Febrava: Avanço nas metas ambientais

Avanço nas metas ambientais do Protocolo de Montreal se reflete sobre as inovações tecnológicas e no volume de negócios deste ano

O reconhecido sucesso do Protocolo de Montreal como um esforço exemplar de colaboração política, científica e econômica desenvolvido pela comunidade internacional para a preservação da camada de ozônio nos últimos 20 anos, refletiu-se nas inovações ambientalmente corretas e no aumento potencial do volume de negócios apresentadas ao mercado na 15ª Edição da Feira Internacional de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento de Ar (Febrava), realizada entre 18 e 21 de setembro,em São Paulo.

Colocada entre as cinco maiores exposições do setor no ranking mundial, a 15ª Febrava atraiu um público de 25 mil compradores aos estandes de 550 empresas de 35 países distribuídos por 32 mil m² do Centro de Exposições Imigrantes. No final da feira, os expositores estimaram um total de vendas de aproximadamente R$ 200 milhões.

Nas rodadas de negócios, encontros profissionais e debates acadêmicos promovidos paralelamente à 15ª Febrava, os empresários e autoridades manifestaram suas posições sobre os caminhos para o crescimento do setor.

Segundo eles, além da prospecção de novas tecnologias, esse caminho deverá ser alicerçado sobre os novos conceitos de sustentabilidade competitiva e da responsabilidade sócio-ambiental do mercado.

O presidente da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), João Roberto Minozzo justificou a relação tecnológico-ambiental do setor como fundamento para a ampliação do mercado interno e da internacionalização dos produtos do setor.

Para atingir essas metas, Minozzo recomenda que é preciso manter o setor no aprimoramento da eficiência técnica – ao fazer uma alusão ao 10º Congresso Brasileiro de Refrigeração (Conbrava), que ocorreu simultaneamente à Febrava 2007, onde acadêmicos e profissionais debateram a alternativas para controle dos fluidos refrigerantes, energia e a qualidade do ar interior.

“Na busca de soluções alternativas para elevar os níveis de eficiência, utilização racional de fontes de energia ou dos nossos recursos naturais, não há mais como negligenciar o fato de que a evolução tecnológica do setor é diretamente proporcional à preservação ambiental”, disse Minozzo.

Os empresários e o governo já depreenderam o sentido dessas tendências e estão sendo práticos, disse o chefe de gabinete da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (Semuc), Geraldo Augusto de Siqueira Filho. O destaque concedido ao Brasil como um dos países mais engajados contra a emissão de gases prejudiciais à camada de ozônio na entrega do prêmio Protocolo de Montreal, segundo ele, já seria uma manifestação disso:

“Esse prêmio é resultado do trabalho ambiental de toda a indústria reunida nessa 15ª Febrava” – reconheceu Siqueira Filho.

Potencial destruidor reduzido – Sob todos os aspectos, empresários, técnicos e autoridades políticas concordam que o Protocolo de Montreal se revelou extraordinariamente bem-sucedido: os 191 países signatários eliminaram em torno de 95% das substâncias que destroem o ozônio da atmosfera.

Agora a expectativa é que, até2075, a camada de ozônio que protege a Terra retome gradualmente os níveis anteriores à década de 80 – quando as emissões de CFCs (clorofluorcabonos) e HCFCs (hidroclorofluorcarbonetos) atingiram seus níveis mais elevados.

Química e Derivados, Samoel Vieira de Souza, Vice-presidente de tecnologia e meio ambiente da Abrava, Febrava - Avanço nas metas ambientais do Protocolo de Montreal se reflete sobre as inovações tecnológicas e no volume de negócios deste ano
Vieira de Souza: metas antecipadas

“Mas, sobretudo, o Protocolo de Montreal poderá servir também como um testemunho de que a comunidade internacional tem capacidade para enfrentar cooperativamente os desafios globais”, afirmou o vice-presidente de tecnologia e meio ambiente da Abrava, Samoel Vieira de Souza.

“Brasil e Argentina se uniram para apresentar uma proposta de antecipar as datas-limite das metas estabelecidas pelo Protocolo de Montreal”. A união do Brasil com a Argentina pretende reforçar a idéia de que a política ambiental não deve ser assumida por um ou outro país.

“Ela deve ser global e nossa união deverá servir de exemplo aos países que relutam em aceitar recomendações de órgãos como o Protocolo de Kioto e Montreal, além de outras convenções que estão preocupadas com as mudanças climáticas no desenvolvimento desse século.”

No acordo, segundo Vieira de Souza, a primeira etapa para o uso de gases prevê o congelamento do consumo de HCFC no Brasil até 2016, com a sua eliminação completa até 2040.

