Fitoativos ampliam posição de mercado

Cosméticos: ingredientes de origem vegetal ampliam posição de mercado com valorização de resíduos

Orientadas por princípios da sustentabilidade, as formulações cosméticas estão cada vez mais vegetalizadas. Nesse cenário, os fitoativos ganham protagonismo entre os lançamentos e traçam um caminho sem volta para a indústria. Os ingredientes de origem vegetal se consolidaram, mas, para o mercado, não é o bastante. Por isso, a valorização dos resíduos pela prática do upcycling se tornou uma forte tendência.

“O interesse por matérias-primas naturais, derivadas de naturais e biodegradáveis é a máquina motora do mercado no momento”, resume Claudio Ribeiro, coordenador de Aplicações Beauty South Latam da Lubrizol.

A demanda dos substitutos mais ecológicos de insumos tradicionais sintéticos ou derivados de animais está aquecida. Hoje, a busca dos formuladores se dá por alternativas naturais para todos os tipos de matérias-primas que compõem uma fórmula cosmética. O que tem ocorrido também é a procura por ativos que sejam eficazes e mais sustentáveis na forma de extração, cultivo e preservação do ambiente.

Upcycling

Temas como a bioeconomia, economia circular e fontes renováveis aportaram no mercado dos cosméticos e fizeram morada. A indústria tem ido além da busca por ingredientes de origem vegetal e focado em matérias-primas vindas do upcycling, que é a utilização de resíduos que seriam descartados para a produção de ingredientes nobres.

Cosméticos: Fitoativos ampliam posição de mercado ©QD Foto: iStocKPhoto
Daniella: upcycling é o futuro dos ingredientes fitoativos

“A valorização dos resíduos pelo upcycling é o futuro dos ingredientes vegetais ativos”, afirma Daniella Francischetti, especialista em inovação de ingredientes ativos da Basf.

Desde a redução da quantidade de resíduos enviados para aterros até a minimização do uso de recursos naturais, essa nova maneira de se obter ingredientes cosméticos continua inspirando marcas a inovar de maneira sustentável, segundo Fernanda Soro, gerente sênior global de marketing, da Sensient. Neste sentido, a indústria cosmética tem acompanhado o mercado de alimentos, no que se refere ao aproveitamento de parte dos ingredientes que, a princípio, seria descartada.

“A crença é de que o ‘lixo’ de hoje pode ser um ingrediente inovador e sustentável para o futuro”, afirma.

Em sintonia com o conceito, a Sensient Beauty apresenta o Natpure Xco Choco CC, um extrato 100% natural e upcycled, que oferece tanto cor (tonalidade marrom que confere um aspecto natural às formulações), como cuidado (contém antioxidantes do extrato de casca de cacau, como tanino e polifenol).

A Natura, por sua vez, lançou um extrato bioativo de açaí. Claudia Leo, diretora de P&D da companhia, explica que se trata de um poderoso antioxidante de aplicação cosmética, obtido a partir da agregação de valor ao caroço, um resíduo da produção da polpa de açaí (Euterpe oleracea).

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Claudia: caroço do açaí rende um poderoso antioxidante

“Cerca de 60% do total do fruto de açaí processado se transforma em resíduos sólidos e orgânicos, gerando toneladas de material sem destinação econômica adequada e que acabam descartados em locais inapropriados, como rios e lixões”, diz.

Com processos pautados na química verde, a companhia contemplou desde a padronização e o beneficiamento da cadeia produtiva do caroço à sua extração, através da tecnologia por água subcrítica e seu escalonamento para aplicação industrial, o que resultou no relançamento da linha Ekos Açaí.

Na mesma direção, a Basf conta com diversos ingredientes vindos do upcycling, integrando o conceito de beleza circular. Um exemplo é o extrato natural das folhas do rambutan, o Nephoria. Trata-se de um bioativo voltado para rejuvenescer a pele madura, que reduz o aparecimento de sinais, além de melhorar a elasticidade. Ele integra o Programa Rambutan, que garante uma cadeia de fornecimento sustentável e leva, para a indústria de dermocosméticos, tecnologia para o desenvolvimento de produtos a partir do upcycling e, ao mesmo tempo, trabalha o cultivo e extração dos ativos de forma ecologicamente responsável com o ambiente e com a comunidade.

