FCE Pharma reuniu ingredientes e equipamentos inovadores

A recente parceria selada com a Corel Pharma Chem,uma das maiores fabricantes de polímeros para revestimentos da Índia, vem propiciando à quantiQ a oportunidade de oferecer ao mercado brasileiro uma das mais completas linhas de revestimentos para medicamentos à base de ácidos metacrílicos e de HPMC (hidróxi-propil-metilcelulose), além de ativos e excipientes. Desenvolvidos com partículas micronizadas, os filmes da Corel Pharma Chem apresentam uniformidade, conferindo brilho e total aderência às superfícies dos medicamentos, bem como facilidades de aplicação por sistemas spray, permitindo o uso de solventes aquosos. “Além da excelente qualidade, os polímeros da Corel têm custo bastante reduzido”, comentou a farmacêutica bioquímica Fernanda Furlan, gerente de marketing de Pharma-Excipients da quantiQ.

Química e Derivados, Almir Ribeiro, Gerente da unidade de negócios farmacêuticos da quantiQ, FCE
Almir Ribeiro: polímeros facilitam a formulação e absorção

Entre os novos revestimentos estão os copolímeros de ácido metacrílico (Acrycoat), que também atuam em sistemas para liberação controlada, e os filmes prontos para uso (Colorcoat), à base de HPMC ou de ácido metacrílico. Há também polímeros sintéticos de alto peso molecular, empregados para mascarar o sabor de princípios ativos farmacêuticos (Kyron) e a linha de agentes solubilizantes e emulsificantes (Acrysol), para suspensões, soluções e géis, que assumem a função farmacotécnica e a farmacológica. “Além de facilitar a incorporação dos ativos nas fórmulas farmacêuticas, eles auxiliam na sua absorção pelo organismo”, explicou Almir Ribeiro, gerente da unidade de negócios farmacêuticos.

Outras linhas especiais para fármacos, distribuídas e destacadas pela quantiQ, vêm da CPKelco. Algumas delas são as gomas xantana (Xantural), em grau farmacêutico, derivadas de fermentação com micro-organismos. Há também exclusividades como as linhas de superdesintegrantes e as pectinas da CPKelco. “Os superdesintegrantes, feitos de carmeloses e cross-carmelose, fazem com que os ativos sejam absorvidos pela corrente sanguínea, enquanto as pectinas cítricas atuam como agentes estabilizantes e espessantes, sendo as únicas produzidas no Brasil, na fábrica da CPKelco de Limeira, no interior paulista”, informou Ribeiro.

Com dezenas de representações nacionais e internacionais, e uma oferta de cerca de 180 excipientes e 200 ativos, a unidade de negócios Farma da empresa também vem incrementando as atividades do laboratório de desenvolvimento farmacotécnico. “Nós nos propomos a atuar não só como fornecedores de ativos e excipientes farmacêuticos, mas também colaboramos com nossos clientes no desenvolvimento e otimização de fórmulas, reformulação de produtos, melhora de processos, além de oferecer suporte técnico para a preparação de relatórios de desenvolvimento e elaborar estudos de equivalência farmacêutica para medicamentos genéricos, área de grande interesse da indústria e com grande potencial de crescimento no Brasil”, disse.

O laboratório de desenvolvimento farmacotécnico da quantiQ tem acesso e expertise para operar com várias tecnologias como compressão direta, processos por via úmida e seca, preparar formulações líquidas e semissólidas, revestir comprimidos, planejar fórmulas para liberação controlada, desenvolver formulações cosmecêuticas e tecnologias de filmes para desintegração oral, além de preparar formulações para pós de inalação oral, adequar perfis de dissolução, promover modificação de sabores e incorporação de ativos em pellets; e, para tanto, conta com vários equipamentos como high shear, granuladores, compressores, leitos fluidizados e máquinas para revestir comprimidos.

Triglicérides dos ácidos cáprico e caprílico, salicilatos de metila, mentol cristalizado e o antioxidante BHT (Butil Hidróxi Tolueno) foram alguns dos destaques da Química Anastácio na exposição para aplicações farmacêuticas.

As misturas de ésteres de triglicérides dos ácidos cápricos e caprílicos, derivados dos óleos de coco e de palmiste, são altamente estáveis à oxidação e comumente empregadas como agentes antisticking e para conferir brilho à superfície de comprimidos e drágeas, encontrando também aplicações em cápsulas de gelatina, suspensões, aerossóis, vacinas e injeções, produtos dietéticos, entre outros, ajudando nas descamações e nas queratinizações, especialmente quando combinadas com a vitamina A.

Os salicilatos de metila atuam como anti-inflamatórios e analgésicos para uso tópico, podendo ser obtidos das folhas de Gaultheria procumbens e das cascas de bétula, ou por via sintética. O mentol cristalizado serve para inaladores nasais, analgésicos, antirreumáticos, cremes dentais, talcos, loções e cremes para o alívio de pruridos e reações urticariformes.

Medicamentos veiculados em cremes, pomadas e cápsulas moles também podem fazer uso do antioxidante BHT. Com teor de pureza de 99,8%, na forma de pó cristalino, atende às normas internacionais de saúde e de segurança e os regulamentos da FDA (Food and Drug Administration). Além de evitar a oxidação dos medicamentos, esse ativo também cumpre outras importantes funções, auxiliando na estabilização da vitamina E e aumentando a estabilidade da vitamina A e de seus derivados.

