Fispal – Feiras da embalagem e dos processos industriais

Cerca de 70 mil visitantes lotaram o Anhembi, em São Paulo, para conhecer tecnologias para embalar e produzir alimentos, fármacos, cosméticos e químicos diversos

A 19ª Fispal Tecnologia – Feira Internacional de Embalagem e Processos Industriais e a 5ª Techno Plus – Feira Internacional de Fornecedores para as Indústrias Farmacêutica, Cosmética e Química atrairam cerca de 70 mil visitantes. Realizadas no Anhembi, em São Paulo, ocuparam área de 32 mil m² (Fispal) e de 6 mil m² (Techno Plus). No local foram apresentadas novidades tecnológicas em processos para embalar e produzir alimentos, além de insumos e equipamentos para análise laboratorial. De acordo com o presidente do Grupo Brasil Rio, responsável pela promoção dos eventos, Ricardo Santos Neto, as feiras geraram negócios da ordem de R$ 4,8 bilhões. “Através de pesquisa com os expositores, durante as renovações contratuais, conseguimos chegar a este resultado”, explicou.

Química e Derivados: Fispal: Luciana elogia embalagem nacional.
Luciana elogia embalagem nacional.

Esta edição da Fispal Tecnologia contou com uma inovação: a setorização. Empresas fornecedoras de equipamentos para embalar ficaram locadas no Setor Fispack, enquanto as de maquinário e insumos para processar, no Setor Processa. Essa novidade se deu por conta do potencial desses mercados. Para se ter uma idéia, com crescimento superior a 10% ao ano, a indústria de embalagens, segundo projeções da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), deve avançar dois pontos percentuais neste ano, o que, segundo especialistas da associação, se refletirá no desempenho da indústria alimentícia, pois esta é responsável por cerca de 60% do consumo brasileiro de embalagem.

Durante sua participação na feira, a Abre apresentou uma amostra da representatividade do setor. Levou para a Fispack seu Comitê de Exportação, por meio do qual tentou motivar o industrial a levar a produção brasileira para além das fronteiras. “As embalagens nacionais são competitivas em relação a qualidade e preço”, afirmou o presidente da Abre Fábio Mestriner. E completou a diretora executiva da associação Luciana Pellegrino:

“Por isso, queremos criar a cultura de exportação dentro dessa cadeia produtiva”. Hoje a indústria de embalagens destina ao mercado externo 7% da produção, o que representa 10% do faturamento do setor. De acordo com dados da associação, essa indústria faturou cerca de R$ 20 bilhões em 2002. A expectativa é fechar este ano com a marca de R$ 23 bilhões.

Química e Derivados: Fispal: Laboratório em tamanho real foi exposto na feira.
Fispal – Laboratório em tamanho real foi exposto na feira.

Para chegar a esse patamar, além do aumento das exportações e da exposição gerada por uma feira como a Fispal, a Abre aposta na aproximação do consumidor com os profissionais do setor. Por isso, montou em seu estande uma seção de votação popular para o Prêmio Abre de Design de Embalagem. O visitante pôde escolher entre os trabalhos incritos na associação e opinar sobre quais atributos lhe é relevante em uma embalagem. Para Luciana, essa iniciativa ofereceu ao industrial a oportunidade de conhecer melhor as preferências e necessidades do consumidor. Segundo estimativa de Luciana, cerca de 3 mil pessoas votaram durante a Fispal.

Controle de qualidade – Fispal

O destaque no setor Processa ficou por conta do Laboratório Fispal de Controle de Qualidade. Em uma área de 250 m², empresas convidadas pelos Grupos Vidy e Brasil Rio reproduziram um laboratório, na escala de um para um, equipado com instrumentos voltados para as indústrias química, farmacêutica, cosmética e alimentícia. Para o presidente do Grupo Vidy Sérgio Henri Stauffenegger, o objetivo foi conscientizar as empresas brasileiras sobre a importância do controle de qualidade nas suas linhas de produção, sobretudo, de alimentos e de bebidas, principal foco da Fispal. Pelos cálculos de Stauffenegger, 60% dessas indústrias não dispõem de nenhum tipo de controle durante o processo de fabricação de seus produtos. “A idéia é oferecer ao visitante informações sobre projetos, construção, manutenção e modernização das instalações, de acordo com as exigências da Vigilância Sanitária e organizações certificadoras de qualidade”, comentou.

