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Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Gases Industriais: Fusão aponta reorganização do mercado

Maroni J. Silva
11 de abril de 2019
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    Duas dentre as grandes estrelas da constelação responsável pela produção mundial de gases atmosféricos industriais, buscam redefinir as coordenadas de acesso à geografia do consumo de seus produtos nas Américas, Ásia e na Europa. A estratégia vem sendo colocada em prática por meio da anunciada fusão da Praxair com a Linde, criando um gigante especializado na transformação de gases do ar, contemplando produtos como nitrogênio, oxigênio e argônio, além de outros, como o hidrogênio, voltados para vários segmentos econômicos.

    A empresa denominada Linde plc (Public Limited Company), resultante dessa união, está em fase de constituição, inclusive legal, mas estimativas divulgadas, virtualmente, pela própria Linde e White Martins, subsidiária do grupo Praxair, já podem dar uma ideia sobre seu capital social e econômico. Além de empregar 80 mil pessoas e atender aos clientes de mais de cem países, a nova companhia deverá faturar anualmente US$ 29 bilhões e terá valor de mercado da ordem de US$ 70 bilhões.

    Em nota, o CEO Steve Angel disse “ter o privilégio de gerir pessoas talentosas de duas organizações de classe mundial para que elas formem um player de irrefutável liderança no setor”. Acrescentou que a equipe sob sua liderança estará fortemente empenhada em gerar valor de longo prazo aos stakeholders da Linde plc.

    Ao ser interpelada por mais informações sobre o negócio, a White Martins que, supre mais de 60% do mercado de gases industriais no Brasil, preferiu o silêncio. Justificou, por meio da sua assessoria de imprensa que não tem autorização para falar sobre impactos da fusão no Brasil, além dos conteúdos disponibilizados virtualmente pela Praxair. Um deles, por exemplo, aborda desafios, riscos e oportunidades advindos da união estratégica entre as duas companhias (veja box).

    Química e Derivados, Messer: empresa familiar volta ao mercado com gás para crescer

    Messer: empresa familiar volta ao mercado com gás para crescer

    É certo que, graças à reconfiguração do mercado, entra na órbita da constelação de gases do ar uma espécie de meteoro disposto a repactuar o brilho das estrelas com mercado quase cativo para seus produtos no universo global. Trata-se da alemã Messer, cuja chama foi reacesa fora da Europa, por meio da aquisição da maior parte dos ativos remanescentes da Linde AG na América do Norte, assim como os de determinadas atividades da Linde e da Praxair, na América do Sul. O rearranjo do mercado avalizado pelos órgãos reguladores, por precaução concorrencial, foi celebrado pelo CEO da empresa, Stefan Messer, ao detalhar a reestruturação de seus negócios, que foram beneficiados com a mudança.

    “Estamos aproveitando uma oportunidade singular de voltar aos mercados da América do Norte e do Sul. Isto transformará a Messer em um player global no setor, consolidando sua posição como a maior empresa familiar especializada em gases industriais em todo o mundo. Representa também um momento único na vida da empresa”, afirmou por meio de comunicado disponibilizado pela assessoria de imprensa no Brasil.

    A joint venture denominada Messer Industries GmbH, que retrata o novo perfil da Messer, está sendo integralizada com a maioria das afiliadas do grupo na Europa Ocidental (Benelux, Dinamarca, Alemanha, França, Espanha, Suíça e Portugal), agregando também uma planta da Argélia, o que corresponde a um investimento total de US$ 3,6 bilhões (3,2 bilhões de euros). Com cerca de 830 empregados, essas unidades faturaram o equivalente a 339 milhões de euros e alcançaram um Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 54 milhões de euros, em 2018.

    Também em 2018, segundo ele, as unidades adquiridas da Linde nos Estados Unidos, Canadá, Brasil e Colômbia, além da operação da Praxair no Chile, tiveram receita de US$ 1,8 bilhão (1,6 bilhão de euros), e um Ebitda de aproximadamente US$ 408 milhões (359 milhões de euros). Fortalecida por esses acréscimos patrimoniais, a empresa voltará a operar no Brasil, disputando com a Air Products, Air Liquide, Indústria Brasileira de Gases (IBG) e com a própria White Martins por meio da Linde plc, parte do volume de negócios movimentado pelo setor de gases industriais no País, estimado em R$ 5 bilhões/ano.



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    Um Comentário


    1. Manoel de Souza

      Prezados, boa tarde!!!

      Sou Químico e trabalhei em Indústrias, tais como:
      – Nalco Produtos Químico Ltda;
      – Companhia Nitroquímica Brasileira;
      – GM General Motors do Brasil.
      Tenho vasto conhecimento e experiências nas áreas de Produção, Operação e Laboratório.
      Admiro muito as postagens dessa conceituada Empresa, vocês aceitariam um Curriculum meu???

      Atte, Manoel Contato: (11) 98774-2395



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