Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Gases Industriais: Fusão aponta reorganização do mercado

Maroni J. Silva
11 de abril de 2019
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    A IBG, única representante brasileira na produção de gases industriais, com 18 plantas distribuídas em regiões estratégicas do país, bem que tentou ampliar seu market share de 3%, buscando arrematar os ativos da Linde no Brasil. A expansão lhe garantiria não apenas a melhoria de seu posicionamento frente aos concorrentes de maior peso no ranking setorial mas, sobretudo, mantê-la viva e “financeiramente saudável” conforme seu diretor-presidente a classifica.

    Player veterano no mercado doméstico, Newton Oliveira contou que a empresa chegou a formular uma proposta aos acionistas da concorrente mas sua oferta foi preterida em favor da Messer, empresa cujo histórico anterior de atuação no Brasil, nos anos de 1990, ele conhece bem. Atuando há 28 anos no setor, Oliveira afirma ter acumulado experiência como empresário, até “passando por momentos difíceis, mas sempre operando com capital próprio, sem recorrer a empréstimos bancários”.

    IBG e Air Liquide preparam reação à chegada de novo player

    Ênfase no atendimento às necessidades de clientes, otimização da prestação de serviços e reforço nos diferenciais competitivos. É com esse tripé que a Air Liquide e a Indústria Brasileira de Gases (IBG) buscam preservar suas respectivas participações no mercado brasileiro de gases industriais, face aos impactos da fusão da Linde com a Praxair. Um dos efeitos é o provável aumento da concorrência interna provocada pela chegada de um novo player no Brasil, fruto da reengenharia econômica que resultou na redistribuição dos ativos da Linde e da Praxair, nas Américas, Ásia e na Europa, adquiridos pela Messer.

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    “No curto prazo, a intenção é continuar solidificando nossa presença geográfica no Brasil e, no médio e longo prazos, iremos trabalhar com clientes-âncoras. São esses parceiros que normalmente necessitam de grandes volumes de gases do ar, como hidrogênio e CO2”, justificou Alexandre Bassaneze, diretor geral da Air Liquide Brasil. A expectativa da empresa é poder expandir seus negócios no país, futuramente, ancorada na demanda específica desses clientes.

    Algumas iniciativas visando à elevação de oferta de produção em determinadas regiões nacionais foram contempladas nos investimentos realizados entre 2012 e 2016, seguindo o planejamento estratégico da empresa. Bassaneze citou como exemplo a abertura de novas filiais, com foco no atendimento domiciliar, em Fortaleza-CE, Niterói-RJ e São José dos Campos-SP. “Agora, estamos abrindo clínicas em Salvador-BA e iniciando a operação de atendimento domiciliar também em Campo Grande-MS e Cuiabá-MT”, complementou. Disse também que a empresa está levantando aspectos que podem ser melhorados no atendimento, relativo a processos, produtos e serviços. “Temos uma série de aplicações tecnológicas que, quando aliadas aos nossos gases, tornam as atividades dos clientes mais sustentáveis, reduzindo o consumo ou o impacto ambiental. Queremos que eles fiquem satisfeitos e percebam a agregação de valor resultante de nossa parceria”, afirmou.

    Química e Derivados, Oliveira aposta na fidelização dos clientes com qualidade

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    Para Newton Oliveira, diretor-presidente da IBG, o impacto da fusão “ainda representa uma incógnita”. Mas disse que, se necessário, a empresa tem margem para crescer, sem demandar investimentos novos em infraestrutura, até porque sua política é não depender de capital de terceiros. Contudo, por hora, o principal impedimento de expansões é a desaceleração econômica, que vem gerando forte desequilíbrio entre oferta e demanda. “Hoje, vendemos 40% da produção, ou seja, há uma grande ociosidade que pretendemos superar com o tão esperado reaquecimento”, justificou.

    De acordo com a expectativa da companhia, não deverá ocorrer uma alteração muito grande no número de empresas que operam globalmente em gases industriais. O que aconteceu na prática, segundo o executivo, foi uma substituição de nomes, pois os bancos encarregados pelo negócio dividiram o mercado em três blocos: Ásia, Europa e Américas. “A partir daí, prospectaram potenciais compradores no mercado e venderam as operações não autorizadas pelos ‘Cades’ de cada país”, afirmou.

    De qualquer forma, ele admite que após observar atentamente esses primeiros desdobramentos da fusão, notadamente em poder de quem ficou o espólio da Linde, tornou-se mais fácil planejar a reação da IBG, com base em dois fundamentos: conhecimento do histórico da passagem anterior da Messer pelo Brasil; e convicção de que tanto a Linde quanto a Messer dispõem de tecnologia e modus operandi semelhantes ao que existe no mercado.



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    Um Comentário


    1. Manoel de Souza

      Prezados, boa tarde!!!

      Sou Químico e trabalhei em Indústrias, tais como:
      – Nalco Produtos Químico Ltda;
      – Companhia Nitroquímica Brasileira;
      – GM General Motors do Brasil.
      Tenho vasto conhecimento e experiências nas áreas de Produção, Operação e Laboratório.
      Admiro muito as postagens dessa conceituada Empresa, vocês aceitariam um Curriculum meu???

      Atte, Manoel Contato: (11) 98774-2395



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