Fosfato Bicálcico e Urânio na mira do consórcio Santa Quitéria

O empreendimento pretende colocar em prática, em 2024, uma planta inovadora

A aposta no crescimento dos fosfatos em vários segmentos industriais, com tendência a se expandir além da média histórica dos últimos cinco anos, no rastro do agronegócio, motivou a Galvani a se lançar em uma iniciativa audaciosa em parceria com a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

Trata-se do desenvolvimento e implementação do Projeto Santa Quitéria, com investimentos de US$ 400 milhões, que prevê a construção de um complexo mineroindustrial para produção de fertilizantes, fosfato bicálcico e concentrado de urânio no município de Santa Quitéria, no Ceará.

O empreendimento gerido pelo Consórcio Santa Quitéria, formado pelas duas empresas, pretende colocar em prática, em 2024, uma planta inovadora para exploração da jazida de minério localizada na Fazenda Itataia, a 210 km de Fortaleza, informa Ricardo Neves Oliveira, diretor técnico de projetos da Galvani.

Pelo projeto, atualmente em fase de licenciamento, a extração e o processamento do minério serão realizados por meio de uma rota tecnológica capaz de assegurar níveis de rendimento minerário superiores à média local e global.

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O plano prevê recuperar mais de 80% do fosfato minerado (ROM, run of mine), ante os valores estimados entre 50% e 70% do fosfato lavrado, como ocorre na maioria das unidades de mineração de fosfatos do Brasil.

Oliveira explica que esse diferencial competitivo ficará por conta, principalmente, do processo de calcinação, cujos fundamentos teóricos e práticos são mais avançados que o processo de flotação que domina as unidades de produção do país.

Dentre os benefícios da inovação, destaca-se a eliminação da necessidade de uma barragem de rejeitos minerários, que se transforma em passivo ambiental de alto risco para a segurança operacional e das comunidades no entorno.

O início das obras de construção do complexo minero industrial está previsto para 2022 e a produção anual deverá alcançar 750 mil t de fertilizantes agrícolas, 270 mil t de fosfato bicálcico para uso na pecuária, e 2.100 t de concentrado de urânio voltados à geração de energia nuclear.

De acordo com a empresa, a iniciativa é considerada estratégica pelos governos federal, estadual e municipal, e corresponde a um dos investimentos mais promissores em curso no Brasil, vindo ao encontro de novas demandas.

Uma delas, segundo Oliveira, é o tratamento de água, beneficiado pelo novo marco regulatório do saneamento, além dos segmentos envolvidos com nutrição animal.

O executivo prevê que “a longo prazo e com a normalização pós-pandemia, haverá a retomada das atividades industriais, proporcionando o retorno do balanço histórico entre o consumo de fosfatos alimentícios e os industriais”.

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