Meio Ambiente (água, ar e solo)

Fenasan – Feira mostra saídas tecnológicas para melhorar o ambiente

Rose de Moraes
8 de agosto de 2011
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    Entre os sistemas mais comercializados no mundo pela companhia estão as tecnologias de MBR com membranas planas rotativas de ultrafiltração, denominadas VRM, desenvolvidas pela própria empresa, além das estações completas de pré-tratamento Rotamat (RO 5), destinadas às Estações de Tratamento de Esgoto (ETE).

    Revista Química e Derivados, Marco Aurélio Silva, diretor da Huber do Brasil

    Aurélio: Huber já alcançou meta para o ano de 2011

    Segundo o diretor Silva, as membranas VRM são submergidas no reator biológico ou podem operar em tanque separado com recirculação de lodo para o reator. O sistema é uma combinação de tratamento biológico de efluentes com uma eficiente separação de sólidos e líquidos feita pelas membranas de ultrafiltração. O efluente é pré-tratado biologicamente e clarificado por meio das membranas de ultrafiltração que removem a totalidade dos sólidos suspensos. “O sistema pode operar com a biomassa ativa de 8.000 mg/l a 16.000 mg/l e, com isso, melhoramos a eficiência de remoção de contaminantes muito acima de um sistema convencional, sem a necessidade de aumentar a capacidade dos tanques”, explicou Aurélio.

    Já as estações compactas Rotamat, totalmente de aço inoxidável, são para pré-tratamento mecânico de águas residuais urbanas ou industriais. Operando sob baixa rotação, o efluente, por gravidade ou bombeamento, é encaminhado para a área de peneiramento, onde ocorre a remoção eficiente do material flutuante e suspenso. Uma rosca sem fim, integrada na peneira, irá transportar o material peneirado para uma caçamba, compactando-o, podendo atingir um conteúdo de sólidos secos entre 25% e 35%.
    Aurélio: Huber já alcançou meta para o ano de 2011

    A água resultante da compactação é reintegrada ao processo. Após o peneiramento, o efluente é encaminhado para a caixa de areia longitudinal e a areia sedimentada é transportada por uma rosca horizontal, que opera contracorrente, até uma pequena cavidade lateral, possibilitando a lavagem e a remoção de substâncias orgânicas. Por fim, a areia é removida da cavidade através da rosca transportadora inclinada, desidratada por gravidade e descarregada em uma caçamba.

    Outra inovação desenvolvida pela empresa é o equipamento que usa o esgoto bruto, por exemplo, produzido num edifício, para gerar calor e alimentar o sistema de climatização, transformando em energia limpa os resíduos.

    Lançado oficialmente em outubro de 2010 na IFAT, feira anual de Munique, na Alemanha, o equipamento está em funcionamento em dois edifícios comerciais naquele país e vem propiciando 72% de economia de energia às instalações.

    A empresa ainda destacou a nova tecnologia de produção de energia elétrica com o lodo residual de tratamento do esgoto. “Essa tecnologia reduz em até 95% o volume de lodo, propiciando alto grau de economia no tratamento de efluentes, uma vez que permite eliminar os custos de transporte e de disposição do lodo em aterros sanitários, oferecendo como ganho energia elétrica limpa”, afirmou o diretor Silva.

     



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