Meio Ambiente (água, ar e solo)

Fenasan – Encontro técnico discute como suprir as cidades durante a seca

Hamilton Almeida
28 de dezembro de 2015
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    Química e Derivados, Módulo submersível Puron e extremidade de cartucho com fibras fibras ocas, da Koch

    Módulo submersível Puron e extremidade de cartucho com fibras fibras ocas, da Koch

    A tendência para o reúso de água também é favorável em indústrias e municípios. Cruz citou o exemplo da Sanasa, concessionária de água e esgoto em Campinas. O consórcio GE e CNP construiu a Estação Produtora de Água de Reuso (EPAR) Capivari II, a primeira planta na América Latina de tratamento biológico de esgoto municipal com reatores a membrana (MBR) em larga escala.

    Em operação desde 2012, a EPAR trata 360 l/s de vazão média, podendo atender uma população de aproximadamente 180 mil pessoas. A GE forneceu o sistema MBR, que utiliza as membranas de ultrafiltração de fibras ocas submersas ZeeWeed 500D, com porosidade nominal de 0,04 µm para realizar a separação dos sólidos suspensos e microorganismos. A água tratada é de reuso, indicada para clientes industriais e comerciais.

    A GE Water expôs, na Fenasan, um novo sistema para tratamento de efluentes, a tecnologia Leap MBR. Equipado com membranas ZeeWeed, o modelo de aeração do sistema opera com sopradores menores, que aumentam a eficiência do tratamento realizado. A tecnologia pode aumentar em 15% a produtividade da estação de tratamento e reduzir em 30% o consumo de energia. Também se ajusta a uma área de instalação menor que a tecnologia MBR tradicional.

    A GE também apresentou o sistema de automação S@n Box, “idealizado para garantir uma operação mais inteligente e preditiva de estações de tratamento”. Permite controlar o desempenho de elevatórias de água ou esgoto, boosters, poços, captações, reservatórios e válvulas redutoras de pressão.

    Química e Derivados, Pavan: MBR reduz área ocupada pelo sistema de lodos ativados

    Pavan: MBR reduz área ocupada pelo sistema de lodos ativados

    Com escritório no Brasil (em Jundiaí) desde fevereiro de 2014, a japonesa Kubota comercializa membranas com a tecnologia MBR para tratamento de efluentes industriais (também podem ser usadas no segmento municipal). Essas membranas submersas possuem duas características principais: possibilitam o reúso de água e as estações são mais compactas, segundo Daniel Paiva Pavan, gerente comercial. O sistema é indicado para tratamento de efluentes biodegradáveis.

    “Para uma mesma carga e igual vazão, a área utilizada é três vezes menor”, acrescentou Pavan. A comparação é com um sistema convencional de lodos ativados. O sistema MBR não requer clarificadores primários ou secundários e possui um tanque de aeração de tamanho reduzido. A Kubota divulgou na Fenasan que o efluente tratado através das suas membranas submersas tem alta qualidade: é fisicamente desinfetado com a eliminação dos coliformes e redução da carga viral até 4 logaritmos.

    Pavan também percebe que este ano puxaram o freio dos investimentos industriais. Mas, ele espera que, dentro de dois a três anos haja um forte incremento nos negócios.

    Para tratamento de água e efluentes com alto teor de sólidos, a Koch Membrane Systems exibiu o sistema de ultrafiltração de fibra oca Puron MP. Ligia Caldas Rodrigues, assistente de vendas e marketing, citou as principais aplicações: indústria (remoção de sólidos suspensos e coloidais), tratamento terciário de efluentes, pré-tratamento para água do mar e tratamento de água potável. A família de módulos submersos Puron fornece soluções para esgoto municipal e industrial e reutilização de água.

    Química e Derivados, Aidar: sistemas foram criados para atender demandas urbanas

    Aidar: sistemas foram criados para atender demandas urbanas

    A membrana Targa II “também faz parte da ampla família de membranas de ultrafiltração de fibra oca. Pode ser usada no tratamento de águas municipais e industriais. Os cartuchos de fibra oca podem operar com fluxos de fora para dentro (nos módulos Puron) ou de dentro para fora (Targa). “A crise hídrica mostra que não temos tanta água como imaginávamos. O momento é ideal para o crescimento da tecnologia de membranas”, arrematou Ligia.

    Com mais de 155 anos de experiência, a Veolia Water Technologies destacou as tecnologias Actiflo e Multiflo, indicadas como soluções de tratamento para diversas fontes de água e efluentes, como água superficial ou subterrânea, pluviais, de retrolavagem de filtros de ETA, de processo e de efluentes líquidos.

    Miguel Aidar Neto, gerente de tecnologia e processos, afirmou que os dois sistemas possuem características peculiares: “A taxa de sedimentação do Actiflo é de 1 a 2 m3/m2h e a do Multiflo é de 10 a 15 m3/m2h.” Por ter uma velocidade de sedimentação elevada, o Actiflo é visto pela empresa como “a proposta ideal para uma solução de unidade muito compacta”, com grande capacidade de absorver variações na água bruta e start up simples, proporcionando rapidamente a qualidade de água desejada. Recomendado para situações com grande variação na turbidez de água bruta, assim como efluentes de purgas de torres de resfriamento, o sistema Multiflo combina em uma única unidade as etapas de coagulação/floculação e decantação lamelar.



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