Equipamentos e Máquinas Industriais

Filtros – Sistemas Autolimpantes e Hiperbáricos modernizam a separação industrial

Antonio C. Santomauro
18 de janeiro de 2013
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    E evoluem também os materiais utilizados nos filtros, seja nos elementos filtrantes, seja nos componentes estruturais: “Há, por exemplo, substituição de componentes estruturais de aço carbono por inox, para redução da necessidade de manutenção, e o uso de filtrantes sintéticos mais resistentes a altas temperaturas e a outros fatores”, relata Scheiber, da Mausa.

    A Bokela, afirma Hatzenbuehler, fornece filtros nos quais não apenas o elemento filtrante, mas também os outros componentes destinados ao contato com a suspensão, como por exemplo o tambor do filtro ou a tubulação do filtrado, são feitos de polipropileno ou revestidos com borracha. “Isso é interessante em projetos sujeitos a lixiviação ácida, pois polipropileno e borracha são mais resistentes à corrosão que o aço carbono e até mesmo o aço inox”, destaca.

    A Eaton, conta Luz, hoje enfatiza produtos provenientes das recentes aquisições – ambas efetuadas no ano passado – das empresas de origem alemã Internormen e Begerow. A primeira, que no Brasil mantinha escritório e estoques, aumenta o portfólio de produtos e aplicações oferecidos pela Eaton para mercados como mineração, produção agrícola, construção e energia, entre outros.

    Já a Begerow tem presença mais acentuada no segmento da chamada ‘filtração de profundidade’, mais usual no conjunto das life sciences, composto por segmentos como produção de alimentos, bebidas e cosméticos, indústria farmacêutica e biotecnologia, entre outros. “Estamos agora desenvolvendo o trabalho de introdução da marca Begerow no Brasil”, afirma Luz.

    A Eaton também conversa com algumas empresas brasileiras, de olho na sua aquisição: “Esse é um mercado ainda muito pulverizado e comprar é o jeito mais rápido de nele ganhar espaço”, diz. Mas a empresa também trabalha para ampliar seu campo de atuação com desenvolvimentos próprios: “Por enquanto, no segmento das membranas, trabalhamos com itens adquiridos de terceiros, mas estamos desenvolvendo nossa própria linha de produção”, adianta Luz.

    Química e Derivados, Filtros, Álvaro Simões, Gerente de marketing da divisão de sistemas de filtração da 3M do Brasil

    Simões: 3M planeja ampliar fábrica de filtros em Mairinque

    Mais produção, mais produtos – Na 3M, afirma Simões, já há planos para a ampliação da planta brasileira de produção de filtros, localizada no município paulista de Mairinque. “Ainda não posso adiantar detalhes desse projeto, mas os planos incluem não apenas o aumento da capacidade de fabricação daquilo que já fazemos aqui, mas também a produção de novos gêneros de filtros”, ele diz. A 3M oferece no Brasil também os serviços de um laboratório de validação para os filtros esterilizantes destinados à indústria farmacêutica Simões aponta como o grande desafio atual da indústria de filtros o desenvolvimento de equipamentos capazes de aliar performance sem impacto de custos, mesmo no atual contexto, no qual há uma piora na qualidade da água fornecida à indústria, e, simultaneamente, a legislação relacionada à devolução dessa água ao meio ambiente se torna mais rígida. Ele também confirma: embora ainda tímida, é crescente a demanda pelos sistemas completos em skid. “Na 3M, temos tanto sistemas standard quanto uma equipe de engenharia capaz de cuidar de projetos completos customizados”, informa.

    A Hollbras está fortalecendo sua capacidade de atendimento dessa demanda por sistemas completos de filtração com a construção de uma nova fábrica em Vinhedo-SP, com inauguração prevista para o próximo ano. Lá a empresa produzirá, além de filtros, outros itens também necessários para a agregação em skids (a empresa manterá em operação sua atual fábrica, em São Bernardo do Campo-SP).

    De acordo com Capitanio, a Hollbras ampliou o leque de mercados em que atua, por exemplo, com a venda de filtros herméticos e agitadores para empresas do setor de mineração. Gradativamente, volta a aumentar a relevância em seus negócios do mercado externo, composto principalmente por outros países sul-americanos: “Com a desvalorização do real, já começam a surgir mais demandas de outros países, e no próximo ano nossas exportações devem novamente se fortalecer”, prevê.

    Na Andritz, diz Brito, o faturamento deste ano no mercado de filtros deve ser algo entre 10% e 12% superior àquele realizado em 2011. “No primeiro semestre, a demanda por filtros industriais no Brasil foi muito contida, creio que para todo o mercado. Mas no segundo semestre voltaram os pedidos, especialmente na área de mineração e na indústria de fertilizantes”, detalha.

    A empresa, prossegue Brito, já tem planos para, nos próximos dois anos, ampliar sua fábrica de Pomerode-SC, onde já está sendo aumentado um galpão para armazenamento de matéria-prima. “No segmento dos filtros, essa ampliação será interessante porque esse mercado cresce muito na área de mineração, pois os clientes exigem filtros cada vez maiores, que necessitam de espaços também maiores para a produção”, observa. “Mas a Andritz também está adquirindo outras empresas, e trazendo algumas de suas tecnologias para o Brasil, caso da sul-africana Delkor, fabricante de espessadores, que nós já começamos a produzir aqui”, finaliza.



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    Um Comentário


    1. Realmente uma das melhores vantagens da separação de sólidos e líquidos com um filtro autolimpante sera a não necessidade de parar o processo para o limpar (ou seja, ser continuo). Desconhecia a terminologia de filtros hi-bar, muito obrigado pela boa informacao, e concordo plenamente com o que Alfredo Luz informa: cada vez mais os sectores industriais de tintas e alimentos estão a mudar para equipamentos autolimpantes.



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