Tintas e Revestimentos

Ice 2004 – International Coatings Expo

Maria Silvia Martins de Souza
5 de dezembro de 2004
    -(reset)+

    Química e Derivados: Ice: Williams -  banco de dados ajuda a obter informações. ©QD Foto - Maria Sílva Martins de Souza

    Williams – banco de dados ajuda a obter informações.

    A capacitação de profissionais na área de tintas e revestimentos foi outra atividade oferecida pelo instituto, desde a realização de cursos de curta duração até a possibilidade de fazer mestrado ou doutorado. Segundo o Dr. Texter, nos cursos de dois ou três dias a abordagem é básica, visando um público que tenha relações iniciais com a área, como analistas de controle de qualidade, estudantes e técnicos. Já os alunos de pós-graduação precisam de pelo menos dois anos para desenvolver suas teses e receber o título de PhD. “É necessário diploma prévio em química ou engenharia química”, esclareceu. “Temos alunos de várias partes do mundo e ultimamente temos recebido muitos estudantes da China”, complementou.

    Não citando números, Dr. Texter disse acreditar que o doutorado seria oneroso para um estudante de um país sul-americano, e por isso o instituto oferece anualmente algumas bolsas. “Mesmo assim, que eu saiba, nunca tivemos nenhum estudante brasileiro, embora nossas portas estejam abertas para recebê-los”, concluiu.

    Outra empresa presente na ICE para divulgar serviços foi a SGS. Famosa pela prestação de serviços de análises e atuação na área de certificação, a empresa desde 2000 oferece aos fabricantes de matérias-primas a possibilidade de terceirizar o sistema de solicitação e envio de amostras.

    O gerente da divisão de gerenciamento de amostras Edward Leasure disse que a SGS tem centros de distribuição na Europa, Estados Unidos e em Singapura, permitindo o atendimento dos pedidos para envio de amostras no máximo em 48 horas. “Nossos funcionários estão adequadamente treinados para preparar, etiquetar, embalar e enviar amostras de acordo com todas as regulamentações governamentais”, disse Leasure. “Além disso, fazemos a confirmação do recebimento e providenciamos o envio de documentos, como fichas de segurança e boletins técnicos”, complementou.

    Química e Derivados: Ice: Texter -  instituto forma doutores em tintas. ©QD Foto - Maria Sílva Martins de Souza

    Texter – instituto forma doutores em tintas.

    Segundo Leasure, a redução de custos na terceirização dessas atividades é significativa, pois o fabricante opera com quantidades industriais, e tem que desenvolver todo um sistema de aquisição de embalagens para amostras, envase, transporte, etc.

    A SGS mostra um banco de dados para cada cliente com a lista das empresas que solicitaram amostras, seus dados para contato e até instruções para bloquear o envio, caso a amostra tenha sido solicitada por um concorrente. “Nossos serviços estão disponíveis 365 dias do ano, mesmo quando nossos clientes estão com seus escritórios fechados”, disse Leasure. “A competição entre os produtores é grande, a qualidade e o bom atendimento no envio de amostras e informações técnicas pode ser o diferencial que leva ao fechamento da compra”, acredita.

    Esse serviço não está por hora disponível na filial brasileira da SGS, mas segundo Leasure, pode vir a ser implantado se houver no mercado latino-americano a necessária receptividade.

    Instrumental Analítico – Fabricantes de equipamentos laboratoriais e de processo para análise de tintas também compareceram à feira, como a americana Biode que produz viscosímetros para uso laboratorial e controle de processo. Grande destaque foi dado ao Vismart, um sensor de viscosidade eletrônico baseado em ressonância e ondas acústicas. O sensor pode medir viscosidades de 0 a 100 mil cP com + 1% de repetibilidade, em temperaturas que podem variar de -20 a 135ºC. O sensor não tem partes móveis, é menor do que uma caixa de fósforos e usa tecnologia de semicondutores. Mede temperatura simultaneamente, eliminando a necessidade de um sensor específico.

    Química e Derivados: Ice: m_silvia. ©QDA indústria de tintas está familiarizada com a viscosidade cinemática, medida em centistokes, e com a viscosidade dinâmica ou absoluta dada em centipoise, que se interrelacionam da seguinte forma:

    Química e Derivados: Ice: Beth - simulação mais precisa de intemperismo. ©QD Foto - Maria Sílva Martins de Souza

    Beth – simulação mais precisa de intemperismo.

    O sensor da Biode introduz um terceiro tipo de viscosidade, a acústica, que é igual à centipoise x peso específico. Conhecendo-se o peso específico é possível a conversão entre os três tipos de viscosidade, em temperatura e taxa de cisalhamento fixas.

    No sensor lançado, o cisalhamento é obtido por uma onda acústica. A viscosidade do líquido determina a espessura da camada de fluido que adere hidrodinamicamente à superfície do sensor. Um computador acoplado ao Vismart interpreta os dados. O fabricante ressalta na tabela 1 as vantagens de seu produto em relação aos vicosímetros usuais.

    Os fabricantes de tintas brasileiros terão de importar o equipamento em caso de interesse, pois o vice-presidente de vendas e marketing Dan McCormick informou que a Biode não dispõe de representante ou distribuidores em nossos país.

    Localizada em Chicago, a Atlas Materials Testing Solutions divulgou sua linha Suntest de modernos equipamentos para simulação do efeito a longo prazo da luz, calor e umidade nas tintas, ou seja, determinação de sua durabilidade. “Desde 1976, fabricamos esse tipo de instrumento, sempre melhorando sua performance, hoje somos líderes mundiais nessa área”, disse Beth Gawlinski do departamento de vendas. “Nossos equipamentos são fáceis de usar, mas contêm avançada tecnologia, emitindo uma radiação uniforme, cuidadosamente desenhada para simular a luz do dia”, afirmou.

    Química e Derivados: Ice: ice39. ©QDOs aparelhos são oferecidos dos três tamanhos para adequar-se às necessidades de espaço e/ou número de corpos-de-prova do cliente. Podem ser operados por microcomputadores ou manualmente, sendo estes últimos uma alternativa mais econômica. O modelo XXL/XXL+, exibido no estande da empresa, é o maior e mais sofisticado dos instrumentos, tendo uma bandeja para acomodação de amostras com 3 mil cm2, ideal para peças maiores e/ou observação tridimensional. A área de exposição tem uma inclinação de 5 graus para simular de forma mais precisa a queda da chuva nas superfícies testadas. É possível também expor as amostras à luz direta ou, acoplando um filtro de vidro, simular a luz solar que atravessa uma janela. “Nossa rápida e eficiente assistência técnica é outro diferencial que oferecemos aos nossos clientes”, afirmou. Além dos equipamentos de laboratório a empresa oferece serviços de exposição real às intempéries de peças pintadas em 23 campos de teste ao redor do mundo, com uma variedade de climas, incluindo o desértico, subtropical, altas altitudes ou atmosferas corrosivas.

    De forma geral, os expositores da ICE 2004 mostraram-se satisfeitos com a visitação da feira. Mesmo assim a entidade organizadora decidiu que o evento será doravante bianual. A próxima edição ocorrerá de 27 a 29 de setembro de 2006, também em Chicago.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *