Tintas e Revestimentos

Feitintas – Encontro salienta a necessidade de investir na formação profissional

Quimica e Derivados
18 de outubro de 2010
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    Produtos ecoeficientes – Com o setor de tintas e vernizes a todo vapor – segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), a capacidade instalada das empresas bateu os 85%, o que vai garantir um crescimento de 7,3% em relação a 2009, com vendas totais de 1,3 bilhão de litros –, cresce também a preocupação com a questão da sustentabilidade. Para Stiepcich, presidente do Sitivesp, o setor está longe de ser um dos vilões da causa ambiental, sobretudo depois da consolidação do mercado de tintas à base de água, que emite menos compostos orgânicos voláteis para a atmosfera, contribuindo para a preservação do meio ambiente. “A tinta base d’água já é amplamente utilizada no setor imobiliário e automotivo”, afirma Stiepcich. “É claro que ainda existe aquele pintor que tem resistência

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    à tinta aquosa, que faz questão de sentir o cheiro de solvente e prefere uma tinta mais barata. Mas isso vai mudar rapidamente”, considera.

    Por toda a Feitintas era possível verificar a preocupação das empresas em lançar produtos ecoeficientes. A Anjo, além de fabricar tintas, é líder (com cerca de 30% do mercado) no segmento de tíneres, mistura de solventes que é considerada uma das vilãs da questão ambiental. Na feira, a empresa não só apresentou o seu novo conceito visual, como lançou três novas linhas de tíneres, que oferecem redução de impacto à natureza e devem promover uma revolução no setor de solventes. São todos ecoeficientes: Thinner Premium, Thinner Standard e Thinner Econômico, que não contêm tolueno, xileno, benzeno e outros aromáticos, produtos que costumam, além de poluir o ar, atacar o sistema nervoso central. Os planos da Anjo são ousados. Não só fazer com que os ecoeficientes atinjam 20% do mercado já em 2011, como daqui a cinco anos substituam totalmente os tradicionais. “Só não tiramos do mercado o tíner tradicional porque há uma demanda reprimida pelo produto”, afirma Vaty Colombo, diretor de marketing da Anjo. “Mas vamos começar um trabalho forte de conscientização de todos os nossos clientes para que essa substituição seja a mais rápida possível. Por enquanto, o produto ecoeficiente custa cerca de 15% mais caro do que o tradicional. A Anjo espera equilibrar o preço assim que ele começar a ser produzido em larga escala.

     

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    Embalagens em 3D – Segundo pesquisas, 53 milhões de mulheres no Brasil são consideradas donas de casa. Isso significa que elas não só controlam o orçamento doméstico, como também influem diretamente nas compras, escolhendo os melhores produtos. O dado mais significativo, porém, partiu de outra pesquisa, realizada no ano passado por alunos do curso de Administração de Empresas com ênfase em Marketing, da Faculdade Opet, de Curitiba-PR. Os pesquisadores descobriram que, ao contrário dos homens, as mulheres são muito mais suscetíveis às ações de merchandising e na hora de escolher materiais de construção, principalmente tintas, louças e pisos, são elas que decidem o que comprar. Nos estandes das empresas de embalagens presentes na Feitintas, essa tendência ficou evidente.

     

    A maioria das novas embalagens de tintas, sobretudo as de lata, leva muito em conta, além da praticidade, a questão estética. É o caso da Litografia Valença, que lançou na feira sua nova aposta: embalagens para o segmento de químicos com as impressões texturizadas e em 3D. “Para o pintor não faz diferença, mas para quem compra é um atrativo. E quem compra hoje são as mulheres”, afirma Paulo Arantes, gerente comercial da Litografia Valença.

    Química e Derivados, Vaty Colombo, diretor de marketing da Anjo, Feitintas - Encontro setorial salienta a necessidade de investir na formação profssional

    Vaty Colombo quer substituir tíner aromático pelos ecoeficientes

    Segundo Arantes, ao optar pela comercialização de latas em 3D e texturizadas, a Litografia Valença não espera apenas melhorar a estética de seus produtos, mas poder reproduzir na embalagem, usando a tecnologia tridimensional, o que o cliente pode fazer usando a tinta. “É um recurso a mais, que vamos aproveitar, seguramente”, diz. A embalagem em 3D, apesar de representar para a Valença um custo de 10% a mais do que a embalagem convencional, poderá ser adquirida por menor valor. “As latas em 3D vão representar cerca de 30% da nossa produção de latas em 2011”, afirma Arantes. O mercado de tintas e vernizes representa 40% do faturamento do grupo Litografia Valença, que deve fechar o ano de 2010 com um crescimento de 30% em relação a 2009.

    A Prada, gigante do setor de latas de aço, que produz mais de um bilhão de embalagens ao ano, para os segmentos químico e alimentício, também está de olho no consumidor feminino. Na Feitintas, a grande novidade foi a apresentação da embalagem Safety Can, que chegou ao mercado recentemente, e que, segundo a coordenadora de marketing Caroline Fátima, deve agradar, sobretudo, às mulheres, sempre à procura de produtos que ofereçam praticidade. Além disso, a nova embalagem é mais segura, graças à sua forma de abertura, que dispensa o uso de chave de fenda. O formato diferenciado permite total aproveitamento do conteúdo que, além de representar uma economia ao



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    Um Comentário


    1. Achamos muito interessante este post.



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