“Queremos reduzir esse prazo de congelamento em 2012 e a eliminação para 2030, que é a data prevista para os países do chamado Primeiro Mundo”, adianta o presidente da Abrava.

“Para tanto, é preciso que se faça um cronograma de eliminação gradual, o chamado phaseout das substâncias, para que a indústria possa cumpri-lo e o mercado não seja penalizado pela escassez do produto e aumento de preços”.

Também conhecidos também como freon, os gases CFCs foram muito usados na década de 80 e 90 para refrigeração em geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, como propelente de aerossóis e extintores de incêndio.

No Brasil, a redução do uso dos CFCs teve início com o descarte de embalagens dos aerossóis contendo resíduos desses gases.

Com a proibição da fabricação de sprays, refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado à base de CFC, conseqüentemente, suas importações foram vetadas.

Resumindo: de1995 a2005, o País cortou suas emissões em 9.928 toneladas de Potencial Destruidor de Ozônio (PDO), unidade usada para medir os danos à camada que protege a Terra contra os efeitos das radiações solares que provocam problemas de saúde e perdas na produtividade agrícola.

Atualmente o País ocupa a quinta posição entre as nações que mais diminuíram o uso dos CFCs na última década, numa lista de 172 países da divisão de estatística das Nações Unidas.

O volume brasileiro só é inferior ao da China, Estados Unidos, Japão e Rússia. Dados recentes do Ministério do Meio Ambiente mostram que esta tendência se mantém no Brasil: no ano passado, o mercado interno usou apenas 479 toneladas do produto.

Os gases CFCs, ainda que em pequena escala, continuam presentes em eletrodomésticos com mais de dez anos de fabricação e em inaladores contra asma.

“Os inaladores com CFC serão abandonados a partir de outubro, em um convênio que fecharemos com o Ministério da Saúde”, adiantou o diretor de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Ruy de Góes, acrescentando que o Plano Nacional de Eliminação de CFCs deverá antecipar a inutilização desses gases em produtos nacionais a partir de 2009, um ano antes da data-limite estabelecida pelo Protocolo de Montreal aos países em desenvolvimento.

Ilhas tecnológicas– Para demonstrar estruturalmente e reforçar o empenho do setor na redução das agressões ambientais com a sustentabilidade, os promotores da 15ª. Febrava (Alcântara Machado e Reed Exhibitions) criaram oito espaços dinâmicos chamados de ilhas temáticas.

Nesses espaços, o público pôde interagir com a simulação das cadeias de produtos funcionando em ambientes reais nos segmentos de aquecimento solar, automação e controle, cadeia do frio, conforto térmico, energias alternativas, ozônio-proteção ambiental, áreas limpas e formação profissional.

Coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente, a ilha temática Ozônio- Proteção Ambiental destacou o cumprimento do Protocolo de Montreal no País, por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com o apoio financeiro do Fundo Multilateral.

Segundo Cristina Ferrão, do PNUD, o plano organizou projetos para recolher e reciclar os equipamentos que ainda usam CFCs, tais como eletrodomésticos antigos, aparelhos de ar condicionado de automóveis usados.

Química e Derivados, Cristina Ferrão, do PNUD, Febrava - Avanço nas metas ambientais do Protocolo de Montreal se reflete sobre as inovações tecnológicas e no volume de negócios deste ano
Cristina Ferrão, do PNUD: indústrias do setor podem controlar emissões de CFC sem custos

“De 1994 até agora, o PNUD implantou 157 projetos para ajudar o governo no cumprimento das metas do Protocolo de Montreal”, disse Cristina Ferrão.

Sem custo para as empresas, esta iniciativa do PNUD garante o treinamento de técnicos em manutenção de refrigeradores e condicionadores de ar, além da doação de máquinas para recolher os CFCs, um kit basicamente composto por um identificador de gases, uma recolhedora de fluidos refrigerantes e um equipamento de regeneração.

A participação depende apenas da empresa solicitar a recolhedora de fluídos refrigerantes do PNUD. Após a coleta do gás refrigerante dos equipamentos, a empresa encaminha os resíduos para os pontos de recebimento da Gresocol/ Bandeirantes Refrigeração, encarregada de analisar o tipo de fluído e seu grau de contaminação. A última etapa nesse fluxograma é a efetiva regeneração dos gases e seu retorno ao mercado, a um custo até 30% abaixo do produto novo.

