Meio Ambiente (água, ar e solo)

Fenasan – Encontro técnico discute como suprir as cidades durante a seca

Hamilton Almeida
28 de dezembro de 2015
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    Química e Derivados, Gabrielli: tratamento de água de má qualidade custa caro

    Gabrielli: tratamento de água de má qualidade custa caro

    Ramos descartou as especulações sobre a utilização de água do mar para o abastecimento da RMSP (“é besteira”) e balizou o tema: “a dessalinização é uma opção a ser considerada mediante um criterioso estudo técnico-econômico e como resposta à ausência de outros recursos hídricos.” O reúso seria uma solução para casos como o de São Paulo e Campinas.

    Com a utilização de tecnologia de osmose reversa (65% dos casos), a dessalinização de água do mar gera 50% de água potável e 50% de rejeito, este com maior concentração de salmoura. Ramos afiançou que lançando o rejeito “de forma controlada” no mar, não há prejuízo para a vida marinha.

    Renato Saraiva Ferreira, coordenador nacional do Programa Água Doce do Ministério do Meio Ambiente, iniciado em 2003, classificou a dessalinização como “a única alternativa para se obter água de qualidade no semiárido”. Essa região abrange 11% do território nacional e abriga 22 milhões de habitantes. Além da escassez hídrica, 70% dos poços locais possuem águas salobras e salinas.

    Química e Derivados, Fenasan: Encontro técnico discute como suprir as cidades durante a secaFerreira relatou que há 2.450 comunidades diagnosticadas e 1.200 sistemas de dessalinização estão em implantação no semiárido, com tecnologia de osmose reversa. Lá, os resíduos do tratamento da água estão sendo utilizados na produção de peixes, na irrigação e na alimentação de caprinos e ovinos. Em João Câmara-RN, o dessalinizador implantado em junho último é alimentado por energia solar.

    Na mesa-redonda que analisou o impacto dos eventos climáticos nos recursos hídricos, José Antonio Marengo Orsini, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), observou que ninguém previu uma seca com essa intensidade na região Sudeste. Ele listou os fatores que agravam a crise: maior consumo de água no verão mais quente e seco; aumento da população na RMSP; pobre gerenciamento no uso da água; racionamento implantado tardiamente; e sistema de distribuição de água antigo.

    Humberto Ribeiro da Rocha, também do Cemaden, calculou que 17 mil m3/s de água poderiam ser poupados na região metropolitana com a adoção de três políticas: redução do consumo por parte da população; redução das perdas do sistema; e recuperação de mananciais.

    Química e Derivados, Cruz: mercado esfriou, mas há muitas oportunidades no setor

    Cruz: mercado esfriou, mas há muitas oportunidades no setor

    Exposição – Com 250 expositores, a 26ª Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente (Fenasan), também promovida pela Associação dos Engenheiros da Sabesp no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, na capital paulista, aumentou um pouco de tamanho este ano (foram 248 expositores em 2014, em menor espaço físico). Junto com o Congresso, esses eventos são os maiores do gênero (técnico-mercadológico) na América Latina. Novas tecnologias foram exibidas em 8 mil m2 para cerca de 20 mil visitantes (19 mil no ano passado).

    O diretor geral para a América Latina da GE Water, Mauro Cruz, declarou que a empresa cresceu mais de 10% ao ano nos últimos três a quatro anos. Apesar do bom desempenho, principalmente se cotejado com a performance da indústria e da economia brasileira, ele pondera que o ritmo de expansão, agora, está mais lento, limitado pelas incertezas e redução dos investimentos.

    O executivo considera que o Brasil está diante da sua pior crise em 25 anos. 2015 é considerado um ano ruim e 2016 “não deverá ser tão duro assim”, embora tenda a ser um período difícil ainda. “A recessão já é mais profunda do que se imaginava”, refletiu.

    Química e Derivados, Módulo submersível Puron e extremidade de cartucho com fibras fibras ocas, da Koch

    Módulo submersível Puron e extremidade de cartucho com fibras fibras ocas, da Koch

    Por outro lado, há uma “enorme quantidade de oportunidades” na área de saneamento, tanto nas indústrias como nas cidades – 40 milhões de brasileiros não têm acesso à água tratada e a ligação à rede de tratamento de esgoto não chega a 41% dos municípios. O Plano Nacional de Saneamento Básico prevê investimentos superiores a R$ 500 bilhões entre 2014-2033.

    Um sinal dos tempos é que o mercado de aluguel de unidades móveis para tratamento de água está apresentando, de acordo com Cruz, uma demanda três vezes maior do que há três anos. Há tanta procura que a GE tem importado equipamentos.

    A frota móvel de tratamento de água da GE, a maior do seu tipo, pode ser alocada em qualquer região do país. Está disponível em containers ou skids. Pode ser configurada para atender diferentes aplicações, desde tratamentos por ultrafiltração até desmineralização completa da água. Nas cidades, pode ser utilizada como solução temporária para aumentar a produção de água potável e atender picos de demanda.



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