Meio Ambiente (água, ar e solo)

Fenasan – Feira mostra saídas tecnológicas para melhorar o ambiente

Rose de Moraes
8 de agosto de 2011
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    Outro lançamento promovido pela empresa na feira foi o Adaptive N, um impulsor (rotor) para bombas centrífugas submersíveis, desenvolvido para o recalque de efluentes domésticos, industriais e de águas servidas, para evitar entupimentos causados pela entrada de materiais fibrosos contidos no esgoto nas bombas. “Por enquanto, estamos apresentando modelo para bombas de pequeno porte, até 3 cv, que transportam efluentes, mas que possui alto rendimento e tem design diferenciado por permitir a maior passagem de sólidos por meio de seu deslocamento (até 2 cm) no sentido vertical”, explicou Lisboa. Fabricados em duas versões de ferro fundido, uma delas convencional e outra com alto teor de cromo (Hard Iron), destinando-se, neste último caso, às aplicações em áreas com materiais abrasivos, como uréia – esse impulsor especial pode ser até oito vezes mais durável que o modelo convencional.

    Futuro é promissor– A perspectiva de retomada das obras públicas direcionadas ao saneamento básico, a necessidade de construção de novas estações de tratamento de águas (ETA) e de tratamento de despejos industriais (ETDI), além da realização de contratos de operação e de manutenção de estações de tratamento de águas e de efluentes são algumas das prioridades da Degrémont Sudamérica, empresa pertencente ao grupo GDI Suez, com várias grandes obras espalhadas no país, principalmente em refinarias, siderúrgicas e empresas do setor de papel e celulose.

    Revista Química e Derivados, Tales Gryga, gerente comercial da Degrémont, parceria com a vale

    Gryga: parceria de operação e manutenção com a Vale

    “Os nossos principais mercados são óleo e gás, papel e celulose, e siderurgia e mineração, mas também estamos dando prioridade ao atendimento do mercado de obras públicas”, informou Tales Gryga, gerente comercial da Degrémont. No campo dos mais recentes contratos renovados, a empresa destaca a parceria com a Vale voltada à operação e manutenção das estações de tratamento de efluentes do complexo industrial de Tubarão-ES, com seis estações, separador de água/óleo, tratamento biológico, tratamento físico-químico terciário e desidratação mecânica de todo o lodo gerado.

    Além da atuação na Vale, também foram destacadas as obras na estação de tratamento de águas que estão sendo executadas pela Degrémont na Petroquímica Suape-PE, com capacidade para 1.082 m³/h de água industrial e de 286 m³/h de água desmineralizada, e que está prevista para entrar em operação em breve.

    Entre as soluções para água potável, a empresa oferece desde flotação até ultrafiltração. A pré-clarificação por ultrafiltração é feita por um sistema compacto (Ultrazur ZW 1000), que forma uma barreira bacteriológica para garantir água segura e com qualidade. A desinfecção de água potável e residual ultravioleta feita pelo sistema Aquaray é ambientalmente segura e efetiva na eliminação de patógenos, inclusive vírus.

    Em se tratando de água industrial, a Degrémont atua com clarificador acelerado que aplica o princípio da sedimentação lamelar (Densadeg) com recirculação externa de lodos para promover o tratamento físico-químico. Dispõe também de tecnologia licenciada para tratar água de superfície por flotação rápida, utilizando floculador do tipo pistão (Aquadaf), aplicável às águas com turbidez até 200 NTU. Para produzir água para reúso, a empresa lança mão de tecnologias como CompakBlue e Oxiblue. A primeira é um processo com discos submersos para eliminar sólidos suspensos e poluentes associados, enquanto a segunda representa uma combinação de duas tecnologias, geração de ozônio e o Biofor, sistema compacto de filtração por meio de culturas biológicas, para tratar carbono, amônia e nitratos.

    Em se tratando de lodos, emprega tecnologia de digestão por hidrólise térmica (Digelis Turbo), além de processo de secagem solar, complementado por sistema de mistura e arejamento.

    Conama corrobora – Os impactos positivos da nova resolução 430 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), dispondo sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes em corpos de água receptores, inegavelmente começam a surtir efeito e são muito bem-vindos por todas as empresas que atuam na área de saneamento, a exemplo da Enasa.

    “A atual resolução do Conama pede 80% de redução da carga orgânica do efluente, mas com o nosso sistema integrado para redução da carga orgânica do esgoto sanitário, com desinfecção posterior, conseguimos alcançar entre 94% e 98% de redução”, destacou o engenheiro ambiental Daniel Vecchi, da Enasa, referindo-se aos reatores com filtros biológicos e lodos ativados, sistema conhecido como MBBR (Moving Bed Biofilm Reactor). A tecnologia emprega superfícies de contato, denominadas recheios biológicos, para a aderência, formação e proliferação de colônias de bactérias anaeróbias e aeróbias que serão posteriormente degradadas. Para melhores resultados, o MBBR deve ser acompanhado de sistema de desinfecção de efluentes por radiação UV.

    Desenvolvido no Canadá, o sistema MBBR conta com dois reatores e um decantador. No primeiro reator, segundo explica Vecchi, as bactérias anaeróbias aderidas aos meios consomem e degradam as cargas poluentes geradoras de DQO (Demanda Química de Oxigênio). No segundo reator, ocorre a degradação aeróbia, degradando-se a carga orgânica avaliada como DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio). No terceiro tanque (decantador), são reutilizados os lodos ativados, com os micro-organismos e a carga orgânica decantada sendo reinjetados para o reator aeróbio, a fim de aumentar a degradação biológica, a quantidade de micro-organismos vivos e a própria carga orgânica, que servirá de alimento para as bactérias. O sistema se completa com a instalação de um quarto tanque, denominado sistema de polimento do efluente, no qual ele passa por um filtro de carvão ativado para a eliminação de cor, turbidez e odor.



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