Na ocasião, o Grupo Vidy apostou no conceito de laboratório modulado, com ênfase às soluções ergonômicas. Por conta dessa iniciativa, a linha Vidy-Flex foi o principal destaque da marca. Trata-se de mobiliário com mecanismos de regulagem capazes de tornar as peças adaptáveis ao biotipo do usuário e ao design dos equipamentos. “A linha se adequa ao profissional e não o contrário, como se vê habitualmente no mercado”, explicou o representante técnico do grupo Joilson Calasans. Com a proposta de aumentar a segurança dentro do laboratório, o grupo mostrou também um refrigerador para armazenamento de produtos inflamáveis. Em substituição às tradicionais geladeiras, o equipamento é em aço inoxidável e possui controle eletrônico de temperatura e sensor mergulhado em cápsula blindada, porém a principal vantagem fica por conta do isolamento da rede elétrica, localizada na parte externa da peça. “Não há risco de corrosão nem de acidentes por explosões”, disse Calasans. Partindo do mesmo princípio de oferecer soluções diferenciadas e funcionais, o grupo levou ainda um modelo de capela, equipado com sistema de exaustão, independente do cabinete superior, e dotado de monitoramento, facilitando assim a avaliação da performance do equipamento regularmente.

A Gehaka participou do projeto com o ultrapurificador de água Master System. Equipamento para obtenção de água tipo I, é microprocessado e capaz de, em tempo real, informar as condições dos filtros utilizados e a qualidade e temperatura da água servida. Apresenta vazão de serviço de 60 litros por hora e conta com sistema de recirculação permanente, evitando a formação de “biofilmes” e a contaminação por carbono orgânico.

Química e Derivados: Fispal: Ultrapurificador de água microprocessado.
Ultrapurificador de água microprocessado.

“Dispensa qualquer tipo de pré-filtragem, podendo ser ligado diretamente na rede”, comentou o gerente de vendas Fernando Engelbrecht. Apesar do sistema ter sido lançado na FCE Pharma, para Engelbrecht, a apresentação na Fispal reforça sua capacidade de atender a aplicações exigentes, como a cromatografia, biologia celular e molecular e absorção atômica. A empresa também levou balanças analíticas e semi-analíticas, além de linha de Testes de Diagnósticos para Segurança Alimentícia, desenvolvida para análises de micotoxinas e identificação de transgênicos.

Líder no segmento de cromatografia, a Varian equipou o laboratório com o espectrofotômetro Cary 50. Indicado para medir, sobretudo, compostos coloridos, possui como benefício a eliminação do uso de cubetas. Dentre as vantagens do modelo estão a velocidade máxima de varredura de 24 mil nm por minuto, taxa de aquisição de dados de 80 pontos por segundo e capacidade de leitura de amostras de até 3 ABS. Dotado de lâmpada Xenon, o equipamento utiliza um divisor de feixe sem que a perda de energia gere ruído fotométrico.

Na área de cromatografia gasosa, a empresa expôs o GC 3900, modelo compacto para laboratórios com a necessidade de equipamento dedicado e com apenas um canal. “Ocupa menos da metade do espaço de bancada de um GC de duplo canal”, afirmou o especialista de Vendas de Consumo da Varian Marcio de Moura.

Química e Derivados: Fispal: Cromatógrafo GC 3900 - modelo compacto.
Cromatógrafo GC 3900 – modelo compacto.

O modelo, para ele, simplifica as análises de rotina; isso porque possui ícones coloridos no teclado, display em linguagem local; modos de injeção pré-definidos e memória flash para carregar atualizações futuras de hardware via Internet, entre outros. De acordo com Moura, preocupada em oferecer soluções para o cliente, a empresa mostrou também a linha de colunas capilares, Factorfour, cujo principal benefício é a redução do sangramento a um quarto das especificações de mercado. “O sangramento mínimo das colunas diminui a contaminação do detector, aumentando a produtividade”, explicou.

