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Grafeno: Cientistas e industriais unem forças para criar aplicações

Quimica e Derivados
24 de agosto de 2017
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    Grafeno no algodão – As características do grafeno chamaram atenção também dos produtores agrícolas, afinal, o agronegócio brasileiro, mesmo em tempo de crise, foi o único setor que, segundo o IBGE, apresentou forte crescimento no primeiro trimestre de 2017, com alta de 13,4%, enquanto a indústria cresceu apenas 0.9% e o setor de serviço ficou estável (0%).

    Em março, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Arlindo de Azevedo Moura, e o diretor executivo da entidade, Marcio Portocarrero, visitaram as instalações do Centro MackGraphe, em São Paulo. Em junho, foi a vez dos cientistas irem à Fazenda Pamplona, em Goiás, para ver de perto o modo de produção do algodão. A Abrapa pretende apresentar estudos da universidade no 11º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), que será realizado entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro, em Maceió-AL. Será uma oportunidade de despertar no setor algodoeiro o interesse pela inovação tecnológica.

    Química e Derivados, Pesquisadores foram a Goiás para conhecer problemas do algodão

    Pesquisadores foram a Goiás para conhecer problemas do algodão

    “A partir da divulgação da Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil sobre nossas pesquisas com grafeno, os diretores da Abrapa vieram conhecer o trabalho no laboratório e quiseram saber que propriedades o grafeno poderia agregar ao algodão”, comenta a pesquisadora Camila Marchetti Maroneze, doutora em Química pela Unicamp e pós-doutorada pelo Swiss Federal Institute os Technology de Zurich, que acompanhou a visita.

    Segundo ela, o grande desafio é introduzir o grafeno nesse material. “É preciso desenvolver o processo de inserção em fibra celulósica natural, viável por extrusão. No Brasil, ainda não foi patenteada essa pesquisa. O grafeno permite que se produzam roupas inteligentes, seja para proporcionar conforto térmico ou segurança. Ele pode também reforçar os tratamentos antichama, isolamento térmico e resistência à abrasão. Nossa especialidade é compreender as sínteses do grafeno em colaboração com os setores que conhecem as suas matérias-primas, para auxiliá-los no desenvolvimento de novos produtos”, completa a pesquisadora.

    Na Inglaterra, a interação do grafeno com algodão já foi realizada com êxito. Em parceria com a Universidade de Jiangnan (China), os pesquisadores do Graphene Center da Universidade de Cambridge (CGC) desenvolveram um tecido de algodão condutivo que abre novas possibilidades para eletrônicos vestíveis. De acordo com artigo publicado no site da universidade britânica, com base no trabalho do cientista do CGC, Dr. Felice Torrisi, sobre a formulação de tintas de grafeno para eletrônicos flexíveis, o grupo de pesquisadores criou tintas de flocos de grafeno quimicamente modificados que aderem facilmente às fibras de algodão. “O tratamento térmico após o depósito da tinta no tecido melhora a condutividade do grafeno modificado. A adesão deste grafeno modificado à fibra é semelhante à forma como os corantes reagem com o algodão, permitindo que o tecido permaneça condutivo, mesmo após várias lavagens”. Este novo método, segundo os cientistas, possibilita instalar sistemas eletrônicos flexíveis em peças de vestuário, de forma mais segura e sustentável, já que dispensa etapas de processamento e o uso de produtos tóxicos. “Embora inúmeros pesquisadores em todo o mundo tenham desenvolvido sensores portáteis, a maioria das tecnologias atuais utilizáveis dependem de componentes eletrônicos rígidos montados em materiais flexíveis, como filmes plásticos, que oferecem compatibilidade limitada com a pele, são desconfortáveis e podem ser danificados quando lavados”, acrescenta o artigo, que conclui com a afirmação do professor Chaoxia Wang da Universidade de Jiangnan, co-autor do projeto: “Esse método nos permitirá colocar sistemas eletrônicos diretamente na roupa. É uma tecnologia habilitadora incrível para têxteis inteligentes.”

    O diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, está convencido de que o grafeno comandará a revolução dos materiais na indústria do século XXI, mas avalia que a integração de grafeno na fibra do algodão é uma etapa que será analisada mais adiante pela entidade. “Já existem experimentos com filamentos de grafeno misturados a fios de algodão que conferem resistência e condução térmica. Mas posso assegurar que no momento seria inviável pensar em algodão geneticamente modificado para introdução de grafeno. Por enquanto, isso não está em prática. Lá fora, os tecidos que contém grafeno na composição são construídos em bases sintéticas ou mistas, já que o grafeno pode ser transformado em fibra mineral. A opção mais viável é no campo das roupas inteligentes com nanotubos inseridos nas fibras têxteis para proporcionar funcionalidades”, explica Portocarrero.

    O executivo da Abrafas diz que, no Brasil, o avanço da nanotecnologia é fundamental para o desenvolvimento de novos materiais. “Pelo que pudemos observar, o MackGraph já produz lâminas de grafeno para aplicação industrial e filamentos usando nanotubos de carbono como fontes para fibra ótica. Mas o fato de o grafeno ser um material inerte, que pode ser molhado sem perder suas propriedades, abre um vasto campo de oportunidades para as roupas do futuro, que irão interagir com o usuário. Serão roupas 40% mais leves que as de algodão convencional e capazes de se degradar na natureza”.



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    4 Comentários


    1. vanessa

      BOM DIA !!!

      TENHO CAPACIDADE DE FORNECER O GRAFENO, ATÉ 50 TONELADAS POR MES.TENHO A TERRA LEGALIZADA. CASO SE INTERESSEM , ME CONTACTEM.


    2. vanessa favarin

      tenho capacidade de fornecer 50 toneladas de grafeno Mes , mas preciso que me financiem , pois , preciso de investimento para a extração. como maquinários, enfim , toda uma logística para eu poder extrair. tenho a terra legalizada. mas preciso de patrocínio, assim eu ganho e quem patrocinar ganhara mais ainda.


    3. José Francisco Couto Pinto

      A pesquisadora paulista que desenvolveu um excelente trabalho sobre o Grafeno, expôs sua pesquisa para um grupo de cientistas em Londres, o qual foi bastante elogiado. De volta ao Brasil, estava em falta material de pesquisa no laboratório. Resultado: hoje ela está trabalhando na Inglaterra.A pesquisadora brasileira Nádia Aiad, ganhou o premio
      anual da Sandvick, tambem com seu trabalho sobre o grafeno.Enquanto isso foi eleita a MULHER DO ANO NO BRASIL UMA TAL DE ANITA. .Pooode.A China ja registrou 2.200 patentes com a utilização do Grafeno e os EEUU.1754 . E o Brasil que tem por volta de 50.000.000 de toneladas de Grafite, até agora NADA.Naturalmente vamos ex-
      portar o minério, como sempre


    4. José Luis Marques

      O governo tem que ri tm que priorizar estás BN pesquisa sobre o Grafeno



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