Feitintas – Encontro salienta a necessidade de investir na formação profissional

A sétima Feira da Indústria de Tintas e Vernizes & Produtos Correlatos – Feitintas, ocorrida de 22 a 25 de setembro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, não serviu apenas para que os cerca de trinta mil visitantes das mais variadas áreas, de arquitetos e designers a profissionais de pintura e revendedores, conhecessem as novidades e tendências do mercado. O evento, organizado pelo Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo (Sitivesp), expôs com clareza e sem maquiagem as virtudes e mazelas do setor.

Por um lado, há muito o que comemorar – o aumento do poder de renda das classes C, D e E, os maciços investimentos do governo em construção civil e a expansão vertiginosa do setor automotivo praticamente garantiram às empresas do setor um crescimento robusto nos próximos anos. Por outro lado, é preciso, com urgência, ampliar e reforçar os programas de aperfeiçoamento de mão de obra e fazer com que o profissional da área acompanhe no mesmo ritmo as evoluções tecnológicas dos produtos. “O setor automotivo vai muito bem e existe um cenário favorável para a construção civil, por causa do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Minha Casa, Minha Vida (programa habitacional do Governo Federal) e da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016, que certamente exigirão investimentos em vários segmentos”, afirma Ricardo Stiepcich, presidente do Sitivesp, que, apesar do otimismo, faz uma analogia na hora de analisar o atual nível da mão de obra brasileira no mercado de tintas e vernizes. “Se nos EUA e na Europa eles já estão na injeção eletrônica há muito tempo, aqui a gente tem se esforçado para sair do carburador”, disse.

Durante a Feitintas, os visitantes puderam acompanhar aulas práticas de repintura automotiva ministradas por professores da Oficina do Futuro, projeto idealizado pelo Sitivesp e que tem o apoio da Escola Senai Conde José de Azevedo, localizada no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Segundo José Ailton Siqueira, instrutor da área de pintura do Senai, a mão de obra específica na área automotiva é tão escassa que nem a estrutura do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial é capaz de atender à demanda de alunos interessados – as vagas para os cursos de pintura do Senai para o segundo semestre de 2010 foram preenchidas em apenas três dias. “Como a maioria das montadoras já exige, em seu processo seletivo, curso profissionalizante do Senai, não conseguimos ainda criar uma estrutura para atender a toda a demanda”, afirma Siqueira. O instrutor explica que o perfil do aluno de pintura é o mais heterogêneo possível. Há desde profissionais experientes, pintores de concessionárias que buscam treinamentos mais específicos, até o sujeito que decidiu, enfim, crescer na profissão e se aperfeiçoar. “Na Europa, por exemplo, essa questão de qualificação profissional é muito séria. Se o pintor não passou por uma escola técnica, ele não tem credencial nem para pintar parede”, diz Siqueira.

Química e Derivados, Ricardo Stiepcich, presidente da Sitivesp, Feitintas - Encontro setorial salienta a necessidade de investir na formação profssional
Ricardo Stiepcich: pintura mecanizada vai crescer na área imobiliária

O presidente do Sitivesp, Ricardo Stiepcich, também comanda a Futura Tintas, indústria com capital 100% nacional, sediada no município de Guarulhos, na Grande São Paulo. A empresa deve fechar o ano com 20% de crescimento no faturamento em relação a 2009 e vislumbra um cenário ainda mais otimista para 2011, ano em que completará trinta anos de existência. A Futura fechou contrato para fornecer tintas para 2,5 mil casas do projeto Minha Casa, Minha Vida e está prestes a fechar com outras 5 mil do mesmo programa. Para Stiepcich, o desafio agora, com mercado aquecido para os próximos anos, é quebrar antigos paradigmas, sobretudo em relação à mão de obra. Ele cita o exemplo do Minha Casa, Minha Vida para mostrar como é difícil mudar a mentalidade não só do pintor, como também a do empreiteiro. Duas empresas ficaram responsáveis por pintar as 2.500 casas. Uma vai trabalhar com pintura manual, a mais tradicional, e a outra vai experimentar a pintura mecanizada, que, apesar de garantir uma substancial economia de tempo e um ganho de qualidade, ainda é considerada um tabu pela maioria dos profissionais do setor. “É uma ferramenta que vai se tornar imprescindível nos próximos anos”, afirma Stiepcich. O presidente da Futura acha que mesmo os mais ortodoxos serão seduzidos pela pintura mecanizada. “Se você tem muita obra e tem em mãos uma ferramenta que reduz o tempo de aplicação, você está juntando a fome com a vontade de comer”, comenta Stiepcich. O executivo está curioso para saber qual será a reação do empresário que utilizou a pintura manual quando perceber que o outro empreiteiro, mecanizado, terminar a obra muito antes e sem perder qualidade. “É assim que os paradigmas são quebrados.”

