Gases industriais têm expansão de demanda

Recuperação Econômica dispara o consumo de gases no Brasil enquanto preços se mantém baixos por causa da forte concorrência

A recuperação da atividade econômica nacional mudou as expectativas dos produtores de gases industriais, que agora prevêem aumento de 10% a 15% no volume total negociado neste ano.

Depois de anos em queda, os preços dos gases do ar devem passar por momento de estabilidade, acompanhando os valores internacionais, a despeito da crescente ocupação da capacidade produtiva das unidades criogênicas.

O motivo para o bloqueio dos aumentos de preços é a forte concorrência no mercado brasileiro.

Conspira contra essa estabilidade a majoração das tarifas de energia elétrica, o principal insumo do setor. Também a expectativa altista nos combustíveis deve afetar outro item de peso nas planilhas de custos: os fretes rodoviários.

“Temos contratos com nossos clientes que estipulam o repasse automático dos reajustes de tarifas”, disse o diretor de gases industrias da White Martins/Praxair, Marcelo Quintaes.

A empresa, assim como outras produtoras do setor, aguarda a regulamentação do uso das linhas de transmissão de eletricidade de modo a aumentar a competitividade nesse fornecimento. “Somos grandes consumidores, temos poder de barganha e vamos buscar os melhores acordos possíveis.”

Novos acordos de fornecimento de eletricidade podem melhorar os resultados dos fornecedores de gases industriais.

Química e Derivados - Gases - Montagnini preço dos gases no Brasil é inferior ao dos EUA.
Montagnini preço dos gases no Brasil é inferior ao dos EUA.

“Estamos trabalhando com os preços mais baixos desde 1976, quando começamos a registrar esses valores”, comentou Renato Montagnini, gerente comercial da área de gases da Air Products no Brasil.

Segundo avaliou, algumas filiais locais de empresas americanas pagam menos pelos gases que as suas matrizes. A rentabilidade melhora um pouco no segmento de produtos vendidos em cilindros.

A Air Liquide sepultou de vez a antiga denominação Oxigênio do Brasil e conseguiu aumentar seus negócios acima dos 25% de crescimento total do grupo mundial, computando dados até setembro de 2000. A filial brasileira registra resultado líquido de 4% a 6% maior, considerado bom, principalmente tendo em vista a amortização dos investimentos em novas unidades, que montou a US$ 200 milhões.

Os resultados incluem a venda de equipamentos e prestação de serviços diversos, a exemplo da limpeza de metais. “Não queremos ser vistos apenas como fornecedores de gases industriais, mas como provedores de soluções tecnológicas para os clientes”, disse Gérard Priet, diretor para a América Latina do grupo Air Liquide.

Química e Derivados - Gases - Disponibilidade de gás carbônico permite abrir mercado nos efluentes.
Disponibilidade de gás carbônico permite abrir mercado nos efluentes.

A expectativa do grupo, compartilhada pelos seus concorrentes, é animadora, apontando para o incremento de 5% no PIB deste ano, provocando elevação de 10% nas vendas de gases, estimada em US$ 600 milhões.

“E a demanda por serviços cresce bem acima disso”, afirmou Priet. A ênfase nas necessidades dos clientes é coerente com a estratégia mundial do grupo e deve permitir a recuperação de espaços de mercado perdidos para a concorrência há alguns anos, quando a então Oxigênio do Brasil perdeu a segunda posição no ranking nacional para a Aga (hoje pertencente ao grupo alemão Linde).

“Não pode haver arrogância, é preciso ser líder mantendo o diálogo e atenção com os clientes”, explicou Priet. “Isso não estava acontecendo no Brasil”.

O diretor regional descarta a possibilidade de travar guerra de preços com outros fornecedores de gases. “A rentabilidade operacional daqui já é normalmente mais baixa que no Exterior, por causa das grandes distâncias entre clientes e do custo Brasil”, explicou.

Por isso, a participação em licitações dosetor público não atrai o interesse da companhia. “É até fácil vencer a concorrência, mas isso pode significar a morte da empresa a longo prazo”, comentou.

No seu entender, a política de realizar licitações anuais deveria ser revista, porque isso implica maior gasto para o contratante. Contratos de prazo mais longo permitem amortizar de forma mais suave os investimentos necessários.

“Na França, já passamos por isso e, hoje, os contratos públicos são firmados por pelo menos cinco anos”, comentou.

Química e Derivados - Gases - Tanque para gases do ar em Americana-SP .
Tanque para gases do ar em Americana-SP .

Mesmo no setor privado, a procura por contratos de curta duração está se tornando rotina. “Os clientes só aceitam contratos de cinco anos se o fornecedor implementar alguma inovação tecnológica”, disse Renato Montagnini. Para ele, contratos de dez anos são uma raridade, só encontrados nas unidades on site, para produzir gases nas instalações dos clientes, em geral, por métodos não criogênicos.

Exemplo da atuação voltada às necessidades dos clientes pode ser tomado na área hospitalar. Além dos gases medicinais, a Air Liquide fornece também focos cirúrgicos, camas especiais, queimadores e vários outros itens.

Química e Derivados - Gases - Priet (d.) e Roubin foco no cliente faz venda crescer.
Priet (d.) e Roubin foco no cliente faz venda crescer.

“Podemos vendê-los um a um, ou por pacote fechado, ou ainda por pagamento mensal”, explicou Priet.

Da mesma forma, nas refinarias de petróleo, a empresa poderia atuar na venda de nitrogênio para inertizar tanques, oxigênio para incrementar processos de combustão, e hidrogênio para tratamento de resíduos. Nesse último caso, seria ainda possível fazer a separação do gás de síntese (CO2+H2), para uso posterior na petroquímica, e do hidrogênio, que recircularia no processo.

A nova forma de atuação exigiu a reformulação da equipe brasileira.

“Optamos por contratar profissionais jovens com grande potencial de crescimento, capazes de procurar junto aos clientes novas formas de usar os gases no seu processo”, afirmou Augustin de Roubin, diretor-geral da Air Liquide Brasil, que está se transferindo para alto cargo na matriz, na área de recursos humanos.

Ao mesmo tempo, as decisões gerenciais foram transferidas para os escalões inferiores, agilizando as negociações. A empresa também investe em programas de segurança e qualidade de vida, além de desenvolver campanhas de atuação social, como arrecadação de agasalhos para a população carente.

“Isso melhorou a auto-estima do pessoal e é um dos fatores que nos colocou pela segunda vez na relação das melhores empresas para se trabalhar no Brasil, segundo a revista Exame”, disse Roubin.

Uma das frentes de trabalho a desenvolver, não só no País, é o e-business. Priet cita o caso de montadora de veículos em Minas Gerais cujo gerenciamento dos gases consumidos na produção é feito pela Air Liquide, da capital paulista. Trata-se de sistema de operação remota, que pode ou não usar os gases da Air Liquide. Ele acredita que a negociação via internet vai interessar a um tipo determinado de clientes. Por enquanto, o site da companhia traz apenas informações institucionais.

Novas capacidades – A indústria de gases está completando um ciclo de aumento de capacidade produtiva e atualização tecnológica de fábricas, do qual resultou alguma ociosidade nas grandes unidades criogênicas. Maior produtora nacional, a White Martins/Praxair mantém o plano de renovação do parque produtivo, de modo a reduzir custos e ampliar a oferta.

Quintaes nova regulamentação baixa custo da eletricidade. ©QD.Foto - Acervo White Martins - Praxair
Quintaes da White Martins

“No primeiro trimestre de 2001 vamos inaugurar as unidades de separação de Joinville-SC e Americana-SP, para 400 toneladas por dia (tpd) de gases”, informou Marcelo Quintaes. Essas unidades já contarão com eletricidade a custos menores, por força de amplas negociações com as geradoras.

Em Joinville, a nova instalação substituirá a antiga unidade de Curitiba-PR, para 100 tpd, de forma a atender à crescente demanda da Fundição Tupy, além de garantir o abastecimento para toda a região Sul. Já a do interior paulista aposentará a antiga fábrica da vizinha Piracicaba (100 tpd) e ampliará a oferta local, importante pólo industrial, nos ramos têxtil, alimentício e metalúrgico.

“Estamos fechando plantas com mais de 30 anos de operação, ganhando em volume e na redução de custos”, explicou Quintaes. Boa parte dos clientes será abastecida por meio de dutos.

Com o mesmo propósito, a empresa inaugurou neste ano a nova fábrica de gases do ar de Manaus-AM, com 20 tpd, para substituir a antiga, de 8 tpd. “O volume demandado na região é pequeno, mas era preciso atualizar a instalação”, comentou Quintaes. A empresa estuda a possibilidade de substituir também as fábricas de Belo Horizonte e São Paulo.

A White Martins absorveu a maior parte das separadoras do ar cativas das siderúrgicas nacionais, que terceirizaram essa parte do trabalho após a privatização do setor. “Faltaram apenas as unidades da Cosipa [Cubatão-SP], que está em licitação, e a da CST [Tubarão-ES]”, disse Quintaes.

A siderúrgica do Espírito Santo optou por manter a atividade cativa, tendo comprado fábrica nova fornecida pela White Martins/Praxair. Para o diretor comercial, ter participado intensamente do processo de terceirização foi positivo para a companhia, principalmente em posicionamento estratégico, mas os resultados teriam sido melhores se a produção de aço não tivesse sofrido com os revezes da economia nacional, inibindo a evolução do consumo.

A White Martins/Praxair fechou seu capital, deixando de ter ações negociadas em bolsa de valores. Quintaes não acredita que esse movimento provoque impacto significativo sobre os negócios. “Tudo se resume no fato de o acionista majoritário [Praxair] ter elevado sua participação para mais de 90% do capital, tornando desinteressante manter os custos inerentes a uma companhia aberta”, explicou o diretor. Ele salientou que a White Martins já contava com maioria do capital em poder da Union Carbide desde 1958, cuja divisão de gases deu origem à Praxair.

Sistemas on site – Arrefeceu o ritmo de crescimento de instalações das chamadas unidades on site. Contando com diversos tamanhos e métodos de separação com base em processos adsortivos ou membranas, esses sistemas conquistaram boa fatia de mercado no País.

A White Martins/Praxair já instalou mais de cem desses equipamentos. “Os sistemas on site estão crescendo no ritmo planejado, a partir da nossa base de clientes”, afirmou Quintaes. “Pode ter havido um excesso de negócios no passado, por razões conjunturais”, admitiu.

“A venda de unidades on site é mais intensa quando a produção criogênica está no gargalo”, explicou Renato Montagnini, da Air Products. Ainda há negócios nessa área, mas é preciso selecionar clientes que tenham processos estáveis, sem flutuação no volume consumido, para se obter resultado satisfatório. “Apesar do aumento de capacidade das nossas plantas, todos os nossos equipamentos on site estão operando e não há intenção de reconvertê-los”, afirmou.

Contando com 915 tpd de nitrogênio e oxigênio, além de 20 tpd de argônio, por processo criogênico, a Air Products registra aumento na taxa de ocupação de suas unidades produtivas. “Em Mogi das Cruzes-SP estamos rodando à plena capacidade, e em Guaíba-RS, a 75%”, comentou. Além disso, a empresa vendeu recentemente uma fábrica criogênica nova de 50 tpd para produtora de celulose no Pará, no antigo Projeto Jari.

“As unidades on site dependem das criogênicas para fornecimento de gases de back up”, explicou Gérard Priet, da Air Liquide, salientando o custo logístico desse atendimento complementar. Porém a tendência é favorável ao crescimento das vendas dessa linha. “Quase 30% de todo o nitrogênio vendido no mundo vem de unidades on site”, afirmou. No Brasil, o porcentual não passa de 10%.

CO2 fragmentado – O mercado de gás carbônico no Brasil está cada vez mais dividido. Desde 1996, quando a White Martins/Praxair comprou a Liquid Carbonic, então detentora de mais de 90% do mercado não-cativo do gás, todas as concorrentes investiram em capacidades próprias, conquistando fatias de mercado.

“Ainda somos líderes, por larga margem, mas houve, como prevíamos, aumento no número de fornecedores”, disse Quintaes. Na sua opinião, há superoferta do gás no mercado nacional, também provocada por algumas cervejarias que instalaram unidades cativas.

“Estamos abrindo novas aplicações em meio ambiente e nas fundições, como auxiliar na retirada de moldes”, explicou. A Air Liquide montou duas unidades para produção de 80 tpd de gás carbônico cada, nas cidades de São José dos Campos-SP e Paulínia-SP, voltadas para controle de pH, misturas protetivas para soldagem e, principalmente, bebidas.

“O mercado das tubaínas está crescendo muito”, comentou. Existe grande mercado potencial para o CO2 também na siderurgia. “Na Europa o gás é usado para reduzir as emissões de NOX, o que quase não é feito por aqui”, disse Priet.

“Não é um produto altamente lucrativo, mas a procura pelo gás é muito boa”, afirmou o gerente comercial para o setor químico da Aga, Sérgio Araia. O principal mercado para a empresa permanece sendo a indústria de bebidas, mas se verifica crescimento de uso no tratamento de efluentes, ramo no qual é usado para acerto de pH. Segundo explicou, isso se faz normalmente com ácidos fortes, porém a resposta acaba sendo muito rápida, dificultando o controle da operação.

Há também o problema da corrosão das instalações e de saúde ocupacional. O gás carbônico pode baixar o pH de forma mais suave, de controle mais fino, sem corroer equipamentos nem prejudicar a saúde dos trabalhadores.

“Vários ramos industriais, entre eles os curtumes, estão usando o CO2 nos efluentes, com bons resultados”, comentou Araia. Segundo informou, estão sendo conduzidos estudos para a aplicação do gás também no tratamento de água para fornecimento à população.

A Air Products dispõe do gás na Bahia, como subproduto da unidade que fornece monóxido de carbono e hidrogênio (gás de síntese) para a Pronor/Nitrocarbono, operada pela indústria de gases. “Há cervejarias na região que operavam unidades cativas e agora terceirizaram o fornecimento”, comentou Montagnini.

Química e Derivados - Gases - Dinamismo de Campinas-SP atraiu filial.
Dinamismo de Campinas-SP atraiu filial.

Oportunidades – O potencial de crescimento de consumo de gases no Brasil anima os fornecedores. “O fundamental é saber o que o cliente faz e o que podemos oferecer para ajudá-lo”, afirmou Gérard Priet. Segundo informou, a Air Liquide está estrategicamente posicionada em todos os mercados geográficos do País, exceto no Nordeste. “Talvez possamos aumentar nossa capacidade por lá, onde temos uma unidade pequena”, comentou.

Para justificar incrementos significativos de capacidade, a empresa avalia mercados por microrregiões ou bacias industriais. É o caso dos pólos petroquímicos. Uma região considerada muito dinâmica pela empresa é a de Campinas-SP, onde se reúnem empresas de várias atividades, como alimentícia, alcooleira, de bebidas e até de informática e telecomunicações. Lá, a empresa montou uma filial para abastecimento regional.

Na área hospitalar, a demanda apresentou queda em volume, por terem os clientes investido para controlar desperdícios, contando, inclusive, com apoio dos fornecedores. Já o hélio, gás importante para exames de ressonância magnética nuclear, apresenta custos elevados para transporte no Brasil, e é considerado pouco atrativo para a Air Liquide.

Já os gases especiais, de altíssima pureza, são considerados mercado importante, pela tecnologia avançada de fabricação. O hidrogênio, cotado como possível substituto dos derivados de petróleo como combustível de automóveis, representa excelente potencial.

Maior produtor nacional de hidrogênio, com fábricas em Camaçari-BA, Mogi Mirim-SP, e Guaíba-RS, a Air Products desenvolve outros usos, além da conhecida hidrogenação de gorduras alimentícias. Surge com elevado potencial a formação de atmosferas protetivas em processos metalúrgicos e eletrônicos.

“Estamos disputando o fornecimento de hidrogênio e oxigênio para o foguete americano que será lançado da base brasileira de Alcântara-MA”, informou Montagnini. Ele destacou a experiência da empresa no fornecimento do gás como combustível de carros e ônibus na Europa e nos EUA.

Na área ambiental, ele atesta a boa receptividade para o oxigênio puro nos tanques para tratamento aeróbio de efluentes. “Desenvolvemos um difusor específico para isso”, disse Montagnini. O gás também encontra grande demanda na indústria de papel e celulose, na qual, inclusive, já é convertido a ozônio, fundamental para a eliminação total do cloro como alvejante. “O consumo de ozônio é de quase 10% do de oxigênio puro”, disse, não acreditando em aumento significativo dessa participação.

“As seqüências da linha ECF, livres de cloro elementar, estão tendo boa aceitação nos principais mercados, inibindo investimentos para ampliar o uso de ozônio”, explicou Sérgio Araia, da Aga, que verifica incremento nas vendas de oxigênio para produção de celulose.

O principal cliente da empresa nessa linha é a Cenibra, atendida com gases produzidos em Timóteo-MG, na planta construída para atender a Acesita, antes suprida por instalação cativa. “A demanda da celulose está crescendo e talvez sejamos obrigados a colocar uma unidade on site para completar o abastecimento”, informou.

A grande novidade da Aga foi a conquista do contrato de fornecimento de nitrogênio para todas as refinarias da Petrobrás, em negociação concluída ao final de 1999. “Trata-se de contrato para cinco anos, no qual devem ser fornecidos 15 milhões de m³/ano, principalmente para inertização de tanques”, explicou.

Esse volume será obtido nas unidades criogênicas já existentes da companhia. O contrato tem função estratégica por permitir a aproximação com um grande consumidor, que pode se interessar por fornecimentos de outros produtos para, por exemplo, tratamento de efluentes e gases especiais para análises.

Um dos alvos consiste na aplicação de oxigênio no processo de craqueamento catalítico fluido, que dependeria da avaliação de cada uma dessas unidades.

Também a indústria têxtil e o tratamento de efluentes representam mercados atraentes para a companhia. “Nós não fornecemos apenas os gases, mas buscamos soluções tecnológicas para os clientes, principalmente nos efluentes”, comentou Araia. Isso inclui estudos de caracterização e elaboração de projetos.

Em âmbito mundial, o setor alimentou alguma expectativa de reorganização quanto ao anunciado processo de divisão da inglesa BOC e posterior venda de ativos e participações de mercado para a Air Liquide e Air Products.

Vetado pela comissão de livre comércio dos EUA (FTC), o negócio foi cancelado e a BOC continua a desenvolver suas atividades, que incluem o fornecimento de CO2 para empresas situadas na região de Cubatão-SP. Para a Air Liquide, o veto retardou seu fortalecimento em alguns mercados, como o japonês, embora trouxesse poucos reflexos para a América Latina.

“Continuamos sempre abertos para possibilidades de crescimento institucional”, comentou Gérard Priet. “Se elas não aparecerem, nós temos como crescer com nossas próprias pernas.”

A Air Liquide comprou parte dos negócios de gases da Aga na Europa, desmembrados a pedido da autoridade européia para aprovar a compra da empresa pela alemã Linde. “Isso nos fortalecerá em alguns pontos daquele continente”, afirmou.

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