Segurança e Proteção Pessoal

Gerenciamento de riscos como ferramenta de prevenção – Abiquim

Quimica e Derivados
12 de novembro de 2016
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    Mas a evolução da planta química, mudanças nos processos de produção ou o início da fabricação de um novo produto demandam novas análises de riscos. “O trabalho é contínuo e inclui pequenos projetos e modificações menores, de forma a garantir que o nível de segurança obtido no projeto se mantenha íntegro depois dessas modificações e garante que nas novas alterações qualquer novo perigo tenha seus controles adequados”, complementa Freitas.

    Química e Derivados, Andrade: análise de riscos precisa ser revista a cada cinco anos

    Andrade: análise de riscos precisa ser revista a cada cinco anos

    O diretor industrial da Unipar Carbocloro, Airton Andrade, explica que o acúmulo desses pequenos projetos e modificações tornam necessário reavaliar a análise de riscos a cada cinco anos, com o objetivo de checar o que pode ser melhorado em toda a operação. Além da reavaliação, Andrade também ressalta a importância da gestão de mudanças. “A qualquer alteração de processo, seja temporária ou permanente, é checado se não serão gerados novos riscos que precisam ser analisados antes de sua implantação”.

    Química e Derivados, Kleiber: livro de bolso ajuda a entender melhor os riscos

    Kleiber: livro de bolso ajuda a entender melhor os riscos

    A necessidade de se fazer uma reavaliação também é lembrada pelo gerente de segurança de processos e do Atuação Responsável da Basf, em Guaratinguetá-SP, Werner Kleiber. A empresa também realiza revisões a cada cinco anos, caso tenham sido executadas pequenas alterações na planta e a cada dez anos é feito o Cleaning Analysis Sheet. “É uma avaliação feita a partir do zero, para evitar o acúmulo de pequenos riscos por causa de pequenas modificações. Aprendemos com os incidentes que aconteceram em qualquer planta e temos a oportunidade de implantar novas tecnologias, que ainda não existiam quando foram feitas as ações para diminuir os riscos”.

    Gerenciamento de riscos – Fortalecendo bons hábitos

    Ter uma cultura voltada à segurança e manter os colaboradores atentos aos procedimentos necessários para operar com segurança é determinante no gerenciamento de riscos. Na análise de perigos é fundamental e inegociável a participação dos colaboradores envolvidos na operação e que lidarão diariamente com o processo. “É importante o operador ter claro e definido em sua atuação quais são os controles de processo que ocupam grande parte de sua atividade e quais os controles de segurança que precisam ser respondidos rapidamente”, explica Ivan Freitas, da Cabot.

    Apesar de as indústrias aplicarem o maior número possível de barreiras tecnológicas, com o objetivo de minimizar os controles administrativos, que necessitam da intervenção de um profissional para ativar uma barreira, alguns processos ainda necessitam da intervenção de um colaborador. Manter todos eles atualizados sobre as alterações, que podem ser feitas nos processos, estruturais ou nos produtos, é um desafio para as indústrias.

    “Onde os controles são feitos por pessoas, as mudanças são incluídas nas instruções de trabalho e é feita uma atualização com todos os turnos de operação, informando os motivos das alterações e revisada a análise de risco para que tenham conhecimento das consequências dos desvios, homogeneizando assim a informação e garantindo a participação e envolvimento de todos nesses controles”, avisa Freitas.

    Protegendo o público interno e externo

    A avaliação de risco químico no ambiente de trabalho, a sua comunicação e o seu gerenciamento tem o objetivo de prevenir acidentes e proteger todos os usuários dos produtos químicos ao longo do seu ciclo de vida. O Gerente Regional de Hazmat Compliance – América Latina da Givaudan, Daniel Rios, explica que o Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS) define os critérios para classificação e comunicação de perigos aos trabalhadores através da rotulagem, da Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), instruções de trabalho, e outros meios alternativos.

    “Considerando que os perigos dos produtos químicos são conhecidos e os cenários de exposição são determinados pelos processos industriais e características do ambiente de trabalho, os riscos podem ser adequadamente avaliados conforme as tarefas, e assim devidamente comunicados aos trabalhadores através de treinamentos periódicos”, analisa Rios.

    Segundo ele, o gerenciamento do risco deve ser realizado utilizando estratégias de redução da exposição do trabalhador no ambiente de trabalho, tais como: a eliminação de um produto químico perigoso; a substituição de um produto químico por outro menos perigoso; uso de medidas de engenharia, como ventilação e exaustão, por exemplo e, como última medida complementar, o uso de equipamentos de proteção individual.

    Outra etapa fundamental no Programa Atuação Responsável®, de acordo com Daniel Rios, da Givaudan, é a empresa contar com uma equipe especializada no gerenciamento de riscos de transporte de produtos perigosos, capaz de fornecer atendimento à emergência em todos os mercados onde atua, 24 horas por dia, fornecendo as devidas orientações técnicas e tomando decisões de resposta à emergência para mitigar eventuais efeitos adversos que possam ocorrer devido a acidentes de transporte.



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