A 3M, por sua vez, apresentou soluções para controle de esterilização, como o indicador químico comply 1250, de uso interno que responde a dois ou mais parâmetros críticos do processo de esterilização, e o controle biológico Attest, um kit de ampolas contendo esporos secos e calibrados de bacillus stearothermophillus, com população mínima de 100.000 esporos e leitura final em 48 horas. Outros destaques foram o indicador químico comply 0311, utilizado para monitorização interna nos processos de esterilização a calor a seco e/ou óxido de etileno, e o integrador químico comply 1243B, designado para reagir e verificar a eficácia de todos os parâmetros do processo de esterilização a vapor, dentro de um intervalo específico de ciclos de esterilização.

Responsável pela área de microbiologia da 3M, Paulo César Foloni destacou as placas de petrifilm. Trata-se de sistemas prontos de meio de cultura, compostos por diferentes tipos de nutrientes, géis hidrossolúveis a frio, corantes e indicadores, adequados à recuperação de cada tipo de microorganismo pesquisado. Esses componentes estão impregnados nas camadas internas de dois filmes, o superior em polipropileno e o inferior em polietileno, sobrepostos e fixos apenas na extremidade superior, o que confere, de acordo com Foloni, facilidade de uso. Em relação à análise microbiológica tradicional, em geral, realizada em 21 etapas, entre a preparação da vidraria e a esterilização das placas, as peças da marca petrifilm permitem uma redução de 13 etapas, realizando-a em apenas 8.

Química e Derivados: Fispal: Microscópio analisa várias camadas.
Microscópio analisa várias camadas.

Outra empresa presente foi a CK Leica Microsystems que levou o último lançamento na área de controle ótico da marca, o microscópio de polarização Leica modelo DMEP. Segundo o representante da empresa Edson Oliveira, o aparelho possui um inovador sistema de polarização, capaz de permitir ao usuário da indústria química a análise de diferentes camadas, em plásticos em geral e resinas, sendo indicado também para as áreas de cosmético e têxteis, entre outras. Também participaram do laboratório empresas como a Vetec Química Fina, a Micronal, a Altro e a Durocolor.

Processos variados – Ao abranger processos produtivos, incluindo desde a agroindústria até a fabricação de bebidas, a indústria alimentícia tem como determinante a tecnologia. Por conta dessa característica, na opinião do presidente da Câmara Setorial para a Indústria Alimentícia, Farmacêutica e de Refrigeração Industrial Ernesto Grassl, há um movimento do empresário rumo à obtenção de melhor rendimento da máquina, porém sem perder o foco na economia. Frente a esse cenário, voltado para os fornecedores de tecnologia para processos de alimentos, o setor Processa apostou na diversidade.

Especializada no desenvolvimento de equipamentos, sistemas e serviços de refrigeração para todos os tipos de indústria que utilizam frio em seus processos, a York Internacional, líder mundial nesse mercado, lançou a linha de compressores alternativos CMO MK2. Projetada para os mercados industrial, plataformas marítimas e para aplicações navais, a linha é composta por três modelos básicos com deslocamentos volumétricos variando de 116 m³/h a 233 m³/h, à rotação máxima de 1.800 r.p.m.

Conforme explicou o engenheiro de aplicação e vendas de refrigeração industrial da York Brasil Alexandre Sigoli, o sistema possui alto coeficiente de performance e mínima necessidade de peças sobressalentes, entre outras vantagens. Recomendado para pequenas e médias instalações de refrigeração o CMO MK2 possui controle automático de capacidade em quatro estágios e partida totalmente aliviada.

Química e Derivados: Fispal: Compressor CMO MK2 não demanda peças sobressalentes.
Compressor CMO MK2 não demanda peças sobressalentes.

O purificador de refrigerante WDO também foi destaque da marca. Com capacidade para 162 litros e volume de ebulição de 471 litros, foi projetado para separação e purga eficiente de água e de óleo, ciclo de operação contínuo e automático e sem interferência na operação normal da planta. O purificador também visa reduzir os custos de manutenção e o consumo de energia nos compressores da instalação e eliminar o escoamento indesejável de óleo , além de otimizar a capacidade de refrigeração.