Não por acaso, a Basf escolheu para lançar na in-cosmetics de Barcelona de 2023 o Kerasylium, um bioativo produzido a partir do resíduo da semente da planta Sylybum marianum. Bio-inspirado na queratina, o ingrediente é rico em peptídeos de baixo peso molecular, além de compostos fenólicos, e é capaz de reparar os cabelos danificados por ter uma ação semelhante à queratina. Ele também protege a fibra capilar dos danos diários da glicação e carbonilação, podendo ser utilizado em linhas de detox, de acordo com Daniella. “E tudo isso a partir de um resíduo que até então seria descartado”, observa.

No mesmo evento, a companhia apresentou o conceito Re-Think, a partir do qual agregou alguns ingredientes de base natural que atendem certificações internacionais e contribuem para o desenvolvimento de produtos mais sustentáveis, como o perolizante Euperlan NL Pearl, o ingrediente para proteção solar Tinomax CC e o agente espessante Cosmedia HP Starch.

Fitoativos e a Industrialização

A fitocosmética tem como grande aliada a rica biodiversidade brasileira. Mas não basta a abundância de recursos para tornar a indústria de fitoativos realmente eficaz. Ajustes quanto à industrialização dos extratos vegetais foram imprescindíveis para que o segmento chegasse a este patamar. Daniella explica que os ingredientes vegetais são mais sensíveis e, assim, os processos produtivos devem ser bem controlados, a exemplo de temperatura e pressão, entre outros, para manter suas moléculas ativas viáveis.“Os processos têm que ser adaptados a este tipo de produto, baseando-se em matérias-primas de qualidade, oriundas de fontes confiáveis e, mais do que isso, sustentáveis”, afirma.

Ela cita exemplos do portfólio de bioativos da Basf, como o Inolixir, produzido com a técnica de extração por água subcrítica a partir do cogumelo chaga, uma planta adaptogênica que entrega para a pele múltiplos benefícios. “Há ainda o Sqisandryl, porção ativa extraída por CO2 supercrítico da superfruta Schisandra chinensis que, além de propriedades antioxidantes, estimula o crescimento dos cílios”, complementa.

Segundo Claudia, a grande complexidade e a especificidade das matrizes vegetais e de seus fitoativos sempre foram e continuam sendo um gargalo para a sua industrialização, sob o ponto de vista de cadeia e processos produtivos, regulamentação, logística e padronização. Por isso, para ela, investimentos em inovação são necessários para adequação dos processos, incluindo desenvolvimento e ajustes de equipamentos e fluxos produtivos, como também capacitação técnica multidisciplinar e infraestrutura instrumental de alta tecnologia para caracterização dos marcadores químicos, para viabilizar a disponibilização de fitoativos eficazes e seguros para aplicação cosmética.

Há um longo caminho a percorrer. Na opinião de Fernanda, os custos, as dificuldades da cadeia de produção, a formulação e a performance ainda são empecilhos para o avanço desse segmento. Até por isso, o Brasil é iniciante no quesito de produção de cosméticos ditos naturais, sendo mais comum a exportação de matérias-primas vegetais para países com melhor tecnologia para a produção desses itens. Mas está evoluindo.

“É de conhecimento mundial a riqueza da biodiversidade brasileira, composta por diversas espécies de plantas em vários biomas. Sem dúvida, existe um potencial mercadológico gigante no país”, pontua.

Segundo Fernanda, são necessários mais estudos sobre os reais benefícios dos fitoativos e, sobretudo, testes de eficácia. No entanto, este cenário está mudando e tende a evoluir, impulsionado pelo consumidor da geração Z, pois esse público se questiona para que serve o que consome e está sempre atento acerca da segurança e rastreabilidade dos ingredientes contidos nos produtos.

