Tintas e Revestimentos

Feitintas – Feira apoia inovação e qualificação no setor

Rose de Moraes
21 de dezembro de 2012
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    Para executar a CasaE, a Basf promoveu várias parcerias. Com o grupo Bosch, por exemplo, as contribuições virão no fornecimento de painéis solares para aquecimento de água, painéis fotovoltaicos e sistemas de segurança e detecção de incêndio.

    O grupo Veka participa com seus sistemas de perfis de PVC para portas, janelas e persianas, criados com designs diferenciados e com tecnologias avançadas, que aumentam a proteção acústica e térmica dos ambientes.

    Crescimento acima do PIB – Atendendo ao convite para apresentar no Simpósio Internacional de Tintas um panorama sobre as perspectivas econômicas e o setor da construção civil, o professor e economista Juan Jensen, sócio-diretor da Tendências Consultoria, observou que, do ponto de vista da produção industrial, o Brasil não cresce há quatro trimestres. “A alta nas vendas não vem se refletindo sobre a produção e o desempenho da indústria no primeiro semestre de 2012 foi muito decepcionante, pois houve recuo de 3,8% na produção, em comparação com 2011. Mas, talvez, agosto possa ser o mês da virada, evidenciando um cenário de recuperação na produção industrial que deverá se manter até o final do ano e também ao longo de 2013, como fruto dos estímulos à produção ligados ao câmbio depreciado, desoneração, custo de energia, fechamento da economia, entre outras medidas que estão sendo adotadas pelo governo federal. No entanto, os gargalos estruturais ainda permanecem”, analisou o professor.

    Na opinião dele, o modelo de crescimento adotado pelo país e puxado pelo consumo traz reflexos ao mercado de trabalho, e ajuda a explicar a perda de competitividade da indústria. “A rápida ampliação do setor de serviços reduziu fortemente o desemprego, gerando ganhos salariais em termos reais, porém os ganhos acima da produtividade elevam o custo do trabalho, reduzindo a competitividade do setor”, considerou.

    Química e Derivados, Juan Jensen, Sócio-diretor da Tendências Consultoria, Feitintas

    Juan Jensen: oferta de crédito ampliada fez construção civil deslanchar

    Segundo Jensen, o PIB da construção civil alcançou bom desempenho nos últimos anos com o forte desenvolvimento do mercado de crédito. De acordo com os dados apresentados por ele, de 1995 a 2002 (governo FHC), o PIB da construção cresceu, em média, 1,1% ao ano. Entre 2003 e 2010 (no governo Lula), a média de crescimento foi de 4,2%. No segundo governo Lula (2006 a 2010), a média se elevou para 5,9%.

    Note-se, porém, que a expansão do mercado nos próximos anos está associada ao menor ritmo de expansão do crédito, ainda que o crescimento continue ocorrendo em bases sólidas. “Por isso, projetamos que o PIB da construção cresça entre 1,5 e 2 pontos percentuais acima do PIB. Para 2012, estimamos 3,6% para a construção, contra um PIB de 1,6%; e, para 2013, estimamos 5,6% para a construção, contra um PIB de 3,8%”, concluiu o economista.



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