Equipamentos e Máquinas Industriais

Filtros e Centrífugas – Biodiesel e petróleo mantêm setor otimista

Gerson Trajano
17 de novembro de 2011
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    A Mausa está instalada em Piracicaba-SP, um dos centros canavieiros do interior paulista. As encomendas do setor sucroalcooleiro respondem por mais de 50% do faturamento da companhia. Em 2011, segundo Scheiber, as usinas adquiriram 67 centrífugas, sendo que a Mausa foi a responsável pela venda de 50, um número inferior ao do ano passado, quando 60 máquinas foram comercializadas pela empresa no setor. “Voltamos ao patamar de 2009”, diz. No momento, são poucos os projetos de novas usinas em andamento, com as vendas de equipamentos advindas de pedidos de reposição. Os negócios evoluem de forma mais positiva no segmento de açúcar em razão da alta dos preços internacionais. “Atendemos a 70% das encomendas das usinas de açúcar, segmento que está investindo. Há adequação das unidades já produtoras e também há destilarias autônomas que se tornam fabricantes de açúcar”, explica o executivo.

    Após investimentos de R$ 100 milhões, a Mausa inaugurou recentemente uma nova unidade fabril. A empresa, que tinha sua produção espalhada por vários prédios na região central de Piracicaba, optou por concentrar todas as suas atividades em uma só instalação no distrito industrial Unileste. “Além de novas máquinas e centros de usinagem, melhoramos a logística interna da produção”, diz Scheiber. Com isso, a produtividade da fábrica aumentou significativamente. “Em nosso melhor ano, 2007, produzimos 150 centrífugas. Agora podemos produzir tranquilamente mais de 200 por ano.” A nova unidade também tem como objetivo permitir à Mausa ampliar sua presença em mercados como o de química, farmácia, alimentos e tratamento de efluentes industriais. Nesses segmentos, a empresa piracicabana atua em parceria, renovada neste ano, com a suíça Ferrum, especializada em centrífugas tipo pusher.

    Plano de investimentos – A Grisanti, companhia que completará 120 anos em 2012 e que foi a pioneira a produzir centrífugas de cesto no Brasil, em 1925, está finalizando seu plano de investimentos para os próximos cinco anos, que contempla R$ 1 milhão para a construção de um novo galpão industrial ao lado do atual, em Ribeirão Pires-SP, bem como a compra de novos equipamentos. “Nossos clientes estão sinalizando que deverão ampliar os investimentos nos próximos anos e queremos ampliar nossa capacidade de produção para que possamos atendê-los. Também queremos espaço para desenvolver novos produtos”, diz o diretor Rafael Grisanti.

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    GrisantI: novo galpão para atender aumento de investimentos dos clientes

    A companhia, especializada em centrífugas de cesto de baixa rotação, até mil vezes a aceleração gravitacional (1.000 G), voltadas para os setores químico, farmacêutico, alimentício, mineração, têxtil, saneamento e metalúrgico, possui parcerias com a italiana Comi Condor e a francesa Robatel Rousselet. No momento, relata Grisanti, a empresa está trabalhando na evolução de sua linha de equipamentos voltados para o processamento de fibras de algodão, um segmento em expansão nas vendas da companhia. “Hoje, algumas operações são manuais no tratamento de algodão. Os novos equipamentos visam a diminuir a incidência de mão de obra no processo e com isto aumentar a produtividade. Estes equipamentos são basicamente um carregador de cestos de autoclave de alvejamento totalmente automático, com um descarregador/carregador, prensa de compactação, centrífuga contínua com novo descarregador de cake e sistema de transporte pneumático do algodão tratado”, informa o executivo. As inovações devem chegar ao mercado ao longo do próximo ano.

    Recentemente, a companhia passou a disponibilizar no mercado equipamentos com controle e comando via sistema supervisório em rede,podendo ainda ter controle a distância. Neste caso, relata Grisanti, o sistema recebe todas as informações do equipamento no campo, como velocidade, nível de carregamento, vibrações, rotação, nível de O2 e controle da atmosfera inerte no interior da centrífuga. Para isso, a empresa está promovendo a substituição de alguns componentes hidráulicos ou pneumáticos de seus equipamentos por elétricos, facilitando a integração com o sistema de controle a distância. O sistema opera interligado a um PLC e é instalado em sala de controle ou operação, não necessitando de painéis ou sistemas especiais à prova de explosão. “Há várias vantagens. Há uma melhora na operação do equipamento e, em consequência, uma maior durabilidade e repetibilidade entre as cargas. Além disso, com o supervisório conectado à internet, podemos monitorar o equipamento de nossa sede e avaliar possíveis problemas sem a nossa presença no local e atuar de forma rápida na solução dos mesmos”, afirma Grisanti.

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