Ela conta que ainda existe no Brasil uma forte cultura do conhecimento que vai passando de geração a geração.

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Fernanda: biodiversidade brasileira é pouco aproveitada

“Por exemplo: um consumidor compra o xampu anticaspa que contém gengibre, porque se lembra da sua avó dizendo que o gengibre pode ser um bom aliado, quando o assunto é caspa, fato que torna a compra mais emocional”, diz.

Em outros países, a decisão é bem mais racional, o que exige da indústria cosmética diversos testes de eficácia para realmente provar ao consumidor o benefício oferecido pela formulação.

Desafios dos fitoativos

As plantas possuem em sua composição moléculas de alta performance que, quando isoladas, entregam benefícios incríveis para a saúde e beleza da pele”, afirma Daniella. Segundo ela, a fitocosmética é uma grande riqueza, seja proveniente da biodiversidade brasileira ou de qualquer outra parte do mundo.

Porém, há uma grande complexidade ao se trabalhar com fórmulas mais vegetalizadas que contenham substâncias fitoativas. Claudia explica que isso exige uma grande expertise dos formuladores de cosméticos e menciona como desafios a estabilização das fórmulas, incorporação dos fitoativos nas formulações, avaliando de acordo com suas características organolépticas e físico-químicas a correta estabilização dos mesmos e a garantia da qualidade, segurança e eficácia no produto.

Ribeiro conta que, em relação aos sintéticos, é mais difícil controlar o teor de ativo que a planta vai produzir e garantir lote a lote da matéria-prima as mesmas especificações qualitativas e quantitativas. Garantida a qualidade de uma matéria-prima natural, o próximo problema é ter disponíveis estudos de eficácia do ingrediente.

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Ribeiro: extração de ativos usa tecnologia de água subcrítica

“Dependendo do processo extrativo e da qualidade do vegetal, o fitoativo não terá eficácia, só servindo para apelo de venda”, pontua Ribeiro.

No entanto, mesmo desafiador, é notória a expansão da demanda do setor. “Vivemos em um cenário onde temos uma procura crescente por produtos veganos e por fórmulas vegetalizadas”, afirma Jéssica Bello, coordenadora técnica da Innovasell. Segundo ela, a procura se dá por alternativas de origem vegetal, sobretudo, ao colágeno, queratina e silicone.

Um dos motivos para essa demanda é o desempenho dos produtos. Jéssica faz uma comparação entre cosméticos formulados com substâncias fitoativas e os derivados minerais e animais, sob o ponto de vista da eficácia, e conclui que alguns ativos possuem resultados equivalentes ou até mesmo superiores, e exemplifica com o ativo Samphira Oil Bioactive (extraído da planta Rock Samphire). Os testes mostram desempenho superior na redução de poros e rugas em comparação com o retinol. “Apresenta propriedades retinol-like, mas sem as reações inflamatórias comuns aos retinoides, sendo indicado inclusive para peles sensíveis”, afirma.

Outro exemplo fica por conta de produtos que trazem um benefício extra, como o Stoechiol, também da Innovasell, que além da propriedade botox-like promove a redensificação da pele. Trata-se de um óleo obtido pela tecnologia de CO2 supercrítico, usando a Lavandula stoechas.

Sobre os custos dos produtos de origem natural, Jéssica justifica que, muitas vezes, eles trazem mais do que um benefício.

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Jessica: insumo natural pode agregar vários benefícios

“Em alguns casos, um produto natural pode substituir dois ou mais ingredientes como, por exemplo, o Musap, nossa opção silicone-like vegetal, que contribui para o crescimento dos fios e redução da queda, hidratação da pele e ainda traz um toque maravilhoso para formulação”, diz.

O portfólio da Innovasell conta com mais de 400 ingredientes, de origem natural em sua maioria. “Trabalhamos com uma lista bem completa de produtos com certificação Cosmos e a sustentabilidade é um dos pilares da nossa empresa”, afirma Jéssica.