Com a aplicação dessa metodologia, o PNUD já ajudou mais de 100 países a eliminarem perto de 63.000 toneladas de substâncias nocivas à camada de ozônio. Na Índia, por exemplo, 80 pequenas e médias empresas foram apoiadas na redução de 290 toneladas de clorofluorcarbono- 11 (CFC-11) resultantes da manufatura de produtos isolantes de poliuretano.

Poliuretano ecológico– A produção média anual de poliuretano no Brasil é de aproximadamente 335 mil toneladas. Dentro de cinco anos, em 2012, deverá aumentar para 441 mil toneladas.

Porser um produto extremamente resistente, maleável e de baixo custo, em um curto período o poliuretano assumiu a condição de matéria-prima estratégica nas indústrias de colchões, móveis, veículos, construção civil, refrigeração, tecidos, esporte e lazer, calçadista, mineração, naval e, mais recentemente, em aplicações para computadores e adesivos aeroespaciais.

O amplo espectro de utilização do poliuretano deixa também uma grande quantidade de resíduos – ao redor de 2,5 mil toneladas/mês em todo País.

O fim destes restos normalmente é a queima indiscriminada ou o descarte em aterros industriais, onde podem levar até alguns milhares de anos para se decompor.

Alguns países inclusive se recusam legalmente receber produtos e embalagens que contenham poliuretano, porque não possuem o ‘selo verde’ dos produtos recicláveis.

O percentual médio de resíduos de poliuretano no País é de 8% sobre o total da produção final, 26.778 toneladas em 2006. Para2012, aprojeção de descarte é de 35.275 toneladas de resíduos.

Aparentemente negativa essa estimativa na produção de resíduos de poliuretano num futuro próximo se transformou em um fato auspicioso para uma pequena indústria na serra gaúcha de Farroupilha (RS), a Ecopol Reciclagem de Polímeros.

Química e Derivados, Eduardo Kersting, Diretor da Ecopol, Febrava - Avanço nas metas ambientais do Protocolo de Montreal se reflete sobre as inovações tecnológicas e no volume de negócios deste ano
Kersting: empresa pretende reciclar 40% dos resíduos de poliuretano no País até 2012

“Até 2012, acreditamos que deveremos ocupar nossa capacidade na reciclagem de pelo menos 40% do total resíduos de poliuretano no País”, planeja o diretor da Ecopol, Eduardo Kersting.

Na Febrava 2007, a empresa de Kersting lançou o Ecopol Eter 307 – um poliol ecológico fabricado a partir de resíduos de poliuretano.

De acordo com ele, o produto pode ser utilizado em até 30% sobre o peso do poliol virgem, o que possibilita a fabricação de peças com excelentes características físicoquímicas e ainda oferece a possibilidade de ser usado na íntegra, sem a necessidade de outros aditivos virgens.

“Esta inovação vai contribuir na economia  dos derivados de petróleo”, explica Kersting. “Já que a base do poliol ecológico é vegetal a nova tecnologia certamente vai estabelecer um diferencial representativo para o Brasil, como o único país no mundo a produzir este produto.”

O processo de reciclagem desenvolvido pela Ecopol permite a captura dos gases contidos nas espumas de poliuretano, também nocivos à camada de ozônio. Por isso, os técnicos do PNUD procuraram a empresa para estudar o estabelecimento de uma parceria.

Onda bionanológica na Ilha Salas Limpas – A revolução imperceptível a olho nu provocada pela onda nanotecnológica demonstrou na ilha temática da Sociedade Brasileira de Controle de Contaminação (SBCC) alguns de seus avanços no segmento biotecnológico – que torna possível, por exemplo, a criação de nanodispositivos capazes de percorrer a circulação sanguínea e detectar doenças, reparando os órgãos afetados.

Mais especificamente, foram feitas demonstrações públicas sobre o uso, ampliado significativamente nos últimos dez anos, da nanotecnologia na produção da Medicina e dos cosméticos.

Sob a coordenação da professora-doutora Nádia Bou Chacra, os alunos da Faculdade de Farmácia da Universidade de São Paulo (USP) fizeram uma prova no laboratório de produção de nanocápsulas classe ISO 5/6 — contendo as substâncias ativas para a formulação de um invento nanobiotecnológico desenvolvido pela própria dra. Nádia Chacra: um colírio que se mantém fixo nas membranas oculares, como se fosse uma lente de contato. Os estudantes da Faculdade de Farmácia da USP também realizaram outras simulações com nanocápsulas para produzir vitaminas aplicadas em cremes e loções cosméticas.

