setembro. Um levantamento indicou 28 novos ingredientes lançados nos últimos 8 meses.

    Nos dois dias, foi registrado um número expressivo de visitantes (a estimativa era de um público ao redor de 4.500 pessoas, 30% superior ao alcançado em 2016). Marcaram presença representantes da Argentina, Colômbia, Chile, Paraguai, Peru, República Dominicana e México. O conteúdo informativo – palestras, workshop técnico e tendências de mercado – excedeu a 50 horas.

    Após o Brasil atravessar “uma recessão nunca vista antes”, o ano de 2017 promete resultados positivos para o segmento de cosméticos. O presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), João Carlos Basílio, afirmou esperar um crescimento real de 1% a 3%, em faturamento, totalizando cerca de R$ 50 bilhões a preço/fábrica ou R$ 200 bilhões a preço/consumidor final.

    E a perspectiva, segundo Basílio, é de o país ser o 3º maior mercado consumidor de HPPC do mundo em 2018, desbancando o Japão (EUA e China ocupam as primeiras posições). “Se a economia nacional crescer 1,5%, o setor vai se expandir de 4% a 5%. Há um crescimento linear em todas as categorias de produtos; e já há procura por itens de maior valor agregado”, apontou.

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    O cenário só não é melhor por causa do impacto da carga tributária. Basílio lembrou que o setor é o 2º mais tributado do país, superado apenas pela indústria de cigarros. Para alguns itens, como tintura para cabelos, o peso dos tributos chega a inacreditáveis 95%. Outro caso “gritante” é o do creme dental em Minas Gerais, sujeito ao aumento de 125% no ICMS. “Deveríamos ter uma carga tributária mais lógica e não arcaica. Os cosméticos estão presentes em 97% dos lares brasileiros”, observou.

    O mercado de cosméticos da América Latina fatura cerca de US$ 80 bilhões por ano e cresceu 314% na última década, segundo o Conselho de Associação da Indústria Cosmética Latino-Americana (CASIC). A indústria de HPPC é a 6ª maior do planeta, com US$ 444 bilhões de receitas, em 2016, de acordo com o analista sênior de pesquisa da Euromonitor International, Elton Morimitsu.

    O mercado de produtos masculinos “é a segunda categoria que mais cresceu entre 2011 e 2016 (US$ 10 bilhões em 2016, na América Latina) e a perspectiva é de um incremento de 27% até 2021”, disse. As fragrâncias, desodorantes e produtos para barbear respondem por 96% das vendas. “Os homens buscam conforto e praticidade (itens multifuncionais) e estão dispostos a pagar mais por produtos de qualidade”, enfatizou Morimitsu.


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