Meio Ambiente (água, ar e solo)

Fenasan 2019: Tratamento de esgoto pode gerar eletricidade

Marcelo Furtado
28 de outubro de 2019
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    Química e Derivados - Bueno: membranas fornecerão água para siderúrgica capixaba

    Bueno: membranas fornecerão água para siderúrgica capixaba

    Dessalinização – Em tecnologias para tratamento de água, havia também boas notícias para o mercado na Fenasan. Uma delas envolvia os estandes das empresas de engenharia de sistemas de água e efluentes israelense-norte americana Fluence e a fornecedora japonesa de membranas Toray. Isso porque a primeira foi selecionada em maio (em uma tomada de propostas com seis grupos internacionais) para instalar planta de dessalinização de água do mar para a siderúrgica ArcelorMittal, em Tubarão-ES, e a segunda será a fornecedora das membranas de ultrafiltração e osmose reversa a serem utilizadas nessa instalação.

    A usina de dessalinização vai solucionar antigo gargalo na região, ajudando a deixar de estrangular a companhia de saneamento capixaba, a Cesan, no seu fornecimento de água regional. Em épocas de crise hídrica, a Cesan chegou a cortar em 30% o suprimento para a siderúrgica.

    A usina de US$ 10 milhões terá capacidade para dessalinizar 12 mil m³/dia e terá o projeto, engenharia e construção a cargo da Fluence, que tem atuação no Brasil através de subsidiária, entre 70 países em que tem operações e plantas instaladas, com 300 funcionários.

    De acordo com o diretor da Toray no Brasil, Marcelo Bueno, a usina demandará 300 membranas de ultrafiltração, para o pré-tratamento, e mais de mil membranas de dessalinização de osmose reversa. Segundo ele, a previsão é a de que a entrega ocorra até o fim do ano. A usina, segundo divulgado pela ArcelorMittal, deve entrar em operação até o fim de 2020. Ela será projetada para aceitar expansão modular no futuro, para dobrar inicialmente para 24 mil m³/dia e depois para 36 mil m³/dia.

    Química e Derivados - Ana Paula: unidades móveis ampliam reúso de efluentes

    Ana Paula: unidades móveis ampliam reúso de efluentes

    Unidades móveis – Na feira, a Fluence também destacava sua oferta no Brasil de unidades móveis de tratamento. Segundo a gerente de marketing Ana Paula Tapia, a empresa já conta com duas unidades em contêineres para reúso de efluentes no Brasil, para atendimento de situações emergenciais ou provisórias, de 10 m³/h. Com marca comercial EcoBox, trata-se de solução modular para reúso de águas cinzas, efluente municipais e industriais.

    O EcoBox, de início, conta com etapa de separação de óleos e graxas, com sistema de flotação por ar dissolvido, pré-filtração com anéis autolimpantes para remover sólidos suspensos maiores que 130 micrômetros. Depois há skid de membranas de ultrafiltração para turbidez e bactérias, controle microbiológico com radiação ultravioleta, etapa de desmineralização com osmose reversa e, por fim, oxidação avançada com UV mais agente oxidante.

    Química e Derivados - Sonia: sistemas móveis operam em locais distantes das ETAs

    Sonia: sistemas móveis operam em locais distantes das ETAs

    Outra expositora, a Aquamec, também mostrou seu envolvimento com a prestação de serviços via unidades móveis de tratamento, inclusive levando um contêiner de 40 pés para demonstração. O sistema, com membranas de microfiltração de fibra oca, conta com dois skids para produção de 25 litros por segundo de água potável cada um e conta com pré-tratamento de filtros de disco de 200 micrômetros. De acordo com a especialista em processos da Aquamec, Sonia Mucciolo, unidade desse tipo está sendo empregada há três anos na Sanep, em Pelotas-RS, para substituir ETA convencional e produzir água potável a partir da captação de rio. “É ideal para locais distantes, longe da rede, e que precisam de água de abastecimento”, diz. Até mesmo pensando nessa distância, a Aquamec começou a testar sistema de geração de energia solar fotovoltaica para alimentar as unidades móveis, em parceria com a empresa Macena, de Goiânia-GO, que utiliza conversores especiais com maior eficiência. Segundo o diretor e responsável pela tecnologia, José Alves Macena, isso permite que sejam utilizadas menos placas fotovoltaicas. Na unidade móvel, diz Macena, enquanto pela tecnologia solar convencional se demandariam até 2 mil painéis para tornar autossuficiente a operação, com o seu sistema seriam necessários apenas 450. “O sistema que inventei tem eficiência de 85% de aproveitamento da energia solar, enquanto o convencional, apenas 20%”, afirma.

    Ainda na seara das unidades móveis, a Netzsch apresentava uma carreta com bomba (Tornado), acionada por um motor a combustão interna com embreagem, painel de partida, bateria, radiador, cabine com revestimento acústico, montada em base única sobre reboque com pneus e sistema de segurança com sensores proteção.

    De acordo com o vendedor da Netzsch, Lucas Diniz, a mobilidade da bomba torna sua operação ideal em momentos de urgência, por exemplo, quando estações elevatórias estão em manutenção. Segundo ele, já há oito sistemas em operação na concessão privada de saneamento de Recife-PE (BRK Ambiental).

    Para bombeamento de fluidos com teor de sólidos, lamas e águas residuais, a unidade pode ser aplicada ainda em intervenções em vias públicas interligando poços de visita e em ETAs e ETEs, esvaziando elevatórias, tanques de equilíbrio, decantadores primários e secundários, para realização de manutenções mecânicas, civil ou hidráulica nas linhas de recalque.



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