Química e Derivados, Nádia Bou Chacra, Professora-doutora da USP, Febrava - Avanço nas metas ambientais do Protocolo de Montreal se reflete sobre as inovações tecnológicas e no volume de negócios deste ano
Nádia: salas limpas eficazes na manipulação nanotecnológica

“Posso assegurar que o laboratório montado aqui dentro do novo conceito de áreas limpas é o laboratório dos meus sonhos”, confessou a dra. Nádia.

Ela explicou que o conceito de ambiente laboratorial como área limpa cada vez mais ganha força e importância também para as indústrias do alimento, mecânica e microeletrônica, além da biotecnológica.

“É um espaço onde se pode controlar com precisão a concentração de partículas em suspensão no ar, oferecendo condições para procedimentos de alta tecnologia, caso da produção de nanocápsulas que desenvolvemos”, esclareceu a professora.

Depois que se constatou o comprometimento com a qualidade e parametrizações regulamentadas por certificação ISO, naturalmente houve uma ampliação da utilização das áreas limpas pelas indústrias de tecnologia de ponta.

O planejamento de construção de projetos de Salas Limpas depende de uma longa cadeia de fornecedores de materiais, equipamentos e serviços. A ilha da SBCC/Salas Limpas foi instalada num espaço de400 m², ocupados por 40 empresas fornecedoras de equipamentos de infra-estrutura laboratorial e de climatizadores modulares centrais, unidades desumidificadoras do ar do processo químico, dispositivos e tetos filtrantes, cabines unidirecionais de fl uxo, painéis elétricos, inversores, conversores, sensores de PLCs, transmissores e ativadores.

A ilha da SBCC reservou uma área para experimentos em biossegurança na produção de vacinas e um biotério. Na condição de usuária de salas limpas, a diretora de desenvolvimento tecnológico e produção do Instituto Butantan, Hizako Gongo Isaki, explicou que no momento em que os técnicos estão produzindo uma vacina, eles manipulam microrganismos vivos, exigindo a proteção tanto do operador como do meio ambiente contra qualquer contaminante que participe dos procedimentos.

“Temos de operar no interior de uma sala extremamente controlada, como devem ser as salas de biossegurança nível4.”

No laboratório de biossegurança nível 3 da SBCC, coordenado por Isaki, foram realizadas durante a feira, demonstrações de manipulação de um vírus gripal suspeito de possuir a capacidade de provocar uma pandemia.

“Estamos manipulando com esse vírus, que requer todo o cuidado. Porque não pode evidentemente ocorrer o vazamento desse tipo de vírus para o ambiente externo”, disse Isaki, acrescentando que a capacidade de isolamento das Salas Limpas desenvolvidas no País é absolutamente confiável.

“A qualidade dos filtros, incubadoras, pisos, divisórias, bancadas e outros equipamentos na infra-estrutura das Salas Limpas não perde em nada para os similares estrangeiros”, avaliou a especialista, com base em uma recente transferência de tecnologia que o Instituto Butantan realizou com a França.

Carro ecologicamente correto – A demonstração de um protótipo de carro a hidrogênio cinco vezes mais econômico que veículo um comum, reduzindo um terço da emissão de gás carbônico, foi a inovação tecnológica que o Laboratório de Hidrogênio do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Estratégico da Unicamp apresentou na ilha de Energia Alternativas da feira.

Segundo o estudante Diego Vaz Pontes Comba, aluno do Laboratório de Hidrogênio da Unicamp, o automóvel foi desenvolvido pela equipe do professor Ennio Peres da Silva, em parceria com o Ceneh (Centro Nacional de Referência em Energia do Hidrogênio), com base no projeto de um conversor de álcool comum (etanol) em hidrogênio.

Química e Derivados, Diego Comba, Aluno da Unicamp, Febrava - Avanço nas metas ambientais do Protocolo de Montreal se reflete sobre as inovações tecnológicas e no volume de negócios deste ano
Diego Comba, aluno da Unicamp

“A indústria automotiva considera o hidrogênio um gás combustível de grande potencial, tanto pelo alto aproveitamento da energia obtida como por sua queima”, explicou o estudante Vaz Comba.

“A vantagem ambiental da queima de etanol convertido a hidrogênio é que ela não resulta emissão de poluentes como óxidos de enxofre, nitrogênio e compostos orgânicos particulados. Como subproduto desta queima, apenas água.”

No protótipo da equipe do professor Ennio Peres, o hidrogênio foi utilizado nas chamadas células de combustível, porque é mais eficiente que os motores a combustão na transformação das moléculas do gás em energia elétrica, que movimenta o motor do carro.

