Fenasan 2017: ABES e AESABESP unificam seus congressos e ampliam o escopo das apresentações e debates

 

Química e Derivados, Fenasan: ABES e AESABESP unificam seus congressos e ampliam o escopo das apresentações e debatesQuímica e Derivados, Fenasan: ABES e AESABESP unificam seus congressos e ampliam o escopo das apresentações e debates

Expositores e visitantes devem ser beneficiados pela integração da Fenasan (Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente) e do Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, que chegam à 28ª e 29ª edições, respectivamente, e serão pela primeira vez conjugados em um único encontro, programado para acontecer na cidade de São Paulo, de 2 a 6 de outubro.

Essa integração não será permanente. Promotora do Congresso, a Abes (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental) normalmente alterna a realização desse evento pelas diversas regiões brasileiras. Neste ano, a região escolhida foi São Paulo, onde anualmente acontece a Fenasan, cuja organizadora é a AESabesp (Associação dos Engenheiros da Sabesp). Valendo-se dessa coincidência de local – e provavelmente também considerando ser a união de esforços medida interessante em conjunturas menos favoráveis –, essas duas entidades decidiram promover uma edição conjunta dos eventos.

Mesmo o congresso técnico realizado simultaneamente com a Fenasan será integrado ao Congresso da Abes, originando uma grade unificada composta por painéis e mesas-redondas, nos quais falarão mais de 240 palestrantes. Esse conteúdo deverá ser acompanhado por público bem significativo: “Esperamos algo entre 4 a 4,5 mil congressistas”, conta Alceu Guérios Bittencourt, coordenador da programação e presidente desta edição do Congresso, cujo tema central será “Saneamento Ambiental: Desenvolvimento e Qualidade de Vida na Retomada do Crescimento”.

Química e Derivados, Sachs: perfil dos expositores deste ano será mais variado
Sachs: perfil dos expositores deste ano será mais variado

Também na vertente de geração de negócios, a somatória de esforços dos organizadores poderá amplificar os resultados do Congresso Abes-Fenasan, até porque o evento ocorrerá em momento no qual parece haver sinais mais promissores para o setor ao qual ele se dirige. Como relata Olavo Alberto Prates Sachs, presidente da AESabesp, “a situação mais crítica para esse setor ocorreu em 2015. No ano passado já houve alguma estabilidade e agora se percebe que os expositores estão mais esperançosos”.

Sachs prevê a presença de aproximadamente duzentos expositores nessa nova edição do evento, quantidade similar à da edição anterior da Fenasan, porém composta por empresas de um leque mais vasto das diversas vertentes do mercado de saneamento e meio ambiente: fornecimento de água, esgoto, resíduos sólidos, drenagem urbana, entre outros. “Normalmente, temos como expositores basicamente fabricantes de materiais de água e esgoto, com alguma coisa de resíduos sólidos”, relata Sachs. “Este ano também teremos estandes maiores, além da presença mais intensa de companhias de saneamento, tanto públicas quanto privadas”, acrescenta.

Química e Derivados, Fenasan: ABES e AESABESP unificam seus congressos e ampliam o escopo das apresentações e debates

Também favorece as perspectivas do Congresso Abes-Fenasan a aproximação da realização – em março do próximo ano, em Brasília –, do 8º Fórum Mundial da Água, principal evento mundial de debates relacionado ao tema (que pela primeira vez acontecerá em um país do Hemisfério Sul).

E, buscando tornar mais concretos os resultados do evento, os organizadores decidiram que este ano diversos painéis e mesas-redondas do Congresso contarão com a figura até agora inédita de relatores que, acompanhados de assistentes, se encarregarão de elaborar documentos sumarizando suas discussões e conclusões, para posteriormente encaminhá-los às autoridades competentes.

A integração dos eventos de Abes e AESabesp é apoiada por expositores como Igor Freitas, gerente de marketing da fabricante de produtos químicos Bauminas: “Foi uma ótima decisão, há uma grande sinergia entre os dois eventos, que deve gerar mais público e mais repercussão”, ele elogia. Nas páginas seguintes, alguns expositores mostram o que já preparam para esse evento integrado.

Química e Derivados, Freitas mostra resultados da nova geração de coagulantes
Freitas mostra resultados da nova geração de coagulantes

Bauminas Química

Mostrará tanto seus coagulantes tradicionais à base de sais de alumínio e de ferro, quanto aqueles que qualifica como “nova geração de coagulantes inorgânicos com cadeias polimerizadas de alto rendimento”, desenvolvidos em seu Centro Tecnológico. No caso desses últimos, destacará sua performance favorável em quesitos como coagulação e floculação, à qual alia grande velocidade de decantação e alto rendimento tanto em águas com baixa ou alta turbidez. “Divulgaremos os excelentes resultados obtidos com essa nova geração de coagulantes inorgânicos em grandes companhias de saneamento”, ressalta Igor Freitas, gerente de marketing da empresa.

