Fiema reúne tecnologia de ponta na área ambiental

Química e Derivados, Presença de visitantes qualificados nas 50 palestras marcadas deve ser grande
Presença de visitantes qualificados nas 50 palestras marcadas deve ser grande

Novidades, tendências e soluções relacionadas à gestão ambiental estarão em foco durante os dias 10 e 12 de abril, em Bento Gonçalves-RS, na 8ª edição da Fiema Brasil – Feira de Negócios, Tecnologia e Conhecimento em Meio Ambiente, que vai reunir cerca de 120 expositores no Parque de Eventos do município.

“São esperados em torno de dez mil visitantes. Além de conhecimento, a Feira fomenta a realização de bons negócios e networking, de modo que os empresários podem aprender uns com os outros e alinhar transações vantajosas para ambos”, declara Jones Favretto, presidente da Fiema Brasil 2018.

Química e Derivados, Favretto: feira dissemina as as melhores técnicas do setor
Favretto: feira dissemina as as melhores técnicas do setor

A feira tem o compromisso de informar e orientar empresas e indústrias a buscarem soluções de produção sustentáveis – ou seja, investirem em gestão ambiental. Para isso, “une negócios, tecnologia e conhecimento em gestão ambiental para propagar melhorias práticas e teóricas, reunindo estudantes, pesquisadores, líderes de grandes empresas e demais interessados na pauta sustentabilidade”, acrescenta o executivo.

Paralelamente, o FiemaCon é o espaço da feira onde conhecimento, reflexões e networking se mesclam em um intercâmbio de ideias e soluções oriundos de cases nacionais e internacionais, na definição de Favretto. Este ano, ao redor de 50 palestras serão realizadas em quatro auditórios, com capacidade para acomodar 1,3 mil pessoas simultaneamente.

6º Congresso Internacional de Tecnologias para Meio Ambiente. Organizado em parceria pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) e a Fundação Proamb, realizadora da Fiema Brasil, tem como tema “Inovação com sustentabilidade em tempos de mudança”. Vai premiar trabalhos científicos em 14 áreas, entre elas química ambiental, recuperação de áreas degradadas e recursos hídricos.

“Isso permite a transferência de tecnologias para uso nos mais diferentes setores que trabalham com meio ambiente”, aponta o diretor do congresso, o professor Lademir Luiz Beal, pesquisador da Universidade de Caxias do Sul (UCS), onde coordena o mestrado profissional em Engenharia e Ciências Ambientais.

Beal argumenta que as empresas que investem não apenas pela exigência legal das leis ambientais, mas para se reposicionarem no mercado, têm retorno financeiro e se tornam mais competitivas: “Todo investimento em sistemas de gestão ambiental tem um reflexo direto na qualidade da matéria-prima, insumo, modificação em processos e tecnologias, resultando em um aumento da qualidade do produto final com redução de custos”.

Por isso, o número de empresas socialmente responsáveis tem aumentado. Além da economia, ser percebido pelo mercado consumidor como uma organização pautada em limites éticos faz crescer a estima pela marca. “Ter um selo de boas práticas ambientais também possibilita o ingresso de empresas em mercados mais restritivos. Missões estrangeiras, quando visitam potenciais exportadoras, fiscalizam também todo o sistema de gestão ambiental da empresa, incluindo a estação de tratamento de efluentes”, salienta o professor. As palestras ocorrerão nos dias 10 de abril, das 9h15min às 13h, e 11 e 12, das 9h às 12h.

6º Seminário Brasileiro de Gestão Ambiental na Agropecuária. Abordará a redução de passivos para uma agropecuária sustentável. Oferecerá uma oportunidade de avançar nas discussões de problemas como contaminantes e resíduos e debater os antídotos para detê-los, como maior utilização de biocombustível, produção orgânica e depósito de agrotóxicos. A realização é fruto de parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – campus Bento Gonçalves (IFRS-BG) e Sindicato Rural, e conta com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) como apoiadora. Nos dias 11, das 9h às 12h30min e das 14h às 17h30min, e 12, das 9h às 12h30min.

5º Seminário de Segurança do Trabalho. Sob o tema “Gerência de risco na área de segurança do trabalho”, abordará avanços em decorrência da tecnologia; mudanças na legislação trabalhista brasileira; e gestão em segurança. Os assuntos ficarão a cargo, respectivamente, da DNV GL – gigante norueguesa de garantia de qualidade e gerenciamento de riscos –, da Dupont Spiller Advogados Associados – escritório de Bento Gonçalves com mais de 40 anos de atuação e unidades também em Porto Alegre e São Paulo – e da DuPont – companhia transnacional com reconhecida atuação em segurança industrial, apresentando a solução Stopo. Nos dias 10, 11 e 12, sempre das 9h às 12h.4º Meeting Empresarial. A programação será aberta por Oscar Motomura, fundador e CEO do grupo Amana-Key, empresa voltada à gestão e à liderança de organizações tanto públicas quanto privadas. Ele é uma espécie de guru no mundo dos negócios. As suas propostas procuram desenvolver um elevado nível de consciência nos executivos, buscando prepará-los para os desafios do futuro e fazendo-os se reinventarem estrategicamente todos os dias.

