Importações crescem e revelam retomada do consumo local – Tintas

Além disso, a permanência da chamada guerra fiscal entre estados da União provoca subsídios indiretos aos produtos importados. “Há portos com incentivos que chegam a 4% do valor do produto importado, isso cria distorções adicionais”, criticou.

Na sua avaliação, o mercado brasileiro tem porte para comportar uma fábrica de 200 mil a 250 mil t/ano de TiO2 para abastecer o país e a região, porém, “incertezas políticas e econômicas, somadas às flutuações da taxa cambial e à instabilidade das normas locais prejudica os investimentos”, comentou.

Observando o mercado global, Marino aponta poucas mudanças. Algumas unidades mais antigas foram fechadas, como as de Calais e Le Havre, na França, bem como as de Edge Moor e Johnsonville, nos EUA. Ao mesmo tempo, entraram em operação novas capacidades que compensaram esses movimentos.

É o caso da linha adicional de produção de TiO2 da Chemours em Altamira (México), que foi projetada para acrescentar 200 mil t/ano à produção do site ao longo de vários anos. As antigas unidades de Edge Moor e Johnsonville, somadas, podiam gerar 150 mil t/ano do pigmento, mas com custos mais altos. “A Chemours recentemente inaugurou a primeira etapa da expansão da fábrica de Altamira e segue comprometida com o apoio ao crescimento de seus clientes”, afirmou Cláudia Antunes. “Nossos planos de otimização de plantas, produtividade e produtos deverão aumentar em cerca de 10% a nossa capacidade até 2021. A Chemours só opera com a via cloreto e é, atualmente, a maior produtora mundial do pigmento.

Quanto à evolução tecnológica, ela segue sendo feita lentamente. “Não há grandes novidades, lançamos em 2016 o TiONA 242 para substituir o antigo RFKD, muito consumido no setor de plásticos”, comentou.

Química e Derivados, Cláudia: planejamento com clientes garante suprimento
Cláudia: planejamento com clientes garante suprimento

Também a Chemours fez seu mais recente lançamento em 2016, o TS 6300, que marcou presença na Abrafati 2017. “Temos novos produtos em desenvolvimento, mas nosso atual foco de inovação está na parceria com nossos clientes para o desenvolvimento e lançamento de tintas com maior desempenho nos mercados em que atuamos, usando como base os estudos de mercado conduzidos em diversos países” explicou Cláudia Antunes. Alguns clientes do Brasil já estão avaliando as parcerias.

A companhia inaugurou oficialmente em 2018 suas novas instalações comerciais no Brasil, em Alphaville (Barueri-SP), totalmente separadas DuPont, da qual fazia parte até a reestruturação de negócios promovida em 2015. O moderno escritório abriga as divisões de titânio, produtos fluorados e soluções químicas.

Ainda está em avaliação por parte dos órgãos de defesa concorrencial de alguns países (especialmente pela FTC, dos Estados Unidos) a proposta de compra da Cristal pela Tronox, que daria origem ao maior produtor mundial de dióxido de titânio, com amplas sinergias advindas da integração de negócios, incluindo mineração. “As empresas seguem suas atividades completamente separadas até que seja aprovada a consolidação”, comentou Marino.

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