Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

HBA – FCE: Com área maior, feiras reforçam lado tecnológico

Rose de Moraes
25 de abril de 2003
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    O Brasil, de acordo com a ABIHPEC – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, já ocupa a sexta posição no ranking mundial, contando com a atuação de 1.020 empresas, 14 das quais com faturamento líquido acima de R$ 100 milhões. É também o terceiro mercado mundial em desodorantes; o quarto em produtos para os cabelos, higiene oral, fragrâncias, produtos infantis, fraldas descartáveis e absorventes higiênicos; o sexto em produtos para o segmento masculino; o sétimo em bronzeadores e protetores solares; e o nono em produtos para banho, maquilagem e cremes e loções para a pele.

    Reunidos, esses setores industriais, segundo a ABIHPEC, têm registrado significativo crescimento nos últimos cinco anos, apresentando faturamento líquido de impostos sobre as vendas de R$ 5,5 bilhões em 1977, para alcançar R$ 9,6 bilhões em 2002.

    Maior abrangência – Inicialmente organizada como exposição de matérias-primas, a FCE Pharma, segundo lembrou Joris van Wijk, também está bem mais completa e abrangente, incluindo neste ano na mesma proporção exposições de equipamentos e embalagens.

    Um dos segmentos de maior crescimento foi o de equipamentos, com tecnologias novas, especialmente voltadas às salas limpas. A maior preocupação dos fornecedores, contudo, segundo salientou, é apresentar soluções e novos caminhos às indústrias para que produzam em maior escala e atinjam reduções de custo.

    Como participações de destaque, esta edição da FCE Pharma apresentará a Glatt, da Alemanha, uma das líderes no fornecimento de equipamentos para a indústria farmacêutica, representada pela Almapal, entre outras empresas como a Divisa Engenharia e Tep Engenharia, atuantes no fornecimento de salas limpas, além da Högner, unidade argentina, que vem participar pela primeira vez da feira, trazendo para a exposição uma nova linha de esterilizadores.

    Neste ano, a presença internacional também estará mais destacada. De imediato, o visitante reconhecerá o Pavilhão Chinês, integrado por 14 empresas, como Sinopharm, Xiamen Mchen e InterChemical.

    A participação italiana se evidencia na feira pela participação de empresas como a Poli Indústria Chimica. Da Argentina, vêm enriquecer a exposição a Argenmex & Desynth, a Comasa, a Mário Crica, a Cronimo e a Idenor.

    Entre as indianas destacam-se a Calyx Chemical, a Laxmi Impex e a Alchem. A exposição ainda é compartilhada por empresas da Suécia, EUA, México, Venezuela, Espanha, Holanda, Dinamarca, Noruega, e muitas outras importantes empresas brasileiras, como a Balmer, a Maquidrex, a Galena, a Mettler Toledo, a Cuno Latina e a Discovery.

    Anvisa impõe boas práticas

    O Brasil importa US$ 1,5 bilhão de insumos farmacêuticos ao ano. São mais de 2 mil itens que chegam ao País e são utilizados na produção de medicamentos, tendo como maiores fontes de suprimento países da Europa, a Índia, a China e a Coréia. A Europa, considerada a maior geradora de sínteses, provê insumos de alta tecnologia ao Brasil. A Índia abastece o mercado brasileiro com insumos desenvolvidos para o tratamento da Aids, fornecendo ainda vários produtos de síntese, como antimicóticos, antiulcerosos, antiviróticos e antiinflamatórios. Da China, todos os anos chegam vitaminas com alto padrão de qualidade e produtos de fermentação. Da Coréia, insumos de alta tecnologia e mais recentemente os cefalosporínicos, os antibióticos de última geração.

    Química e Derivados: HBA: Nehme - nova RDC melhora sanidade da produção.

    Nehme – nova RDC melhora sanidade da produção.

    O mundo todo abastece o mercado brasileiro, mas só agora o País oficializou a obrigatoriedade de adoção de boas práticas para a distribuição e fracionamento de insumos farmacêuticos, de acordo com a resolução RDC–35, da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, de 25/2/2003, e publicada em 7/3/2003.

    Do total despendido com importados, estima-se que US$ 1,3 bilhão seja gasto com importações diretas. Os US$ 200 milhões remanescentes estariam sendo direcionados às importações realizadas por importadores e distribuidores que atendem não só as indústrias farmacêuticas, como também as farmácias de manipulação, sendo que 85% dessas empresas integram o quadro de associados da Abrifar – Associação Brasileira dos Revendedores e Importadores de Insumos Farmacêuticos, uma das entidades participantes da FCE Pharma, com conferência programada para o dia 15, das 9h às 13h30, quando serão focalizadas as várias implicações relacionadas com a resolução da Anvisa.

    Composta por 20 empresas associadas, a Abrifar, representando os interesses do setor de distribuição farmoquímica e nutracêutica, foi defensora da idéia de regulamentar as atividades desenvolvidas pelo setor, que só agora se concretizou com a recente aprovação da resolução RDC–35 e suas diretrizes de distribuição e fracionamento de insumos, fixando requisitos mínimos para se fracionar, embalar, armazenar, distribuir e transportar insumos farmacêuticos, que serão destinados ao emprego em medicamentos.

    Antigas aspirações do setor, as boas práticas de distribuição e fracionamento estarão beneficiando toda a cadeia envolvida, do produtor ao consumidor.

    “Trabalhamos de março a dezembro de 2002, propondo regulamentação às nossas atividades”, afirmou José Abdallah Nehme, presidente da Abrifar. “Com a resolução RDC–35, o Brasil estará incluído no rol dos países com legislação sanitária avançada, estendendo o conceito de preservação da qualidade do insumo desde o ponto de origem até a indústria”, acrescentou.

    A principal finalidade da resolução RDC–35 é garantir que o insumo chegue ao seu destino preservando as mesmas características que lhe foram conferidas no momento da produção. Dessa forma, assegura-se às indústrias farmacêuticas e às farmácias de manipulação o recebimento de insumos tal qual foram produzidos, sem qualquer tipo de alteração nas suas características.



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