Digitrol

Apresentará seu novo Sistema de Monitoramento e Controle de Qualidade de Água, desenvolvido conforme os parâmetros de potabilidade de água descritos na Portaria 2914 do Ministério da Saúde. Desenvolvido com a tecnologia digiLine, da alemã Jumo GmBH, que permite a criação de redes inteligentes de sensores, segundo as informações da empresa, todos os parâmetros de medição importantes em análise de líquidos podem ser medidos com este único sistema, e facilmente integrados com outras redes de comunicação ou sistemas de medição e aquisição de dados, como medidores de vazão e nível. O sistema de registro de dados do Acqua Control possui sistema de criptografia, garantindo a segurança dos dados, e pode ser utilizado em estações de tratamento de água, poços artesianos, sistemas isolados de tratamento de água ou em quaisquer outras aplicações nas quais os parâmetros cloro, pH, ORP/Redox, turbidez, condutividade e cor sejam fundamentais para o controle de processo. Pode também ser expandido para medição de flúor e cor.

Netzsch

O lançamento de um triturador batizado N.MAC será o destaque do estande. Entre outras características, esse equipamento apresenta tecnologia duplo eixo para redução do tamanho de partículas sólidas, baixa potência instalada (3HP, com opção 5HP), baixa rotação com alto torque e eixos hexagonais em aço 4140. Apresenta ainda exclusivo sistema de absorção de choques, sistema auxiliar de lubrificação dos selos mecânicos, montagem modular, opção de pente desobstruidor para materiais fibrosos e opção de eixo estendido, podendo atender a diversas e diferenciadas aplicações: tratamento de efluentes, estações de biogás, dejetos de alimentos e frutas, partículas grandes e sólidas, como madeira , vidro, pedra, plástico, embalagens PET, sapatos industriais, tecidos, pelos de cabelo, latas de alumínio, aços e tampas metálicas, entre outras. De acordo com Sidney Guedes, gerente de vendas nacional da Netzsch, os investimentos no desenvolvimento desse equipamento resultaram em um produto nacional de alta tecnologia e alto desempenho. “Será mais um produto 100% produzido no Brasil e com distribuição global”, acrescenta Guedes.

Nova Opersan

Destacará as soluções de tratamento de águas e efluentes de suas duas divisões de negócios: Onsite e Offsite. Na primeira, oferece soluções para tratamento de águas e efluentes in loco nas empresas, e com cinco modelos diferentes de negócios projeta, constrói e opera estações, podendo ainda adquirir e operar estações já existentes. Já na modalidade Offsite, os efluentes gerados pelos clientes são destinados por meio de caminhões ou tubulação para tratamento externo nas CTOs (Centrais de Tratamento Offsite) da empresa, onde são avaliados e tratados adequadamente para posterior descarte conforme as leis ambientais. Atualmente, a Nova Opersan atua em oito estados brasileiros, servindo mais de mil clientes nas seis unidades Offsite, e mais de cinquenta com sistemas de tratamento Onsite. “Nosso objetivo é disponibilizar soluções eficientes para que os clientes possam focar em seu core business e usar a sustentabilidade a favor do seu negócio, reduzindo custos com o tratamento de água e efluentes e praticando o reúso”, destaca José Fernando Rodrigues, presidente da empresa.

Suez

Diretor comercial da empresa no Brasil, Federico Lagreca conta que a Suez apresentará soluções voltadas especialmente para a gestão de perdas nos sistemas de abastecimento de água, e para a dessalinização de água para o consumo humano. “A ideia é mostrar para o mercado brasileiro o trabalho que desenvolvemos com grande sucesso nos cinco continentes”, afirma Lagreca.
Trabalhando agora apenas com a marca Suez – abandonando outras com as quais também atuava, como Degrémont –, a empresa elenca, entre as ações capazes de comprovar sua expertise na gestão de perdas de água, um projeto desenvolvido em um bairro da região sul da cidade de São Paulo, onde, depois de dezoito meses de trabalho, através de intervenções na rede, reparos de vazamentos, regulagem de pressão, construção de um reservatório para 15 mil m3 de água e ações sistemáticas de conscientização sobre o uso racional de água na comunidade de 700 mil pessoas, o consumo diminuiu em mais de 1 milhão de m3 de água por mês (a meta de economia estabelecida pela concessionária era de 680 mil m3 por mês).

Tecniplas

Enfatizará sua capacidade de fornecer tanques com capacidade para até 4,5 milhões de litros feitos de compósitos de plástico reforçado com fibras de vidro, que, pelas informações da empresa, frente aos reservatórios de concreto, apresentam diversos diferenciais favoráveis, como maior estanqueidade, vida útil mais longa e baixa necessidade de manutenção. E têm vantagens também quando comparados aos tanques de aço vitrificado, que hoje chegam ao país por importação; entre elas, a ausência dos parafusos que conectam as placas de aço vitrificado, e podem se tornar pontos de vazamentos. A Tecniplas hoje produz esses grandes tanques com uma técnica denominada oblatação, que minimiza o problema de transporte de grandes peças: “Após a oblatação, um reservatório de 15 metros de diâmetro fica com 5 metros de largura, dimensão adequada às normas brasileiras de transporte rodoviário”, conta o gerente comercial José Roberto Vasconcellos. “No local de instalação, as seções são redimensionadas e, de forma manual, laminadas umas sobre as outras”, ele complementa.

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