Universidades, Faculdades, Ensino, Cursos e Pesquisa

A importância estratégica dos químicos industriais e ambientais – Parte 2

Quimica e Derivados
20 de janeiro de 2017
    -(reset)+

    Figura 17. Áreas de atuação das profissões universitárias da química (Zakon, 1984 – 2015)

    Química e Derivados - A importância estratégica dos químicos industriais e ambientais - Parte 2

    Antes do advento disseminado das áreas de nanociências, nanotecnologia e da simulação molecular, alguns docentes e pesquisadores da área de Engenharia de Materiais descreviam seus domínios na forma das figuras 18 e 19 (sem explicitar os domínios de atuação dos Químicos Industriais e Engenheiros Químicos). Zanotto (1991) afirmava que os engenheiros químicos só lidavam com fluidos, esquecendo ou desconhecendo a existência do Manual de Engenharia Química – 5ª de Perry e Chilton (editores).

    Figura 18. Abrangência das ciências básicas da química industrial e das Engenharias Química e de Materiais em função da escala (adaptada de Zanoto, 1991)

    Química e Derivados - A importância estratégica dos químicos industriais e ambientais - Parte 2

    Figura 19. Relações entre a fabricação de artefatos com a Química Industrial, as Engenharias Químicas, a Ciência dos Materiais e demais Engenharias (adaptada de Zanoto, 1991)

    Química e Derivados - A importância estratégica dos químicos industriais e ambientais - Parte 2

    As Engenharias Químicas influenciaram o crescimento e a otimização das indústrias químicas de grande porte com base em um suporte matemático variado e sofisticado, que foi ampliado com o advento da Computação e Informática no século XX. Para as grandes indústrias, o aporte computacional foi excelente, pois otimizou a produção e reduziu custos operacionais, além de gerar sistemas de controle on line muito eficientes para os processos fabris.

    10 – EVOLUÇÕES CONCEITUAIS NA QUÍMICA INDUSTRIAL E NAS ENGENHARIAS

    A Química Industrial (ou Aplicada ou Tecnológica) evoluiu adotando conceitos e critérios de Engenharia Química para equipamentos com volumes de controle definidos e fechados (Tabela 3). As Engenharias Químicas de Alimentos, Metalúrgica, Cerâmica, Polímeros, Materiais, Saneamento, Ambiental e Bioprocessos adotam amplamente os conceitos de Operações Unitárias e Processos Unitários em seus projetos de processo. As Químicas Metalúrgica e Ambiental envolvem necessariamente vários sistemas abertos, como as jazidas minerais, pilhas de minérios recém-extraídos (“ROM”), beneficiados ou sendo lixiviados, além dos aterros controlados e sanitários de lixos ou resíduos municipais e industriais.

    Em 2012, adotamos em “Mineralogia Industrial, Energética e Ambiental”, e nas disciplinas conexas, a expressão conceitual tecnológica “Ambiente Químico” para designar locais onde ocorrem transformações químicas, incluindo reatores químicos diversos, jazidas de carvão onde surgem drenagens ácidas naturais, pilhas de minérios em lixiviação e aterros de resíduos sólidos municipais e industriais. O projeto de um equipamento depende dos fenômenos que irá comportar e processar, das substâncias que serão estocadas, transformadas e descarregadas, dos materiais de construção, das fontes de energia e das quantidades de matérias manipuladas e recursos energéticos utilizados ou gerados.

    A conversão química segura de matérias-primas naturais e sintéticas, e de rejeitos industriais, municipais e rurais em produtos, ainda preocupa a Humanidade. E ainda é a alma da Química Industrial, que deve atuar em parceria muito próxima com as Engenharias Químicas (Zakon e Alevato, 2014).

    A Mineralogia Industrial, Energética e Ambiental apoia-se nos mesmos tratamentos físicos e químicos da Metalurgia Extrativa (ou Química Metalúrgica) e da Cerâmica. E incorpora vários processos de despoluição e reciclagem de resíduos, efluentes e emissões gasosas, que são descartados pelas indústrias químicas, metalúrgicas e afins, e podem resultar em insumos para fabricar, p ex., materiais de construção civil.

    Foi possível abordar as Ciências Naturais e as tecnologias minerais metalíferas (para ferro e aço e, também, alumina e alumínio) de fíleres e cargas inorgânicas para polímeros, de combustíveis fósseis (p.ex., extração de carvão, turfa, xisto, petróleo e gás natural) e nucleares, águas superficiais e subterrâneas (aquíferos) dentre outras. Vários processos termoquímicos de decomposição e destruição de sólidos foram criados envolvendo processos de pirólise (carbonização, coqueificacão) e gasificação de carvão e biomassas, que são empregados em usinas de álcool e açúcar para produzir gás combustível (com coleta de cinzas) e servem, analogamente, para aplicações em resíduos municipais pré-selecionados do lixo.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *