Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Gases Industriais: Sucesso da nova empresa está sujeito a riscos

Maroni J. Silva
30 de abril de 2019
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    Química e Derivados, Gases Industriais: Sucesso da nova empresa está sujeito a riscos potenciais

    A obtenção de sinergia/redução de custos estimada em US$ 1,2 bilhão se destaca entre os resultados positivos estimados pela Praxair, em consequência de sua união com a Linde. Mas a concretização desse valor, segundo a empresa, depende de alguns eventos fora de seu controle, os quais podem afetar tanto a previsibilidade como o desempenho da Linde plc. Dentre eles estão a eventual impossibilidade de reter clientes, manter bom relacionamento com fornecedores, preservar ou contratar pessoas-chave para o sucesso da operação. Podem ocorrer oscilações de preços, mudanças ambientais e até mesmo a entrada de novos players no mercado, no vácuo da demora da integração das companhias, inclusive no âmbito de instituições reguladoras.

    A empresa sinaliza, por exemplo, o “risco de que a Linde plc não consiga obter as sinergias esperadas ou de que a obtenção de tais sinergias possa ser mais demorada ou mais custosa do que esperado”. Acrescenta que “declarações prospectivas incluem, mas não se limitam a observações relativas aos benefícios da combinação de negócios, como planos de integração e sinergias esperadas, desempenho financeiro e operacional e crescimento futuro”. Envolvem também, segundo ela, “riscos e incertezas que podem levar a resultados efetivos significativamente diferentes dos previstos ou esperados”.

    As limitações regulatórias ou mesmo da própria combinação de negócios têm potencial também de comprometer o sucesso da fusão. O impacto negativo nesse caso pode vir “de efeitos adversos sobre o preço de mercado das ações da Linde ou da Linde plc”, afetando, inclusive “o custo e a recuperação do investimento”. Da mesma forma, a estabilidade decorrente da performance da demanda de longo prazo por gás industrial está sujeita a uma série de fatores macroeconômicos, segundo a empresa. Entre eles estão, “queda, desaceleração econômica prolongada ou risco de demora de uma recuperação”.

    A análise também leva em conta efeitos potenciais de mudança de cenário decorrentes de “ataques terroristas e hostilidades resultantes; alterações em leis, regulamentos ambientais e de segurança”, bem como “do desenvolvimento de recursos energéticos alternativos, custos de esforços de financiamento”, visando à “obtenção de condições de crédito mais favoráveis”. Esses últimos fatores, segundo a empresa, podem ser impactados por classificações de crédito ou mudança de ambiente macroeconômico face a algum tipo de volatilidade.

    Essas podem decorrer também “de pronunciamentos contábeis emitidos periodicamente por entidades de normatização, condições dos mercados de capitais, endividamento, aceitação pelo mercado dos produtos e serviços das empresas e continuidade da demanda por tais produtos e serviços”. O documento afirma ainda que “incertezas, pressupostos e eventos descritos nas declarações prospectivas podem não ocorrer ou podem ocorrer em magnitude diferente ou em um momento diferente do que a Linde, Praxair ou Linde plc descreveram”.



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