Tintas e Revestimentos

Feitintas – Encontro salienta a necessidade de investir na formação profissional

Quimica e Derivados
18 de outubro de 2010
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    A sétima Feira da Indústria de Tintas e Vernizes & Produtos Correlatos – Feitintas, ocorrida de 22 a 25 de setembro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, não serviu apenas para que os cerca de trinta mil visitantes das mais variadas áreas, de arquitetos e designers a profissionais de pintura e revendedores, conhecessem as novidades e tendências do mercado. O evento, organizado pelo Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo (Sitivesp), expôs com clareza e sem maquiagem as virtudes e mazelas do setor.

    Por um lado, há muito o que comemorar – o aumento do poder de renda das classes C, D e E, os maciços investimentos do governo em construção civil e a expansão vertiginosa do setor automotivo praticamente garantiram às empresas do setor um crescimento robusto nos próximos anos. Por outro lado, é preciso, com urgência, ampliar e reforçar os programas de aperfeiçoamento de mão de obra e fazer com que o profissional da área acompanhe no mesmo ritmo as evoluções tecnológicas dos produtos. “O setor automotivo vai muito bem e existe um cenário favorável para a construção civil, por causa do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Minha Casa, Minha Vida (programa habitacional do Governo Federal) e da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016, que certamente exigirão investimentos em vários segmentos”, afirma Ricardo Stiepcich, presidente do Sitivesp, que, apesar do otimismo, faz uma analogia na hora de analisar o atual nível da mão de obra brasileira no mercado de tintas e vernizes. “Se nos EUA e na Europa eles já estão na injeção eletrônica há muito tempo, aqui a gente tem se esforçado para sair do carburador”, disse.

    Durante a Feitintas, os visitantes puderam acompanhar aulas práticas de repintura automotiva ministradas por professores da Oficina do Futuro, projeto idealizado pelo Sitivesp e que tem o apoio da Escola Senai Conde José de Azevedo, localizada no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Segundo José Ailton Siqueira, instrutor da área de pintura do Senai, a mão de obra específica na área automotiva é tão escassa que nem a estrutura do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial é capaz de atender à demanda de alunos interessados – as vagas para os cursos de pintura do Senai para o segundo semestre de 2010 foram preenchidas em apenas três dias. “Como a maioria das montadoras já exige, em seu processo seletivo, curso profissionalizante do Senai, não conseguimos ainda criar uma estrutura para atender a toda a demanda”, afirma Siqueira. O instrutor explica que o perfil do aluno de pintura é o mais heterogêneo possível. Há desde profissionais experientes, pintores de concessionárias que buscam treinamentos mais específicos, até o sujeito que decidiu, enfim, crescer na profissão e se aperfeiçoar. “Na Europa, por exemplo, essa questão de qualificação profissional é muito séria. Se o pintor não passou por uma escola técnica, ele não tem credencial nem para pintar parede”, diz Siqueira.

    Química e Derivados, Ricardo Stiepcich, presidente da Sitivesp, Feitintas - Encontro setorial salienta a necessidade de investir na formação profssional

    Ricardo Stiepcich: pintura mecanizada vai crescer na área imobiliária

    O presidente do Sitivesp, Ricardo Stiepcich, também comanda a Futura Tintas, indústria com capital 100% nacional, sediada no município de Guarulhos, na Grande São Paulo. A empresa deve fechar o ano com 20% de crescimento no faturamento em relação a 2009 e vislumbra um cenário ainda mais otimista para 2011, ano em que completará trinta anos de existência. A Futura fechou contrato para fornecer tintas para 2,5 mil casas do projeto Minha Casa, Minha Vida e está prestes a fechar com outras 5 mil do mesmo programa. Para Stiepcich, o desafio agora, com mercado aquecido para os próximos anos, é quebrar antigos paradigmas, sobretudo em relação à mão de obra. Ele cita o exemplo do Minha Casa, Minha Vida para mostrar como é difícil mudar a mentalidade não só do pintor, como também a do empreiteiro. Duas empresas ficaram responsáveis por pintar as 2.500 casas. Uma vai trabalhar com pintura manual, a mais tradicional, e a outra vai experimentar a pintura mecanizada, que, apesar de garantir uma substancial economia de tempo e um ganho de qualidade, ainda é considerada um tabu pela maioria dos profissionais do setor. “É uma ferramenta que vai se tornar imprescindível nos próximos anos”, afirma Stiepcich. O presidente da Futura acha que mesmo os mais ortodoxos serão seduzidos pela pintura mecanizada. “Se você tem muita obra e tem em mãos uma ferramenta que reduz o tempo de aplicação, você está juntando a fome com a vontade de comer”, comenta Stiepcich. O executivo está curioso para saber qual será a reação do empresário que utilizou a pintura manual quando perceber que o outro empreiteiro, mecanizado, terminar a obra muito antes e sem perder qualidade. “É assim que os paradigmas são quebrados.”

    Manual x Mecanizada – Na Feitintas, os destaques da Futura foram justamente equipamentos como a Máquina de Pintura Airless Spray Graco 390,


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    1. Achamos muito interessante este post.



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