Tintas e Revestimentos

Feitintas – Encontro salienta a necessidade de investir na formação profissional

Quimica e Derivados
18 de outubro de 2010
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    que proporciona uma rapidez até 50% maior do que a pintura manual, além de uma melhora no acabamento. Com a mesma pistola (fornecida para a Futura pela Graco Equipamentos) é possível pintar portas, paredes, pisos e telhados. O equipamento chegou ao Brasil há mais ou menos dez anos, mas passou quase despercebido pelos pintores. Faltava, sobretudo, divulgação e treinamento. O Spray da Graco foi visto como uma novidade por muitos dos pintores que circulavam pela feira, que paravam curiosos para assistir às demonstrações do produto, apresentadas na oficina “Espaço Eco”, montada pela Futura.

     

    Química e Derivados, José Ailton Siqueira, instrutor da área de pintura do Senai, Feitintas - Encontro setorial salienta a necessidade de investir na formação profssional

    José Ailton Siqueira: faltam cursos para treinar todos os interessados

    Luiz Fernando de Oliveira, consultor de tecnologia da Futura Construção, afirma que desta vez não haverá tanta resistência por parte dos pintores. Com a queda do dólar, o preço do equipamento baixou de forma significativa. O Airless Spray Graco 390, por exemplo, custa em média R$ 4.500. “Um pintor profissional, que tem uma carteira grande de clientes, ao usar a pistola da Graco terá, em média, uma economia de R$ 2 mil por mês”, afirma Oliveira. Além do custo/benefício, o pintor que não dominar a pintura mecanizada, como apontou, não acompanhará a evolução do mercado. “E o treinamento não é nenhum bicho de sete cabeças. Em dois dias ele consegue dominar a máquina.”

    Além das máquinas de pintura mecanizada, a empresa lançou a tinta sem cheiro Futura Super Premium, de rápida secagem e que perde totalmente o odor após três horas de aplicação. A tinta acrílica de alta diluição Futura Super também foi lançada e permite a diluição em até 50% com água e oferece aumento de rendimento sem perda de qualidade – enquanto uma lata de 18 litros convencional cobre em média 250 m², a tinta de alta diluição chega a 350 m².

    A Tintas Eucatex, que na Feitintas também apresentou várias novidades, como a linha Acrílico Premium com novas cores (tomate seco, safári, náutico e lilás) e linhas de impermeabilizantes 5 em 1, também tem focado suas ações em programas de capacitação da mão de obra. A empresa está crescendo acima do PIB brasileiro – em 2009, quando não houve expansão da economia nacional, a Eucatex avançou 20% em relação a 2008. Em janeiro a julho de 2010, cresceu 30%, enquanto o mercado de tintas e vernizes, no mesmo período, atingiu 21,3%. Para Valter Bispo, gerente de produtos das Tintas Eucatex, esse número só será sustentado nos próximos anos se houver um investimento grande em capacitação da mão de obra, não só por parte do Governo, mas também por parte das empresas. O grupo realiza, há três anos, a Blitz Eucatex, palestras comandadas por pintores, arquitetos, consultores e formadores de opinião com o objetivo de ministrar novas técnicas de pinturas e estreitar ainda mais o relacionamento com as revendas e o consumidor final. Só no primeiro semestre de 2010 já foram realizadas 169 palestras em 118 municípios. Segundo Bispo, programas como esse ajudam a melhorar a autoestima do profissional de pintura, até então marginalizada pela sociedade e por ele mesmo. “Por muito tempo a atividade do pintor ficou associada ao desempregado que está precisando de um bico para sobreviver. Estamos mudando isso”, afirma. A Eucatex também está de olho nos consumidores das classes C, D e E, que hoje concentram quase 80% do mercado. A empresa aumentou os investimentos na linha de rendimento extra. “Tudo faz parte de um movimento só: as classes menos favorecidas hoje têm papel decisivo no mercado, não só pelo poder de consumo, mas pelo potencial de mão de obra”, avalia Bispo.

     

    Quimica e Derivados, Luiz Fernando de Oliveira, consultor de tecnologia da Futura Construção, Feitintas - Encontro setorial salienta a necessidade de investir na formação profssional

    Luiz Fernando de Oliveira: dólar baixo tornou máquina de pintura acessível

    Há dez anos no mercado de equipamentos para pintura, a Wimpel se beneficiou diretamente da valorização do real que permitiu à empresa importar peças com valores mais baixos e, principalmente, pela mudança estrutural das lojas de tintas, que há muitos anos não se limitam apenas a vender o produto e se tornaram uma espécie de supermercado de equipamentos. A Wimpel, que começou vendendo três equipamentos, hoje comercializa cerca de 65 itens, de compressores a cabines de pintura – o grupo deve fechar 2010 com 20% de aumento de seu faturamento em relação ao ano anterior. Agora, a empresa espera por uma transformação nos hábitos do  pintor profissional, mudança essa que, segundo José Vitorino de Arruda Filho, já está ocorrendo de forma tímida. Ele cita o exemplo do crescimento das vendas de cabine de tinturas, equipamento praticamente ignorado pelo pintor médio. “O pintor trabalhava com uma tinta ótima, com um equipamento de ponta, mas na hora de fazer o acerto de cor ele usava caixa de papelão”, afirma Vitorino. “Ele aos poucos está se conscientizando de que é preciso não só ter uma mão de obra de qualidade, como também cuidar da parte estética de sua oficina.”



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    Um Comentário


    1. Achamos muito interessante este post.



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