Ice 2003: Tinta “verde” explode na feira da Filadélfia

Química e Derivados: Ice: Viscosímetro é cem vezes mais preciso, diz Campbell.
Viscosímetro é cem vezes mais preciso, diz Campbell.

“Nós encorajamos o cliente a encarar o carbonato de cálcio como principal agente de controle do brilho, pois a correção pode ser feita utilizando-se um grade de carbonato de cálcio com maior tamanho de partícula, o que inevitavelmente também resulta em diminuição do custo”. Outra vantagem menos óbvia é o impacto logístico: o carbonato de cálcio é um mineral de larga ocorrência na superfície terrestre e, no caso do formulador que importa os pigmentos secundários, diminui-se a quantidade de caulim importada e aumenta-se a quantidade de carbonato, obtido em muitas vezes localmente.

Se o problema de correção do brilho persiste e não se atinge o resultado esperado, diz Skelhorn, pode-se empregar um agente fosqueante – aplicação para a qual foi desenvolvido o NeoGen FTE (de flatting titanium extender ou extensor fosqueante de titânio), que também possui alta eficiência de espalhamento da luz, e serve à substituição dos caulins calcinados tradicionais em formulações de médio PVC (entre 45% e 60%).

Instrumentos – Apesar do predomínio dos produtores de aditivos e resinas, muitas empresas fabricantes de máquinas marcaram presença na feira, entre elas a americana Brookfield, uma das líderes mundiais na produção de viscosímetros rotacionais para laboratórios e linhas de produção, que apresentou dois novos instrumentos aos visitantes. O viscosímetro CAP 2000+, baseado no instrumento conhecido como viscosímetro cone/prato ICI, foi desenvolvido em resposta à demanda do mercado.

“A Brookfield havia desenvolvido um aparelho semelhante ao viscosímetro ICI em 1995, o CAP 1000, mas muitos clientes estavam interessados em instrumentos capazes de fazer medições em velocidades diversas, e por isso desenvolvemos este produto”, disse Robert McGregor, gerente de marketing e de vendas no mercado americano.

O instrumento opera em larga faixa de velocidades (de 5 rpm a 1.000 rpm) e o controle de temperatura da amostra é feito pelo prato com grande precisão.

Química e Derivados: Ice: Diagrama do funcionamento do pré-dispersor y-Mix.
Diagrama do funcionamento do pré-dispersor y-Mix.

“Este viscosímetro opera com pequena quantidade de amostra e a troca do cabeçote é bastante simples. Os testes podem ser feitos segundo regras criadas em computador, e essa é uma característica importante quando se pensa em automação”, completou McGregor. Segundo o gerente, outros viscosímetros permitem o controle por microcomputadores, mas aparelhos robustos que podem ser utilizados no chão da fábrica, em modo stand alone, em laboratórios de desenvolvimento e pesquisa ou em controle de qualidade, não são comuns. “É uma combinação muito poderosa”, enfatizou.

A Brookfield também apresentou os cabeçotes (spindles) do tipo vane V-74, adequados para a medição em materiais com alta viscosidade, como pastas e graxas. Segundo McGregor, a empresa desenvolveu um reômetro, o YR-1, que utiliza o novos modelos de cabeçotes e é capaz de medir o esforço de cisalhamento (tensão de cisalhamento a partir da qual o material passa a fluir). “A vantagem é a possibilidade de inserir o cabeçote no material com mínimo dano à amostra. Utilizando-se um microcomputador e o programa desenvolvido pela Brookfield, é possível criar um teste em que o cabeçote gira vagarosamente, gerando uma curva cujo ponto de máximo torque corresponde ao esforço de cisalhamento”, explicou McGregor. Ele afirma ser esta uma habilidade nova, e que os clientes necessitavam de aparelhos muito caros para obter semelhante informação. “Esses aparelhos custavam no mínimo US$ 15 mil a US$ 20 mil, mas o preço podia chegar a US$ 40 mil. O custo do YR-1 gira em torno de US$ 3 mil. Há uma grande diferença, muito atrativa”, concluiu.

Além dos dois instrumentos lançados na feira, a empresa também expôs produtos recentemente produzidos, entre eles cabeçotes do tipo quick connect (conexão rápida), os viscosímetros in line AST-100 (instalados diretamente nas linhas de processo) e os analisadores de textura LFRA TA e QTS 25. A Brookfield adquiriu, em janeiro de 2003, a divisão de medidores de textura da inglesa CNS Farnell, responsável pela fabricação do instrumento LFRA TA, conhecido há cerca de dez anos como Stevens Texture Analyser. O aparelho utiliza uma sonda que pressiona o material à taxa constante de penetração (ao redor de alguns milímetros por segundo) em distâncias conhecidas, medindo a resistência à pressão. A varredura da superfície gera um perfil, conhecido como perfil de textura, que permite quantificar a grandeza.

Diapasão viscométrico – A Multinacional A&D Weighing, que fabrica instrumentos de medição, monitoramento e teste, também apresentou um novo viscosímetro. O SV-10, contudo, não utiliza tubos concêntricos ou sondas, como os viscosímetros rotacionais, mas um método vibracional. A unidade de detecção é composta por dois pratos circulares que agem como um diapasão: acionados por uma força eletromagnética de freqüência igual à freqüência natural do sistema de medição (cerca de 30 Hz), eles entram em ressonância. Um prato vibra defasado em 180° em relação ao outro (as amplitudes são iguais), anulando a reação do suporte do sistema, resultando em uma onda estacionária do tipo sino. Se os pratos são imersos na amostra, a amplitude diminui, e o aparelho produz uma corrente elétrica necessária para recuperar a amplitude inicial. Essa corrente é proporcional à viscosidade da amostra, que pode ser calculada por meio de uma correlação simples.

Página anterior 1 2 3 4 5 6 7 8Próxima página
Mostrar mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios