Meio Ambiente (água, ar e solo)

Fenasan: Demanda por novas tecnologias cresce com déficit hídrico

Marcelo Fairbanks
24 de outubro de 2015
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    Química e Derivados, Fenasan: Demanda por novas tecnologias cresce com déficit hídrico

    Química e Derivados, Fenasan: Demanda por novas tecnologias cresce com déficit hídricoSERVIÇO

    26ª Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente e 26º Congresso Nacional de Saneamento e Meio Ambiente
    Data: 4 a 6 de agosto
    Local: Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, São Paulo-SP
    Área total: 19.077 m²
    Expositores: 250 empresas
    Público esperado: acima de 20 mil visitantes
    Congresso: 110 palestras técnicas, conferência de abertura, 10 mesas redondas, 4 minicursos e uma visita técnica
    Programação completa: www.fenasan.com.br/programacao2015.html

    A 26ª Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente com o 26º Congresso Nacional (chamado “Encontro Aesabesp”) ocuparão de 4 a 6 de agosto o Pavilhão Vermelho – o maior dos quatro existentes no Expo Center Norte, em São Paulo, com mais de 19 mil m². No ano passado, a feira se valeu do Pavilhão Azul (14 mil m²) e a ampliação de quase 35% da área ocupada se tornou necessária para acompanhar o aumento da procura pelos expositores e também pelo aumento no número de visitantes, que passou de 19 mil no ano passado.

    Química e Derivados, Ribeiro: procura por técnicos qualificados está crescendo

    Ribeiro: procura por técnicos qualificados está crescendo

    “Em tempos de crise econômica e escassez hídrica, a participação na feira cresce”, avaliou Reynaldo Young Ribeiro, presidente da Associação dos Engenheiros da Sabesp (Aesabesp). A explicação é lógica: para enfrentar os tempos bicudos da economia nacional, com dificuldades elevadas pela falta de água nas regiões Sudeste e Nordeste, as empresas relacionadas aos serviços de abastecimento e saneamento básico (concessionárias públicas e privadas, consultorias, empreiteiras, fornecedores de equipamentos e sistemas, entre outros) precisam encontrar novas soluções tecnológicas, que aparecem primeiro na Fenasan. No ano passado, potenciais expositores que não reservaram seu espaço com antecedência acabaram sem lugar para participar, situação resolvida com a migração para o pavilhão maior. “Lançamos em julho a próxima edição, que será realizada em 2016, e já comercializamos 30% do espaço da feira”, informou o presidente da Aesabesp.

    Como explicou Ribeiro, o interesse pela feira e pelo congresso está crescendo há pelo menos seis anos, período no qual ele participou diretamente da organização, nos três primeiros como diretor-técnico e nos seguintes como presidente da associação. “De 2009 para cá, começaram a ser realizados muitos investimentos em saneamento e meio ambiente nos âmbitos federal, dos estados e municípios, isso mudou a dinâmica do mercado”, afirmou. Também os investimentos em habitação, a exemplo do Minha Casa, Minha Vida (federal) e Casa Paulista (da CDHU), alavancaram o crescimento das cidades, exigindo ampliar o tratamento da água fornecida e do esgoto coletado.

    Por atuar no estado mais rico do país, com a maior empresa pública do setor, a Sabesp, a Fenasan cresceu rapidamente e se tornou a porta de entrada para a tecnologia do ramo. O alcance inicial do encontro era limitado aos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com fortes laços no campo hídrico. “Nos últimos anos, a participação de técnicos e visitantes de outros estados cresceu muito, bem como a vinda de profissionais de países de toda a América do Sul”, salientou Ribeiro.

    Em todo o continente sul-americano, os investimentos em saneamento básico e meio ambiente estão avançando e demandando tecnologias adequadas. Por serem as condições desses países semelhantes às do Brasil, a experiência daqui é muito útil para eles. “Estamos mais próximos da realidade deles do que os países mais ricos”, considerou.

    Isso não quer dizer que as novidades internacionais ficam de fora da feira. É o contrário. Ribeiro enfatiza que uma das razões para a ampliação da Fenasan neste ano foi a adesão da Associação Brasileira de Tecnologia Não-Destrutiva (Abratt) que agregou à Fenasan o 5º Congresso de Métodos Não-Destrutivos (No Dig Brazil 2015). “A maioria das empresas atuantes nesse segmento tem origem nos Estados Unidos e Canadá”, comentou.

    Ele explicou que a demanda é crescente no Brasil por serviços de recuperação de redes de abastecimento de água por métodos não-destrutivos, ou seja, sem cavar valetas, sem interromper o trânsitos nas cidades e sem afetar as redes interferentes (telefonia, eletricidade, gás, entre outros). “A tubulação recuperada por esses métodos fica exatamente como nova, recupera a capacidade de transporte que estava reduzida por incrustações, além de eliminar vazamentos”, aduziu.



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