In-Cosmetics Latin America – A entrada de insumos no mercado regional

Tradicional feira mundial com foco exclusivo em ingredientes do segmento HPPC (produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos), a in-cosmetics Latin America abre as suas portas nos dias 5 e 6 de outubro, no Expo Center Norte, na capital paulista, com muitas novidades e um tamanho maior em relação à edição anterior.

In-Cosmetics Latin America insumos no mercado cosmético
In-Cosmetics Latin America

Com uma ampla grade de conteúdo, em sintonia com os interesses de fabricantes e distribuidores de matérias-primas e equipamentos para laboratórios; fornecedores de sistemas e softwares, além de pesquisadores e elaboradores de testes, o evento também revela insights dos consumidores para formuladores, P&D e profissionais de regulamentação.

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A expectativa de Daniel Zanetti, diretor da in-cosmetics latino-americana, é reunir cerca de 3.500 profissionais, que conhecerão mais de mil produtos de 200 marcas expositoras, representando perto de 20 países. De acordo com amostragem, 54% das empresas são do Brasil, 14% da Ásia, 10% das Américas e 22% da Europa.

“Estamos com uma área de exposição 20% maior que a do ano passado. Há empresas que nunca expuseram antes e que trazem inovações para o mercado local, o que nos prova que o Brasil continua sendo a locomotiva da região e a in-cosmetics permite um portal de acesso à América Latina”, observa Zanetti.

No ano passado, houve a participação de 184 expositores de mais de 40 países – 47% das Américas; 32% da Europa e 20% da Ásia – e 2.760 visitantes foram registrados. A in-cosmetics Latin America é organizada pela Reed Exhibitions, parte do grupo internacional in-cosmetics, que realiza eventos também na América do Norte, Ásia e Europa.

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João Carlos Basílio, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), faz questão de frisar que “o apoio institucional da entidade à in-cosmetics Latin America pelo terceiro ano consecutivo, reforça a credibilidade e a importância dessa reconhecida feira de ingredientes para o mercado brasileiro, que está sempre em busca de novas tendências que transformam a indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.”

Em que pese o delicado momento da conjuntura econômica do país, o setor dá sinais de fortaleza e competitividade. Em 2015, segundo dados do Instituto Euromonitor, a indústria de HPPC faturou R$ 100 bilhões (vendas ao consumidor), posicionando-se como o quarto maior mercado do mundo; é responsável pela metade do consumo latino-americano.

A recessão obriga, no entanto, o consumidor a mudar os seus hábitos, passando a buscar o melhor custo-benefício em produtos e serviços. “Novos hábitos exigem ajustes. Com isso, tecnologia, inovação e sustentabilidade se tornaram palavras de ordem em toda a cadeia produtiva em prol da promoção da saúde, bem-estar e qualidade de vida da população brasileira”, comenta Basílio da Silva.

Nesse ano, “a inovação não está empregada apenas em formulações e embalagens diferenciadas, mas também em gestão, logística, comunicação e comercialização dos produtos”, explica o dirigente setorial. O setor de HPPC está entre os três segmentos industriais que mais investem na área, direcionando cerca de 2% de suas receitas para P&D.

O mercado premium de HPPC é puxado no Brasil pelas fragrâncias, que representaram 36% do valor desse nicho durante 2015. Mesmo passando por dificuldades, o país ainda representa 32% do faturamento do segmento em toda a América Latina, seguido pelo México (23%), Argentina (15%), Chile (8%) e Colômbia (6%).

A expectativa é que a venda de produtos premium na AL cresça, em média, 5% ao ano até 2020, uma desaceleração em comparação com os anos anteriores, quando se obteve crescimento médio real de 8% ao ano, entre 2010 e 2015.

“O consumidor de produtos de beleza na América Latina está enfrentando um difícil desafio. Com mais educação, infraestrutura, com a internet garantindo maior autonomia e acesso por diferentes canais, eles buscam produtos de qualidade”, afirma Fernando Cruz, analista sênior da Euromonitor International, em Santiago. Entretanto, segundo o especialista, com o poder de compra limitado e a desaceleração em algumas de suas economias, resta ao consumidor a busca por alternativas para chegar a produtos de melhor qualidade a preços mais baixos.

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