Na sequência, Clovis Tramontina, apresentará o case da centenária empresa fundada por seu avô, Valentin. A Tramontina é uma das maiores fabricantes de ferramentas e utensílios para cozinha, com mais de 18 mil itens no portfólio. A preocupação não é só ofertar produtos de qualidade. A companhia assume a sua responsabilidade social através de um eficaz programa de gestão ambiental e investe em tecnologias para a minimização dos impactos gerados pelas atividades fabris. Conta ainda com uma gestão de resíduos própria e integrada para as unidades da Serra Gaúcha e um Comitê Ambiental que compartilha práticas e experiências entre todas as unidades.

Antonio Joaquim de Oliveira, presidente da Duratex, vai falar sobre a estratégia de sustentabilidade do grupo, baseada em oito temas estratégicos e 45 metas a serem cumpridas até 2025. Entre as práticas, adota processos para reduzir o consumo de recursos naturais, mantém um programa de educação para os colaboradores e um robusto programa de gestão de fornecedores, com avaliação dos aspectos éticos e socioambientais. Por meio das marcas Duratex (painéis de madeira), Durafloor (pisos laminados), Deca (louças e metais sanitários), Ceusa (revestimento cerâmico) e Hydra (duchas e torneiras elétricas), construiu uma reputação que a coloca como líder em quase todos segmentos em que atua.

“A visão de que é possível adequar o negócio aos atuais preceitos e exigências de compromissos econômicos, sociais e ambientais, de forma simples, sem maiores dificuldades, deve servir de inspiração para que outros empresários sigam os seus exemplos”, afirma a coordenadora da conferência, Maristela Cusin Longhi.

“Não há mais espaço no mercado para quem se posiciona de qualquer forma. Questões como sustentabilidade, responsabilidade social e ética precisam estar intrínsecas na cultura das empresas”, recomenda Maristela. O encontro tem como tema “Atitudes sustentáveis: nosso jeito de ser e fazer, garantindo resultados” e será realizado dia 10 de abril, às 9h.

2º Seminário de Energias Renováveis. Além de tratar sobre licenciamento e políticas de incentivo, abordará as energias hídrica, biogás e biometano, solar e eólica. A diversificação da matriz energética brasileira é um dos assuntos em pauta face à limitação dos recursos naturais – e da potencialidade que o país tem e pode explorar. Identificar e aplicar tais oportunidades são os objetivos do seminário, dirigido pela professora doutora da PUC, Aline Cristiane Pan. 11 de abril, entre 9h e 16h30min.

1º Seminário Internacional de Resíduos Industriais e Urbano, novidade do FiemaCon, esse encontro é voltado à identificação de oportunidades para gerar negócios, com a destinação correta e sustentável de resíduos. O case de países como Portugal, Finlândia e Áustria que, alicerçados numa legislação que os apoiou a encontrar uma forma de criar novas receitas, será um dos destaques. No dia 11 de abril, das 13h às 17h. Tema: “Como transformar resíduos de problema em desenvolvimento social, econômico e ambiental”.

Química e Derivados, Os organizadores esperam mais de 10 mil visitantes nos três dias do evento
Os organizadores esperam mais de 10 mil visitantes nos três dias do evento

“Com sete edições já realizadas, a Fiema Brasil cumpre com êxito o papel de ressaltar a importância de tecnologias que permitam impulsionar o desenvolvimento com mais eficiência produtiva e menos desperdício”, assevera Favretto. Quando se fala em gestão ambiental, um dos principais conceitos é o de minimizar perdas, pois tudo o que se utiliza na confecção de um produto tem valor.

“Isso faz da gestão ambiental um mundo de oportunidades para empreendedores – e é isso que a Fiema se propõe a fazer, criar um novo polo de negócios ambientais”, evidencia Favretto. “Uma dessas oportunidades, ainda muito tímida no Brasil, mas já desenvolvida em países como a Alemanha, é a logística reversa, ou seja, um conjunto de ações para viabilizar a coleta e a restituição de resíduos sólidos ao setor empresarial para posterior reaproveitamento. A gestão ambiental, hoje, está espalhada em várias frentes. Uma delas são os prédios sustentáveis, projetados para maior aproveitamento da iluminação e da ventilação naturais, evitando o uso excessivo da luz elétrica e do ar-condicionado; equipados para reaproveitar água da chuva, aproveitar energia eólica ou aquecimento solar, entre outros”, realça.

O aproveitamento energético de resíduos é outro meio de se fazer gestão ambiental. Nessa área, enfatiza Favretto, “a Proamb tem uma série de serviços e soluções para que as empresas invistam nesse tema, que é uma grande fonte de riqueza sustentável. Temos muitas oportunidades e evoluções a serem feitas. Às vezes as pessoas querem trabalhar no exterior, mas as oportunidades estão aqui, temos muito mercado no Brasil”.

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