Na linha de moinhos, a suíça Buhler apresentou a máquina degerminadora para milho. Após a limpeza e a secagem do produto, o equipamento faz a separação do milho em endosperma e germe. Para o engenheiro de processos da empresa Christoph Leimüller, a máquina é compacta e de fácil operação, produz matéria-prima de qualidade uniforme e com baixo teor de gordura. O processamento intensivo do milho elimina o pré-condicionamento a vapor e produz somente o farelo, sem germes inteiros. Leimüller também falou da linha de massas C-line. Para ele, cada cliente pode compor sua linha de massas industrializadas, de acordo com as exigências de produção e disponibilidade de espaço na fábrica. Na linha se utilizam secadores de tambor para capacidades de 800 a 2.750 quilos por hora e o equipamento de cocção a vapor fabrica massas instantâneas em quantidades de 500 a 1000 quilos por hora, incorporado à linha de secagem convencional.Outra novidade, a linha de classificadora de grãos, foi projetada com a proposta de oferecer aos engenhos de arroz rendimento cerca de 50% mais alto, em relação aos modelos disponíveis no mercado, e menor quantidade de grãos com qualidade expulsados. “As máquinas identificam falhas até nove vezes menores do que as máquinas tradicionais”, comentou Leimüller. O grão circula ao todo por 64 canais e passa por diante de câmeras que identificam qualquer defeito, inclusive cores sutis. Testes feitos pela Buhler dão conta de que algumas amostras de arroz tiveram aceitação de qualidade de 99,99%.

Química e Derivados: Fispal: Videoinspeção - até 1.800 peças-min.
Videoinspeção – até 1.800 peças-min.

Considerada o maior fabricante de sistemas termoisolantes para câmaras frigoríficas e construção civil na América Latina, a Dânica lançou porta termoisolante, com inovador sistema de fixação no painel da câmara. Na opinião do coordenador de marketing Juliano Martins Canato, dessa forma, a empresa conseguiu reduzir o preço de sua linha, o que era o principal desafio da marca até então. Esses modelos de portas em caixilho “U” contam com núcleo isolamento em espuma de poliuretano, com retardante à chama injetada em alta pressão e vedação com gaxeta magnética (encosto) ou borracha EPDM (correr), entre outras características. Durante a feira, Canato também mostrou o painel TermoZip III, um sistema termoisolante com painel zipado para fechamento e cobertura. “O processo de zipagem, com fixações embutidas, dispensa furações no painel, garantindo perfeita vedação”, comentou. O painel possui revestimento interno e externo e largura útil de 974 mm.

Após 20 anos de experiência na fabricação de enchedoras para indústria de bebidas, a Zegla apresentou como novidade o conjunto blocado para garrafas PET (rinser, enchedora e tampadora). Em duas versões: para bebidas com gás e não-gaseificadas, o sistema conta com rinser rotativo com pinças em aço inoxidável e válvula de água que somente libera o jato com a presença de garrafas.

A máquina possui tempo de enxágüe programado para atender padrões internacionais de qualidade e os vasilhames chegam até o equipamento por um transportador pneumático, guiados pelo gargalo. Todo o movimento das garrafas é efetuado pelo gargalo e as válvulas de enchimento possuem centralizadores de garrafas. Possui sistemas de transmissão por engrenagens helicoidais, sendo tratado termicamente e montado em eixos suspensos com rolamentos, sendo acionados por um motor redutor, comandado por um variador de freqüência.

Química e Derivados: Fispal: Conjunto blocado para PET da Zegla - rinser rotativo.
Conjunto blocado para PET da Zegla – rinser rotativo.

“Esse conjunto apresenta alto desempenho e versatilidade”, disse o gerente de vendas Guillermo Cassina. Na sua opinião, esse tipo de maquinário será responsável pelo aumento das exportações da Zegla. Segundo ele, o mercado nacional está retraído, tornando o momento apropriado para investimentos dessa natureza. “Temos tecnologia de nível europeu e preços bastante competitivos”, explicou.

Informatização – Com a proposta de oferecer ao industrial a possibilidade de operar em alta velocidade e tolerância zero a defeitos, a Altec destacou o ProFit, um sistema de vídeo inspeção “em linha”, destinado ao segmento industrial, sobretudo, alimentício, farmacêutico e cosmético, podendo ser utilizado na inspeção de uma extensa variedade de processos. “No caso de tampas, verifica até 1.800 unidades por minuto”, exemplificou o engenheiro de vendas Gustavo Ancheschi. Ele contou que o lançamento vai ao encontro da estratégia da empresa de intensificar a atuação no mercado de embalagens. A inspeção do sistema se dá em relação à deformação, à ocorrência de risco e à integridade do produto. Possui a capacidade de verificar o posicionamento de componentes, classificar objetos, comparar formas, inscrições e códigos de barra, conferir dimensões e medir deslocamentos.

