Tintas e Revestimentos

FEITINTAS 2012 – Entidades setoriais somam forças para revitalizar feira

Marcelo Fairbanks
15 de julho de 2012
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    Recuperação de mercado – O início do segundo semestre promete trazer a recuperação de vendas, estagnadas durante a primeira metade do ano. “O mercado está muito instável, com altos e baixos. A indústria de tintas teve um desempenho fraco no primeiro semestre, mas acreditamos em resultados um pouco melhores no restante do ano, abrindo espaço para um crescimento mais consistente em 2013. Esperamos crescer 1% acima do PIB no próximo ano, o que pode significar uma expansão de 5%”, avaliou Dilson Ferreira.

    “As oportunidades estão por aí, quem se esconde delas vende menos”, disse Stiepcich, defendendo a participação maciça do setor na Feitintas, promoção à qual sua empresa nunca faltou. “Os dados agregados podem mostrar uma queda, mas algumas empresas, como a Futura, tiveram um primeiro semestre com vendas muito boas”, informou. “E os primeiros números do segundo semestre já superam os do ano anterior.”

    Ferreira acredita que o aumento da renda das famílias manterá elevados os níveis de consumo de bens, alavancando a venda de tintas. “As medidas oficiais de incentivo à construção civil e de desoneração fiscal de bens de consumo duráveis, como eletrodomésticos, veículos e móveis, também melhoram o quadro”, comentou.

    Dados apresentados pela entidade setorial no Fórum Abrafati de Tintas, em agosto, indicaram a expectativa de crescimento entre 2% e 3% no mercado das tintas imobiliárias no país. A pintura automotiva original deve apresentar uma redução na mesma magnitude, entre 2% e 3%, enquanto o setor de repintura tende a ampliar o consumo de tintas entre 3% e 4%.

    O Sitivesp apontou o crescimento do consumo nacional de tintas em 2011 de 2,53% sobre o ano anterior, somando 1,495 bilhão de litros. Esse volume gerou um faturamento de US$ 5,12 bilhões em 2011, contra US$ 4,51 bilhões registrados em 2010 (veja tabela).

    Química e Derivados, FEITINTAS 2012, Números do setor de Tintas e Vernizes

    Números do Setor – Clique para ampliar

    O presidente da Abrafati observa que o setor já enfrentou vários momentos de instabilidade em sua história e acumulou experiência para lidar com situações adversas. “Além de buscar formas de reduzir custos e racionalizar o uso de insumos, temos de investir na promoção e valorização das tintas. O consumidor, cujo dinheiro é disputado por inúmeros produtos e serviços, precisa estar convencido da importância das tintas e da pintura. O setor tem trabalhado nessa direção, ao lançar produtos cada vez mais inovadores e sustentáveis, com alta qualidade, enquanto investe na capacitação de pintores, pois o consumidor, ao comprar a tinta, não quer o líquido, mas a parede ou outra superfície pintada”, salientou. Ele acrescentou que o setor deve seguir trabalhando para sensibilizar o governo para intensificar as medidas de estímulo à economia e também a desoneração fiscal. Em tempo: o Ministério da Fazenda acabou de anunciar que prorrogou até o dia 31 de dezembro de 2013 o período de isenção do IPI incidente sobre tintas e materiais de construção em geral.

    Química e Derivados, FEITINTAS 2012, Dilson Ferreira, presidente executivo da Abrafati

    Ferreira: feira ajuda a criar clima positivo para o futuro

    “O fato de a Feitintas estar sendo realizada em um período de incertezas e instabilidades deve ser interpretado como positivo, pelo estímulo que proporciona aos negócios e à criação de um clima mais otimista para o futuro, que tem perspectivas bastante favoráveis”, ressaltou Ferreira.

    Aproveitar a ocasião – Custa caro participar de uma feira de negócios. Além do aluguel do espaço e da montagem do estande, é preciso computar as despesas para manter as equipes de atendimento durante o evento e muitas outras. “É preciso que o expositor se prepare muito bem para aproveitar o investimento”, apontou Telma Florêncio.

    Isso começa pela escolha e dimensionamento do espaço a ser ocupado. Para Telma, o tamanho do estande deve ser proporcional ao do negócio, sem exageros. As expositoras também devem se apresentar de forma adequada, projetando seus valores para o mercado. A organização dos trabalhos durante a feira começa bem antes dela. “Os participantes devem antecipar a agenda de reuniões com os principais clientes para evitar atropelos e perdas de oportunidades”, aconselhou. Durante uma feira, é possível falar com dez a vinte clientes no mesmo dia, enquanto fora dela isso levaria meses. “Os lançamentos de produtos devem ser bem planejados e divulgados para aproveitar o momento”, disse.

    Telma também recomenda atenção para o fato de os negócios não se encerrarem com a feira. “Muitas conversas precisam ser continuadas depois e podem render resultados importantes”, observou. Por isso, ela aconselha: menos festa e mais negócios.

    A feira pode ser vista por um ângulo inusitado. “Teremos uma grande visitação de empresas do exterior que ainda não atuam no nosso mercado. São distribuidores, redes de varejo e até fabricantes de tintas que podem ter interesse em adquirir alguma empresa ou promover associações”, comentou a líder da Feitintas.



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    2 Comentários


    1. Serginho ribeiro

      Quero saber se vocês têm representante na cidade de São Carlos São Paulo…quero saber telefone da loija de São Carlos sp


    2. jander

      Com relação aos COADORES MODELO
      Qual a variação de micragem dos filtros?
      Qual o custo?
      Qual o prazo de entrega?
      E qual a disponibilidade de se fazer um teste?

      Att



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