Mais produtos

A Lubrizol possui a linha de ingredientes ativos Advanced Botanical Ingredients, da qual se destaca o Resulook. Trata-se de um extrato obtido das folhas e caule da planta da ressurreição, de forma sustentável, através do processo tecnológico de água subcrítica Phenobio – tecnologia de extração de ativos botânicos que usa a água como extrator, para substituir os solventes orgânicos.

O ingrediente é utilizado para o crescimento capilar, nutrição dos folículos pilosos e fixação do cabelo, minimizando a queda. “Os testes foram realizados em cílios e sobrancelhas, com resultados satisfatórios no alongamento e aumento do volume dos fios de cabelo nestas regiões”, completa Ribeiro.

Outros exemplos da linha de ingredientes ativos Advanced Botanical Ingredients são o Actificol – obtido a partir do shitake e testado in vivo para melhoria da aparência da pele da região do pescoço e decote –; Lapagyl – obtido da casca do Ipê –, cujos estudos in vivo mostraram melhora das rugas e hidratação da pele, e o Oxylance – ativo botânico obtido das sementes do Ligustrum lucidum, que cresce em grandes altitudes sob condições de baixo oxigênio. “Tem efeito semelhante ao da ioga: aumento dos níveis de oxigênio da pele e melhora da sensação de felicidade”, diz Ribeiro.

O portfólio da Sensient de fitoativos de alta performance atende a diversos segmentos cosméticos, como skin care e hair care. Um destaque é a linha Natpure Xtra. Vencedora do PCHi Fountain Awards 2020, na categoria Reparação da Barreira de Pele, a linha trata necessidades rotineiras como a formação de manchas, rugas, flacidez e outros sinais do envelhecimento precoce. Essa família conta com vários produtos, entre os quais está o Natpure Xtra Longevity. Composto por extrato de chá verde do Quênia, o ingrediente ajuda a hidratar a pele seca e é tão eficaz quanto a vitamina E na proteção da pele contra danos externos, como exposição aos raios UV, mantendo a pele com aparência jovem, garante Fernanda.

Para formulações voltadas aos cuidados dos cabelos, uma indicação da companhia é o Sensishield Scalp, um ingrediente composto por extratos botânicos de guayusa. “É um poderoso fitoativo para proteção UV de cabelos tingidos, composto por extratos botânicos de chá verde obtidos pelo processo patenteado 100% à base de água – PhytoClean”, diz Fernanda.

A Natura, por sua vez, se dedica a estudar plantas e fazer parcerias com comunidades locais para desenvolver um modelo de negócio sustentável e socioeconômico desde o lançamento da Linha Ekos, em 2000. Segundo Claudia, todos os fitoativos da companhia possuem comprovação de eficácia biológica para além dos benefícios sensoriais e estruturantes em formulações cosméticas.

Ela cita o desenvolvimento do Bioativo de Patauá de Natura Ekos, a partir dos frutos maduros e frescos. Após uma cuidadosa coleta, o óleo é obtido por um processo ecoeficiente de prensagem a frio, que garante a máxima concentração e preservação dos compostos ativos presentes no fruto do patauá. “Através da combinação entre conhecimento tradicional e ciência, a Natura comprovou a ação inovadora do uso do óleo bruto de patauá, que acelera o crescimento dos fios deixando-os mais fortes e resistentes da raiz às pontas do cabelo”, afirma.

Hoje a companhia dispõe de 42 bioingredientes amazônicos para utilização em seus produtos, que incluem óleos e manteigas, extratos bioativos e óleos essenciais e aromáticos.

Certificação de fitoativos

No Brasil não existe legislação específica sobre fitocosméticos industrializados, o que, para Ribeiro, pode engessar a indústria no desenvolvimento de produtos inovadores e ainda facilitar que os consumidores fiquem à mercê de apelos de marketing comunicados sem que critérios importantes da formulação e seus ingredientes tenham sido avaliados, sob uma ótica unificada para todos os players que comercializem produtos com fitoativos.