A Sick expôs em seu estande o sensor ICS 100. Trata-se de sistema de processamento de imagem destinado para controle de processos e garantia de qualidade. De acordo com a analista de marketing Ana Carolina Simões, o sistema memoriza qualquer objeto. Durante o processo, o sensor compara a imagem atual com a memorizada. Assim que a peça é visualizada, coincidindo com as informações memorizadas, a saída correspondente é acionada. O equipamento faz a detecção simultânea de até quatro objetos e permite a troca do processo produtivo sem alterar a configuração da câmara, além de poder armazenar 16 objetos diferentes. O ICS inspeciona forma, posição e dimensão dos objetos, reconhecendo inclusive peças brilhantes.

Química e Derivados: Fispal: Enchedora linear Promáquina envasa de 0,5 ml até 1 L.
Enchedora linear Promáquina envasa de 0,5 ml até 1 L.

A Teknisa, por sua vez, mostrou os softwares TecFood, Agent 2B e Pharmax. Específico para área de alimentação coletiva, o TecFood é integrado a todas as áreas de uma empresa, possibilitando a realização de análises diferenciadas, comparando os custos planejados com os custos realizados. Permite planejar a produção de refeições, segundo um orçamento e oferece parametrização fiscal de todos os impostos de forma aberta, permitindo adequação à legislação de vários países. Já o Pharmax destina-se à manufatura laboratorial, contemplando desde o planejamento da produção e requisição da matéria-prima até a liberação do produto final para os clientes. Armazena também informações do lote do fornecedor e identifica os pontos de desvio e as causas dos erros de execução. Enquanto o Agent2b permite o gerenciamento dos setores de produção, pessoal, apoio, tecnologia, finanças e demais áreas de uma empresa.

Fispack – Indicada para envase de líquidos e viscosos, a enchedora linear volumétrica eletrônica foi um dos destaques da Promáquina. Versátil, o equipamento trabalha com diferentes produtos, atendendo pequenas e grandes produções dos mercados alimentício, cosmético, farmacêutico e químico, assim como variados volumes, envasando embalagens de 0,5 ml até 1 L.

Nesse aspecto, a máquina oferece outra vantagem: o curso dos pistões é ajustável, por meio de comando eletrônico, dispensando ajustes mecânicos. “Um dos pontos mais importantes da máquina é a precisão de envase, conseguida com o sistema de dosagem mecânica”, observou Renato Almeida, do Departamento Comercial da Promáquina. Ele também enfatizou que as referências utilizadas no desenvolvimento do projeto estão de acordo com as normas internacionais GMP.

A Schenck do Brasil, tradicional empresa do Grupo Dürr em soluções de engenharia de pesagem, dosagem e peneiramento na área industrial, lançou novo Sistema de Gerenciamento de Grupos de Dosadores, denominado DG 2000 Group Manager. O equipamento funciona em sistema operacional windows, com capacidade de gerenciamento simultâneo de até 32 equipamentos, sejam eles dosadores gravimétricos ou volumétricos, balanças, válvulas, roscas alimentadoras, medidores de fluxo e bombas. Dentre as características do software, destaca-se: tela de operação específica do dosador que permite informações operacionais detalhadas do componente, incluindo, gráfico de variáveis de processo, tais como: valor real dosado, visualização do set-point, peso do silo, totalizadores diversos, alarmes, velocidades e status de operação.

Química e Derivados: Fispal: Inversor de freqüência - para ciclo rápido.
Inversor de freqüência – para ciclo rápido.

No estande da 3M, representado pela Divisão de Sistemas de Empacotamento da empresa, foram mostrados os últimos lançamentos em sistemas de identificação e de fechamento de caixas. A empresa levou os equipamentos SA-2000, o Print & Apply, a Central de Impressão e o TB-1452. O SA 2000 consiste em um sistema para imprimir e aplicar fita adesiva sem liner para identificação de caixas, sendo que o mesmo aplicador pode ser ajustado para pôr a fita adesiva na lateral ou na parte superior da caixa. Já o Print & Apply trata-se de máquina flexível capaz de imprimir e aplicar diferentes etiquetas no momento da passagem das caixas, na lateral ou na parte superior das mesmas, realizando a leitura dos códigos de barra no final da linha de produção. “Nosso objetivo é oferecer a solução completa em identificação de embalagem”, explicou Vanessa Bianchi, responsável pela área de Soluções em Embalagens de Transporte da 3M. Segundo estimativa da empresa, cerca de 1.500 pessoas visitaram o estande.