Manual x Mecanizada – Na Feitintas, os destaques da Futura foram justamente equipamentos como a Máquina de Pintura Airless Spray Graco 390, que proporciona uma rapidez até 50% maior do que a pintura manual, além de uma melhora no acabamento. Com a mesma pistola (fornecida para a Futura pela Graco Equipamentos) é possível pintar portas, paredes, pisos e telhados. O equipamento chegou ao Brasil há mais ou menos dez anos, mas passou quase despercebido pelos pintores. Faltava, sobretudo, divulgação e treinamento. O Spray da Graco foi visto como uma novidade por muitos dos pintores que circulavam pela feira, que paravam curiosos para assistir às demonstrações do produto, apresentadas na oficina “Espaço Eco”, montada pela Futura.

 

Química e Derivados, José Ailton Siqueira, instrutor da área de pintura do Senai, Feitintas - Encontro setorial salienta a necessidade de investir na formação profssional
José Ailton Siqueira: faltam cursos para treinar todos os interessados

Luiz Fernando de Oliveira, consultor de tecnologia da Futura Construção, afirma que desta vez não haverá tanta resistência por parte dos pintores. Com a queda do dólar, o preço do equipamento baixou de forma significativa. O Airless Spray Graco 390, por exemplo, custa em média R$ 4.500. “Um pintor profissional, que tem uma carteira grande de clientes, ao usar a pistola da Graco terá, em média, uma economia de R$ 2 mil por mês”, afirma Oliveira. Além do custo/benefício, o pintor que não dominar a pintura mecanizada, como apontou, não acompanhará a evolução do mercado. “E o treinamento não é nenhum bicho de sete cabeças. Em dois dias ele consegue dominar a máquina.”

Além das máquinas de pintura mecanizada, a empresa lançou a tinta sem cheiro Futura Super Premium, de rápida secagem e que perde totalmente o odor após três horas de aplicação. A tinta acrílica de alta diluição Futura Super também foi lançada e permite a diluição em até 50% com água e oferece aumento de rendimento sem perda de qualidade – enquanto uma lata de 18 litros convencional cobre em média 250 m², a tinta de alta diluição chega a 350 m².

A Tintas Eucatex, que na Feitintas também apresentou várias novidades, como a linha Acrílico Premium com novas cores (tomate seco, safári, náutico e lilás) e linhas de impermeabilizantes 5 em 1, também tem focado suas ações em programas de capacitação da mão de obra. A empresa está crescendo acima do PIB brasileiro – em 2009, quando não houve expansão da economia nacional, a Eucatex avançou 20% em relação a 2008. Em janeiro a julho de 2010, cresceu 30%, enquanto o mercado de tintas e vernizes, no mesmo período, atingiu 21,3%. Para Valter Bispo, gerente de produtos das Tintas Eucatex, esse número só será sustentado nos próximos anos se houver um investimento grande em capacitação da mão de obra, não só por parte do Governo, mas também por parte das empresas. O grupo realiza, há três anos, a Blitz Eucatex, palestras comandadas por pintores, arquitetos, consultores e formadores de opinião com o objetivo de ministrar novas técnicas de pinturas e estreitar ainda mais o relacionamento com as revendas e o consumidor final. Só no primeiro semestre de 2010 já foram realizadas 169 palestras em 118 municípios. Segundo Bispo, programas como esse ajudam a melhorar a autoestima do profissional de pintura, até então marginalizada pela sociedade e por ele mesmo. “Por muito tempo a atividade do pintor ficou associada ao desempregado que está precisando de um bico para sobreviver. Estamos mudando isso”, afirma. A Eucatex também está de olho nos consumidores das classes C, D e E, que hoje concentram quase 80% do mercado. A empresa aumentou os investimentos na linha de rendimento extra. “Tudo faz parte de um movimento só: as classes menos favorecidas hoje têm papel decisivo no mercado, não só pelo poder de consumo, mas pelo potencial de mão de obra”, avalia Bispo.

