Meio Ambiente (água, ar e solo)

Fenasan – Feira mostra saídas tecnológicas para melhorar o ambiente

Rose de Moraes
8 de agosto de 2011
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    Outra particularidade desse conjunto de sistemas é permitir instalações compactas para tratamentos de pequeno a grande porte, a considerar pelas vazões, podendo adequar-se às indústrias, hotéis, condomínios, entre outros estabelecimentos. “Conseguimos instalar esses sistemas para tratar desde 30 m³/dia até 400 m³/dia”, disse. “Na refinaria do Comperj-RJ, por exemplo, teremos seis sistemas instalados, sendo três já implantados e três a implantar ainda neste ano. Um deles terá vazão de 40 m³/dia, outro, 300 m³/dia, e o maior contará com 350 m³/dia.”

    Mais ágil – Líder na fabricação de sistemas para tratamento de lodos, como decanters centrífugos e secadores, a italiana Pieralisi finalizou em 2010 a construção de nova fábrica em Louveira, no interior paulista. “Estamos presentes no Brasil desde 1990, mas agora podemos atender melhor às demandas dos clientes brasileiros e de toda a América Latina, com maior agilidade na fabricação de máquinas e na prestação de serviços de reforma e manutenção de equipamentos”, informou a engenheira Estela Testa, CEO da Pieralisi para a América Latina.

    Revista Química e Derivados, Estela Testa, CEO da Pieralisi para a América Latina

    Estela: nova fábrica para atender melhor o mercado latino

    Segundo ela, os mesmos recursos utilizados na fabricação de novos componentes e equipamentos, como os sistemas robotizados, serão empregados nos serviços de recuperação de equipamentos e componentes desgastados, além de oferecer estoque de peças de reposição superior a 10 mil itens.

    Com mais de 1.200 decanters instalados no mercado brasileiro e 40 mil unidades no mundo, a empresa ainda promoveu na Fenasan um dos seus lançamentos mais recentes. Trata-se de sistema compacto de desidratação de lodos, composto por decanter, bomba de interligação elétrica e hidráulica para transporte do lodo, montado em skids e racks, prevendo instalações em ETE, ETA, ETDI e em processos industriais, que pode ser fornecido em modelos para tratamento desde 1 m³/h até 100 m³/h.

    A Pieralisi desenvolveu uma solução energética para o lodo desidratado. Com o biogás gerado na estação, obtém-se o combustível para a secagem do lodo que, posteriormente, é colocado numa caldeira de biomassa para gerar energia. “Assim, elimina-se o problema de ter um resíduo (lodo desidratado) para disposição em aterro sanitário”, comentou Estela, calculando ser possível gerar com a implantação desse novo sistema até 25% da energia consumida numa ETE.

    Tecnologia verde – Líder mundial em coagulantes, com cerca de 25% de market-share, e terceira maior na produção de polímeros floculantes (poliacrilamidas) e coagulantes (poliaminas e polidadmacs), essenciais aos processos de separação de sólidos e líquidos, a Kemira apresentou na feira tecnologias verdes oxidantes para desinfecção, formadas por agentes microbicidas, em muitos casos sendo utilizados como substitutos ao cloro. Trata-se da tecnologia para desinfecção de água isenta de cloro DesinFix, que permite aplicações na irrigação agrícola, em reúso industrial e também naquelas voltadas para recreação.

    “O cloro é hoje utilizado tanto na pré-oxidação, que ocorre conjuntamente à captação para a retirada e desinfecção da matéria orgânica, quanto como residual no final da linha, mas ele gera organoclorados e os tri-halometanos, extremamente nocivos à saúde humana”, explicou Carlos Eduardo Kurlbaum, diretor das áreas municipal e industrial para a América do Sul da Kemira.

    Revista Química e Derivados, Carlos Eduardo Kurlbaum, diretor das áreas municipal e industrial para a América do Sul da Kemira, cloro

    Kurlbaum: destaque para novo desinfetante isento de cloro

    Usual em vários países da Europa, a tecnologia DesinFix  tem encontrado grande aceitação no tratamento terciário (polimento) de esgoto, bem como em sistemas industriais com altíssimos níveis de contaminação. Porém, segundo Kurlbaum, as possibilidades de uso de DesinFix são bem mais amplas, podendo ocorrer no pré-tratamento de água potável, por exemplo, complementando-se com o uso do cloro apenas na fase final da linha.

    Gerada in loco, a tecnologia DesinFix combina reagentes químicos, com base na mistura entre peróxido de hidrogênio e ácido fórmico, sendo dimensionada de acordo com a necessidade de cada aplicação. “A nossa intenção é apresentar soluções completas para as empresas. Contamos com tecnologias e estrutura verticalizada para atender às necessidades das aplicações voltadas para águas e efluentes”, concluiu Kurlbaum.

    Novidade em decantação – Um processo físico-químico inovador de decantação de esgoto e de efluentes industriais foi um dos destaques apresentados no estande da Veolia Water Brasil, divisão de água da multinacional francesa Veolia Environnement. Segundo Leandro Toshio Miyake, engenheiro de processos da Veolia Water Brasil, trata-se do processo de decantação Actiflo, que faz uso de microareias para formar e lastrear flocos até 40 vezes menores em comparação com processos de clarificação convencionais. A tecnologia permite trabalhar com vazões muito altas, entre 60 m³/h por metro quadrado até 100 m³/hora por m², na realização do tratamento físico-químico em estação compacta de clarificação de efluentes para a remoção de sólidos, turbidez, cor e DBO.

    “Numa primeira etapa, o efluente passa por uma câmara ou tanque de coagulação, na qual será feita a dosagem do coagulante (cloreto férrico, sulfato de alumínio). Na etapa subsequente, o efluente com os coágulos segue para a câmara de floculação, onde serão dosados os polímeros catiônicos ou aniônicos, a depender do tipo de aplicação. Na terceira etapa, o efluente passa pela câmara de injeção de microareias que adensarão os flocos, acelerando a sedimentação. Na etapa seguinte, o efluente tratado é separado do lodo, o qual é recirculado para a etapa anterior de tratamento, depois de passar por um hidrociclone para separar o lodo das microareias. Estas voltam ao processo.

    Entre as aplicações já usadas no Brasil, ele citou as plantas de tratamento existentes na cidade de Ponta Grossa-PR e em refinarias da Petrobras, como a Regap, de Betim-MG, e a Revap, de São José dos Campos-SP.



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