A Yaskawa apresentou linha de servo acionamentos e inversores de freqüência para indústria de embalagens e alimentícia. Segundo o gerente geral da Yaskawa José Luiz Rubinato, a linha de servo acionamentos é bastante utilizada em máquinas com ciclo de trabalho muito rápido, como em cortadeiras, prensas e máquinas para embalagens em geral. Já as linhas de inversores de freqüência são indicadas, sobretudo, para a variação de velocidade de motores elétricos, proporcionando um grande número de aplicações industriais, como em controle de velocidade e vazão de bombas e roscas dosadoras. “Os inversores de freqüência permitiram as indústrias sair da produção em bateladas, na qual o produto era fabricado em porções fixas, para a fabricação em linhas de processamento contínuo, evitando a parada da produção para a preparação de um novo lote”, disse.

A novidade no estande ficou por conta do Varispeed F7, inversor de uso geral com controle vetorial de fluxo. Conforme explicou o engenheiro de aplicação Maurício Capitani, o equipamento conta com eletrônica avançada com microprocessador de 32 bits e memória não-volátil tipo flash. Resposta dinâmica de velocidade de 30 Hz, em malha fechada, e 5 Hz, em malha aberta, e resolução de freqüência de 0,01Hz, permitindo controle preciso em baixas velocidades são algumas características do equipamento.

O Optal LG 11 foi o destaque da Henkel. Substituto da caseína, esse novo adesivo foi desenvolvido com foco em uma das principais exigências dos clientes: um adesivo com maior resistência às variações de temperatura, capaz de evitar o descolamento do rótulo na refrigeração e na imersão das garrafas em água gelada. Líder em tecnologia em auto-adesivo, a Novelprint, por sua vez, lançou o cabeçote encabeçador NovelTech. Projetado para suportar regime industrial intenso, o equipamento conta com comando microprocessado e pode alcançar a velocidade de até 60 metros por minuto. “O grande diferencial do cabeçote é a sua versatilidade, o usuário pode ajustar o equipamento para rotular diferentes produtos na mesma linha de produção”, afirmou a gerente de marketing Walkiria Castro.

Química e Derivados: Fispal: ProofReader - inspeção de impressos.
ProofReader – inspeção de impressos.

A Sidel, agora pertencente ao grupo Tetra Pack, aproveitou para divulgar sua reestruturação em âmbito mundial. A empresa, que atuava em diferentes áreas, decidiu dedicar-se ao nicho de máquinas para líquidos alimentícios e dividiu-se em três áreas distintas: máquinas sopradoras, máquinas de enchimento (filling) e engenharia e transporte de materiais (packaging). A novidade nesta Fispal foi o software EIT (Efficiency Improvement Toll), para monitoramento de eficiência de linhas de engarrafamento. Sua função é medir as falhas em uma linha de produção e identificar e apontar os motivos pelos quais estas ocorreram, direcionando e otimizando os esforços de manutenção corretiva. Até dezembro, a Sidel deve passar a produzir as enchedoras (envasadeiras) em sua fábrica em São Paulo, hoje importadas da Itália. Nesta unidade paulistana, são produzidas sopradoras e transportadoras de garrafas.

Techno Plus – No pavilhão ao lado da Fispal, a 5ª edição da Techno Plus reuniu fornecedores de insumos e equipamentos, sobretudo, para transformação e análise laboratorial. Entre as atrações, a Pollux se destacou com a tecnologia de inspeção visual automática. A grande vedete do estande foi o Proof Reader, um sistema para inspeção de recebimento de material impresso como bulas, rótulos e cartuchos. Indicado para os segmentos farmacêutico e de cosméticos, faz a verificação completamente automatizada, garantindo, entre outras vantagens, que o material de embalagem seja inspecionado sem o risco de erros humanos, mantendo a integridade do texto e a qualidade da impressão.