 

Quimica e Derivados, Luiz Fernando de Oliveira, consultor de tecnologia da Futura Construção, Feitintas - Encontro setorial salienta a necessidade de investir na formação profssional
Luiz Fernando de Oliveira: dólar baixo tornou máquina de pintura acessível

Há dez anos no mercado de equipamentos para pintura, a Wimpel se beneficiou diretamente da valorização do real que permitiu à empresa importar peças com valores mais baixos e, principalmente, pela mudança estrutural das lojas de tintas, que há muitos anos não se limitam apenas a vender o produto e se tornaram uma espécie de supermercado de equipamentos. A Wimpel, que começou vendendo três equipamentos, hoje comercializa cerca de 65 itens, de compressores a cabines de pintura – o grupo deve fechar 2010 com 20% de aumento de seu faturamento em relação ao ano anterior. Agora, a empresa espera por uma transformação nos hábitos do  pintor profissional, mudança essa que, segundo José Vitorino de Arruda Filho, já está ocorrendo de forma tímida. Ele cita o exemplo do crescimento das vendas de cabine de tinturas, equipamento praticamente ignorado pelo pintor médio. “O pintor trabalhava com uma tinta ótima, com um equipamento de ponta, mas na hora de fazer o acerto de cor ele usava caixa de papelão”, afirma Vitorino. “Ele aos poucos está se conscientizando de que é preciso não só ter uma mão de obra de qualidade, como também cuidar da parte estética de sua oficina.”

Produtos ecoeficientes – Com o setor de tintas e vernizes a todo vapor – segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), a capacidade instalada das empresas bateu os 85%, o que vai garantir um crescimento de 7,3% em relação a 2009, com vendas totais de 1,3 bilhão de litros –, cresce também a preocupação com a questão da sustentabilidade. Para Stiepcich, presidente do Sitivesp, o setor está longe de ser um dos vilões da causa ambiental, sobretudo depois da consolidação do mercado de tintas à base de água, que emite menos compostos orgânicos voláteis para a atmosfera, contribuindo para a preservação do meio ambiente. “A tinta base d’água já é amplamente utilizada no setor imobiliário e automotivo”, afirma Stiepcich. “É claro que ainda existe aquele pintor que tem resistência

Química e Derivados, Valter Bispo, gerente de produtos das Tintas Eucatex, Feitintas - Encontro setorial salienta a necessidade de investir na formação profssional
Valter Bispo: qualificação melhora a autoestima do profissional

à tinta aquosa, que faz questão de sentir o cheiro de solvente e prefere uma tinta mais barata. Mas isso vai mudar rapidamente”, considera.

Por toda a Feitintas era possível verificar a preocupação das empresas em lançar produtos ecoeficientes. A Anjo, além de fabricar tintas, é líder (com cerca de 30% do mercado) no segmento de tíneres, mistura de solventes que é considerada uma das vilãs da questão ambiental. Na feira, a empresa não só apresentou o seu novo conceito visual, como lançou três novas linhas de tíneres, que oferecem redução de impacto à natureza e devem promover uma revolução no setor de solventes. São todos ecoeficientes: Thinner Premium, Thinner Standard e Thinner Econômico, que não contêm tolueno, xileno, benzeno e outros aromáticos, produtos que costumam, além de poluir o ar, atacar o sistema nervoso central. Os planos da Anjo são ousados. Não só fazer com que os ecoeficientes atinjam 20% do mercado já em 2011, como daqui a cinco anos substituam totalmente os tradicionais. “Só não tiramos do mercado o tíner tradicional porque há uma demanda reprimida pelo produto”, afirma Vaty Colombo, diretor de marketing da Anjo. “Mas vamos começar um trabalho forte de conscientização de todos os nossos clientes para que essa substituição seja a mais rápida possível. Por enquanto, o produto ecoeficiente custa cerca de 15% mais caro do que o tradicional. A Anjo espera equilibrar o preço assim que ele começar a ser produzido em larga escala.

 

Química e Derivados, José Vitorino de Arruda Filho, Feitintas - Encontro setorial salienta a necessidade de investir na formação profssional
José Vitorino de Arruda Filho: acerto de cor em cabine fica melhor

Embalagens em 3D – Segundo pesquisas, 53 milhões de mulheres no Brasil são consideradas donas de casa. Isso significa que elas não só controlam o orçamento doméstico, como também influem diretamente nas compras, escolhendo os melhores produtos. O dado mais significativo, porém, partiu de outra pesquisa, realizada no ano passado por alunos do curso de Administração de Empresas com ênfase em Marketing, da Faculdade Opet, de Curitiba-PR. Os pesquisadores descobriram que, ao contrário dos homens, as mulheres são muito mais suscetíveis às ações de merchandising e na hora de escolher materiais de construção, principalmente tintas, louças e pisos, são elas que decidem o que comprar. Nos estandes das empresas de embalagens presentes na Feitintas, essa tendência ficou evidente.

 

A maioria das novas embalagens de tintas, sobretudo as de lata, leva muito em conta, além da praticidade, a questão estética. É o caso da Litografia Valença, que lançou na feira sua nova aposta: embalagens para o segmento de químicos com as impressões texturizadas e em 3D. “Para o pintor não faz diferença, mas para quem compra é um atrativo. E quem compra hoje são as mulheres”, afirma Paulo Arantes, gerente comercial da Litografia Valença.