De qualquer forma, diante dessa ausência, empresas certificadoras, como a Ecocert e Cosmos, criaram seus próprios conceitos de cosméticos orgânicos e naturais e atuam neste sentido. Segundo Fernanda, para que um determinado ingrediente seja reconhecido dentro desse contexto, é necessário um rigoroso controle de qualidade de toda a cadeia de produção, englobando desde o cultivo e colheita dos ingredientes até o uso de embalagens ecológicas.

A obtenção de um fitoativo da biodiversidade brasileira também tem de considerar a Lei 13.123, de 20 de maio de 2015, que dispõe sobre o acesso ao patrimônio genético, sobre a proteção e o acesso ao conhecimento tradicional associado e sobre a repartição de benefícios para conservação e uso sustentável da biodiversidade.

Segundo Ribeiro, explorar um ingrediente natural proveniente da biodiversidade brasileira hoje não é tão simples como foi no passado. “Não se pode chegar na floresta pegar uma amostra de algo, estudar, criar um produto, colocar no mercado e lucrar com a comercialização dele; bem como não se pode apropriar-se de um conhecimento tradicional de uma região, de um povo ou de uma cultura”, finaliza.

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Matérias-primas – Classe de substâncias fitoativas muito presentes em plantas, os flavonoides são, amplamente, encontrados em matérias-primas para formulações cosméticas. Trata-se de uma classe de compostos fenólicos, que, segundo Claudio Ribeiro, coordenador de Aplicações Beauty South Latam da Lubrizol, são os mais comuns de serem estudados e os que apresentam mais atividade biológica.

Fernanda Soro, gerente sênior global de marketing, da Sensient, menciona que os flavonoides são os mais explorados, justamente, pela poderosa ação antioxidante, o que permite a criação de formulações com apelo anti-idade. Mas eles não se restringem a este atributo. Estudos apontam que também têm ação antiviral, anti-inflamatória e até auxiliam na regulação de hormônios. De acordo com Ribeiro, há flavonoides hepatoprotetores, muitos deles têm ação fotoprotetora, quando aplicados topicamente ou até ingeridos; existem também os que contribuem para reduzir os danos do fotoenvelhecimento, além de outros com propriedades imunomoduladoras e, ainda, há os que podem melhorar os processos de cicatrização.

“A classe dos compostos fenólicos é realmente um tesouro produzido pelas plantas”, afirma Daniella Francischetti, especialista em inovação de ingredientes ativos da Basf.

Eles possuem diferentes tipos de atividade como, por exemplo, o estímulo da produção dos constituintes da matriz extracelular da derme que garantem firmeza e elasticidade para a pele, além de redução de rugas e linhas finas de expressão. “Sua atividade antioxidante é de grande importância para a saúde cutânea”, reforça.

Óleos

Entre os outros fitoativos mais comumente empregados nos cosméticos, Fernanda destaca os óleos vegetais, ricos em ácidos graxos, ésteres e álcoois graxos, como os oriundos de argan, abacate e coco, que atualmente integram emulsionantes, emolientes e hidratantes.

Ela cita ainda os óleos essenciais, conhecidos pelo vasto uso em fragrâncias e em aromaterapia, mas que também podem oferecer benefícios cosméticos para formulações. “Por exemplo, o óleo de melaleuca poderia ser usado em tratamentos contra a acne, devido às suas propriedades cicatrizantes e anti-inflamatórias, e o óleo de gerânio auxilia no anti-aging, entre muitos outros exemplos”, diz.

Ribeiro também destaca os óleos vegetais como outro grupo de ingredientes naturais muito explorados na área cosmética. Ele reforça que dependendo da composição graxa do óleo e subprodutos nele contidos, obtêm-se efeitos específicos, desde simplesmente hidratar a pele a até mesmo melhorar as características de uma pele envelhecida e acelerar processos de cicatrização. Ele cita ainda os carboidratos como outra categoria de fitoativos muito explorada em cosméticos. “Eles funcionam muito bem como hidratantes e suavizantes da pele”, explica.

fonte: Revista Química e Derivados – Edição número 644 –  página 44 – Ano LV ©QD

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