Sem similar no mercado, o sistema, de acordo com o gerente de vendas da Pollux Welinton Bergamo Boteon, levou 18 meses para ser desenvolvido. “Verifica ausência de letra, falha de impressão, parcialidade da letra e borrões, entre outros erros. A vantagem é que tira a responsabilidade do ser humano, que sabemos é falho”, comentou Boteon. O Proof Reader produz relatórios gerenciais com dados estatísticos do processo de inspeção, com informações sobre as amostras e os lotes verificados, contendo, por exemplo, material para rastreabilidade do fornecedor, número total de amostras inspecionadas, classificação dos erros encontrados e posição final de aprovação ou reprovação do lote. O sistema está em conformidade com as especificações da Food and Drug Administration – FDA, regulamentação Part II Compliance e conta com versões em português, inglês e espanhol. A Pollux também apresentou outra novidade, equipamento de inspeção de blister queimado, e destacou seus sistemas de verificação de tampa e lacre e de inspeção de rótulos.

Química e Derivados: Fispal: Robô Kuka - alcance de 3.200 mm.
Robô Kuka – alcance de 3.200 mm.

Em parceria com a Culligan International, a Purosystems participou da Fispal pela primeira vez, com a proposta de penetrar no mercado alimentício. A empresa, na opinião da diretora comercial Lenira Alcalay, é pioneira no sistema de osmose reversa no Brasil e já consolidou sua tecnologia para purificação, ultrapurificação e reuso de água no mercado farmacêutico, porém ainda falta a área de alimentos. Para o reuso de água, a empresa oferece filtros automáticos e autolimpantes com alto rendimento. O equipamento se diferencia, para Lenira, por não requerer energia externa. “A água filtrada continua fluindo pelo sistema durante o ciclo de contra lavagem”, afirmou. Também dispõe de mecanismo autobloqueante para impedir uma purga excessiva. “O objetivo é o total reaproveitamento da água que hoje é descartada por grande parte das indústrias”, concluiu.

A novidade da Efaflex para essa edição da Fispal foi a porta de enrolar rápido SRT/EL. Desenvolvida para ser instalada em áreas internas, nas quais há grande movimentação de pallets, empilhadeiras e pessoas, pode ser interligada a equipamentos automáticos, oferecendo rápida e segura movimentação. A folha da porta é feita de material transparente, incluindo, uma tira de advertência em ambos os lados. A pressão de ar é impedida por meio de roletes. A porta sobe e desce a uma velocidade de 0,8 m/s, o modelo standard, porém sua rapidez pode ser aumentada mediante motor de alta freqüência e chegar a 1,5 m/s. A compensação é feita por contrapesos que não sofrem desgaste nem exigem manutenção.

No estande da Fabrima, uma das atrações foi a Vertopac, encartuchadeira vertical contínua, indicada para produtos irregulares, instáveis ou de difícil operação, assim como pequenos lotes e produtos múltiplos acondicionados em um único cartucho. Dotada de aplicador de cola hot melt, dobrador de bulas com transferidor automático e esteira de saída de cartucho com 1.300 mm x 240 mm, a máquina opera com velocidade mecânica de até 120 peças por minuto e conta com leitor de código de barras, dotado de dispositivo de expulsão automático.

Química e Derivados: Fispal: Encartuchadeira vertical - para produtos irregulares.
Encartuchadeira vertical – para produtos irregulares.

Para o assistente técnico da Fabrima Adalberto Massato Hanai, as novidades no modelo ficaram por conta das proteções em acrílico e da parceria com a Kuka Roboter do Brasil, responsável pelo fornecimento de robô, acoplado à máquina. “Com as proteções se ganhou em segurança durante a operação e diminuição do risco de contaminação do produto e com o robô, rapidez e agilidade”, disse Hanai. No mesmo estande, a Kuka, também pertencente ao grupo IWKA, expôs o robô K180 PA.

Com capacidade de carga de 18 quilos e alcance máximo de 3.200 mm, destina-se para paletização, seleção de pedidos, manipulação e empacotamento. O modelo KR 3 também se destacou, por conta da leve estrutura, pesa 53 quilos, e da alta performance. “Realiza ciclos de 3 segundos’, disse Ricardo Lieber, responsável pela área de vendas da Kuka Roboter do Brasil. E completou: “É o início da era da robótica, a indústria está começando a perceber que o robô não é acessível só para a o setor automobilístico”.

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