Química e Derivados, Vaty Colombo, diretor de marketing da Anjo, Feitintas - Encontro setorial salienta a necessidade de investir na formação profssional
Vaty Colombo quer substituir tíner aromático pelos ecoeficientes

Segundo Arantes, ao optar pela comercialização de latas em 3D e texturizadas, a Litografia Valença não espera apenas melhorar a estética de seus produtos, mas poder reproduzir na embalagem, usando a tecnologia tridimensional, o que o cliente pode fazer usando a tinta. “É um recurso a mais, que vamos aproveitar, seguramente”, diz. A embalagem em 3D, apesar de representar para a Valença um custo de 10% a mais do que a embalagem convencional, poderá ser adquirida por menor valor. “As latas em 3D vão representar cerca de 30% da nossa produção de latas em 2011”, afirma Arantes. O mercado de tintas e vernizes representa 40% do faturamento do grupo Litografia Valença, que deve fechar o ano de 2010 com um crescimento de 30% em relação a 2009.

A Prada, gigante do setor de latas de aço, que produz mais de um bilhão de embalagens ao ano, para os segmentos químico e alimentício, também está de olho no consumidor feminino. Na Feitintas, a grande novidade foi a apresentação da embalagem Safety Can, que chegou ao mercado recentemente, e que, segundo a coordenadora de marketing Caroline Fátima, deve agradar, sobretudo, às mulheres, sempre à procura de produtos que ofereçam praticidade. Além disso, a nova embalagem é mais segura, graças à sua forma de abertura, que dispensa o uso de chave de fenda. O formato diferenciado permite total aproveitamento do conteúdo que, além de representar uma economia ao consumidor, está afinado com o discurso ecológico, por não deixar resíduos em seu interior. A embalagem Safety Can pode ser encontrada em latas de ¼ de galão e 1 galão (3,6 litros).

A Prada investe pesado em marketing para não deixar de acompanhar as novas tendências de mercado. Para Caroline, não há mais como ignorar, sobretudo no setor de embalagens de tintas e vernizes, a importância da mulher. A história da evolução da mulher no mercado de trabalho e sua importância na sociedade se confundem diretamente com a evolução estética das latas de tintas. “Até pouco tempo atrás, os homens eram os responsáveis por comprar as tintas e eles não queriam nem saber se essas latas eram práticas ou bonitas, o que importava era apenas o conteúdo”, afirma Caroline. “Aos poucos, as latas com letras garrafais e cinzentas foram trocadas por latas decorativas, bonitas e práticas. A litografia se tornou imprescindível.”

Química e Derivados, Caroline, Feitintas - Encontro setorial salienta a necessidade de investir na formação profssional
Caroline: público feminino prefere embalagens práticas

O discreto estande da Módulo Embalagens era quase imperceptível no meio de outras gigantes do setor. Há apenas seis anos no mercado de tintas, a empresa de Juiz de Fora-MG está otimista para os próximos anos.

Química e Derivados, Paulo Arantes, gerente comercial da Litografia Valença, Feitintas - Encontro setorial salienta a necessidade de investir na formação profssional
Paulo Arantes: lata bonita ajuda a vender tinta para mulheres

Américo Vieira, gerente comercial da Módulo, diz que nem a concorrência das embalagens de plástico será capaz de frear o crescimento da empresa. “As embalagens de plástico custam mais barato e, ao contrário do nosso setor, não dependem apenas de um fornecedor de matéria-prima, mas nós temos também as nossas vantagens, principalmente quando o tema é o meio ambiente”, afirma Vieira. “A verdade é que, enquanto a classe C continuar pintando suas casas, terá mercado para todo mundo.”

 

Menos empolgado que Vieira, mas também esperançoso, o presidente da Abrafati, Dílson Ferreira, preferiu apresentar números que reforçassem o otimismo do setor. Lembrou que o consumo de tintas no Brasil ainda é muito baixo (cerca de sete litros por habitante, muito inferior ao consumo, por exemplo, de países desenvolvidos) e há um enorme déficit habitacional (estimado em 7,9 milhões de casas) para ser reduzido.

Química e Derivados, Dílson Ferreira, presidente de Abrafiti, Feitintas - Encontro setorial salienta a necessidade de investir na formação profssional
Dílson Ferreira: consumo per capita de tintas ainda é baixo no BR

Como a construção civil corresponde a 65% da produção de tintas no país e em torno de 60% do faturamento total, basta uma simples equação matemática para calcular o enorme potencial de crescimento do setor. “Podemos alcançar números fantásticos, mas para tanto será preciso que toda a cadeia produtiva perceba a importância de capacitar a mão de obra. Não é apenas um problema do setor de tintas e vernizes, mas um problema brasileiro”, afirma Ferreira.

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