Estas células de combustível, explica Vaz Comba, já são comercializadas e servem de base para ônibus e alguns órgãos do governo federal, como os Correios, que usam o hidrogênio como fonte de energia em seus veículos.

Com um conversor de etanol, o Laboratório de Hidrogênio da Unicamp possibilitou da produção de hidrogênio obtido do álcool. No protótipo, o etanol fica estocado num tanque de álcool comum, enquanto o hidrogênio é produzido à medida da exigência do motor. “Um tanque de50 litrosde álcool equivale a 12 cilindros de gás”, disse o estudante.

O protótipo é melhor também porque não depende do movimento intermediário de um pistão.

“Isso pode ser traduzido em maior eficiência na geração de energia, que chega a ser até cinco vezes maior que num motor a combustão”, explica o estudante.

Além dessas vantagens, a experiência com o protótipo comprovou os benefícios econômicos em virtude da redução do custo do hidrogênio produzido de combustíveis como o etanol. No exterior, já foram patenteados conversores para outros combustíveis, como o metanol.

O conversor de etanol, porém, se constitui uma autêntica inovação no País.

Lançamentos e inovações– A organização da 15ª Febrava concedeu um selo de inovação tecnológica para trinta produtos selecionados por uma comissão.

Além das empresas que receberam o selo, na maioria dos estandes deu um toque de inovação nos sistemas de refrigeração antibactericida, aquecimento solar, isolantes térmicos flexíveis e sistemas de climatização como o Clean Air – produzido pela Capmetal, empresa sediada no Rio de Janeiro, especializada em controle ambiental atmosférico.

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Motor a etanol convertido a hidrogênio para gerar benefícios ecológicos e econômicos

O Clean-Air é um depurador físico-químico-biológico capaz de fazer a extração hidráulica dos contaminantes aerodispersos contidos na corrente de retorno do ar climatizado.

Segundo seus fabricantes, este produto assegura a estabilização da qualidade do ar inalável independentemente do estado de contaminação da rede de dutos.

Opera com líquido refrigerado, reduzindo a carga térmica nas tomadas de ar externo, impedindo a elevação da umidade do ambiente.

Entre as soluções para climatização, a Johnson Control mostrou as possibilidades de um gás inofensivo ao ambiente em seus produtos para a climatização de espaços domésticos e também em hotéis, aeroportos e hospitais. Como o Mini Split High Wall York operado com gás refrigerante R410, classificado pela Johnson Control como ecológico.

A série de produtos das empresas Tuma, apresentados como de baixo impacto ambiental, consumo econômico de energia e custos operacionais econômicos, oferece soluções inovadoras em ar condicionado, co-geração, refrigeração, filtragem eletrostática, ventilação e exaustão, além de sistemas de aquecimento solar – classificados com o selo A, em economia e eficiência do Inmetro.

Na linha branca, a Consul apresentou o primeiro refrigerador equipado com filtro antibactérias e redutor de odores. Essa inovação, que impede a proliferação de bactérias, dispõe de dois modelos, o CRM 49 e o CRM 45, que garantem um ar mais saudável dentro do refrigerador e alimentos mais frescos.

A Elgin mostrou um equipamento que produz uma cortina de ar para ambientes climatizados, mantendo a temperatura de locais refrigerados, impedindo que o ar frio e o quente se misturem. A inovação foi apresentada como ideal para as portarias de escritórios e supermercados e locais de fluxo constante.

No estande da Globus, foi lançado um produto inovador para a supervisão térmica a distância do transporte de cargas perecíveis. O GS_G2000 compõe com os controladores Globus um sistema integrado de controle e monitoração remota (via sistema GSM/GPRS) do frio no transporte e armazenagem de produtos alimentícios e perecíveis congelados ou refrigerados.

Uma das novidades em isolamento térmico da Polipex é a manta Polipex Duct, fabricada com material quimicamente inerte e atóxico, capaz de reter a liberação de partículas no ambiente por causa da densidade de 200 células fechadas por centímetro quadrado, inibindo a proliferação de microrganismos em ambientes climatizados.

Métodos inovadores para unir tubulações foram demonstrados pela Alvenius, por meio do sistema de acoplamentos Vitaulic Grooved, que utiliza tubos com ponta ranhurada unidos por acoplamentos mecânicos.

As vantagens que o sistema promete vão desde a atenuação de vibração e ruído, fácil manutenção, expansão e alinhamento até a obtenção de tensão sísmica.

A economia de tempo – seis vezes mais rápido para montar em relação aos sistemas convencionais – é outro benefício que seus fabricantes utilizam como argumento de vendas.

Saiba mais: Febrava – Tempo de abertura de novos mercados

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