Investimentos em biotecnologia – Produzir, a partir de 2010, por engenharia genética e/ou técnicas recombinantes, hormônios peptídicos, citoquinas e anticorpos monoclonais no Brasil ou na Argentina está entre as prioridades do grupo internacional Chemo, presente à FCE Pharma deste ano. Tradicional fabricante de ativos e hormônios sediado na Espanha, mas com proprietários argentinos, o grupo pretende promover novos investimentos em biotecnologia, emanifestou na feira a intenção de estabelecer parcerias no Brasil.

“O grupo Chemo pretende instalar em colaboração com um laboratório brasileiro uma fábrica para a produção de proteínas como hormônios peptídicos e citoquinas por engenharia genética, a fim de produzir vacinas contra a hepatite B, por exemplo”, informou o doutor Mauricio Seigelchifer, diretor de investigação e desenvolvimento da Chemo Pharm.

Segundo ele, a produção por engenharia genética tem avançado em várias partes do mundo, estando mais voltada para a produção de proteínas como interferon, eritropoietina e filgrastima. As proteínas de interferon são utilizadas para tratamento de hepatites crônicas, dos tipos B e C, e para leucemia. As eritropoietinas, por sua vez, são utilizadas em tratamentos contra a anemia, enquanto as filgrastimas estimulam a produção de glóbulos brancos.

“Os interferons do tipo beta, por exemplo, são um exemplo muito importante no tratamento de escleroses múltiplas”, acrescentou o doutor.

O grupo Chemo estabeleceu convênio com entidades de pesquisa e de desenvolvimento de vacinas de Cuba, e participa de uma fábrica na China, a Chemo WanBang Biotech. Pretende seguir nessa direção para se associar a um novo empreendimento nesse setor no Brasil ou na Argentina, decisão que ainda será tomada nos próximos meses a depender do interesse encontrado nesses países.

Com tecnologia Val de Vire de bioativos, a IdealFarma apresentou Pomactiv hfv, adjuvante no tratamento dos sintomas associados à menopausa, e no tratamento da osteoporose, além de combater os radicais livres e o estresse oxidativo, podendo ser utilizado também em dietas para emagrecimento.

Produção mais ágil – A ISP destacou ao público o Advantia Preferred HS, um novo sistema de revestimento para comprimidos para liberação imediata. Baseado numa mistura de polímeros de baixa viscosidade com HPMC, este de alta viscosidade, característica que limita sua aplicação em sistemas com alto conteúdo de sólidos; a novidade contribui para aumentar a produtividade na indústria.

Como vantagens, Valdomero Melo, coordenador técnico de coatings da linha farmacêutica da ISP do Brasil, destacou: “Com o novo sistema é possível formar películas mais rapidamente, reduzir à metade os tempos de processo, além de colocar 25% de sólidos em água e proporcionar a melhor aparência dos comprimidos, inclusive melhores definições de logomarcas e marcas.” Outro aspecto positivo é a alta adesividade proporcionada a medicamentos como ibuprofeno e genfibrozila, incluindo nesse rol todos os produtos que contenham grandes quantidades de ceras lubrificantes.

Disponível nas versões transparente, branca ou em cores, seu custo, de acordo com Melo, é equivalente ao dos demais sistemas de revestimento convencionais, o que deverá facilitar sua comercialização no Brasil.

Química e Derivados, Flávia Souza, Gerente de Pharma Ingredients da Basf, FCE
Flávia Souza: excipientes ajudam a formular comprimidos

Compressão direta – Flávia Souza, gerente de Pharma Ingredients da Basf, apresentou ativos e excipientes integrantes do amplo portfólio da empresa, engordado depois da compra mundial da Ciba, oficializada em abril deste ano. Um dos destaques foi o ibuprofeno. “O ativo ibuprofeno, um potente analgésico e anti-inflamatório, está sendo apresentado com excipientes que facilitam a produção de comprimidos por compressão direta”, informou Flávia.

Aliás, essa apresentação, segundo ela, constitui prática consolidada em vários países da Europa, Estados Unidos, Argentina e Colômbia, entre outros mercados considerados maduros. “Esse conceito vem crescendo bastante no mercado farmacêutico mundial, pois representa um passo à frente, uma evolução, que visa a facilitar as aplicações industriais”, comentou a gerente.

A família de povidonas (Kollidon), moléculas utilizadas pela indústria com funções aglutinantes, solubilizantes e desintegrantes para comprimidos e outras formas farmacêuticas, como injetáveis, xaropes e gotas, além da linha de solubilizantes Cremophor para aplicações em semissólidos e líquidos, foram outros destaques apresentados por Flávia. “As linhas de solubilizantes (Kollidon 12 PF e Kollidon 17 PF) são livres de endotoxinas para aplicações injetáveis em humanos”, destacou.

Novidades em equipamentos – O setor de máquinas também contou com ampla participação na FCE Pharma. A EcoQuest do Brasil destacou equipamentos para a eliminação de micro-organismos e compostos orgânicos voláteis por purificação fotocatalítica, também denominada ionização rádio-catalítica (fotocatálise), que permite eliminar até 99,9% das impurezas do ar em ambientes fechados.

Um dos destaques foi o Fresh Air, desenvolvido para reduzir odores, fumaças, mofo, bactérias e compostos orgânicos voláteis pela propagação de oxidantes naturais no ambiente.

Segundo a empresa, essa tecnologia de purificação se baseia no poder da luz sobre metais nobres catalisadores, que reagem com a água e com a umidade ambiental, gerando espécies ativas de depuração sanitária do ar, ecológicas e naturais, baseadas no oxigênio e no hidrogênio, e que são capazes de destruir potentes poluentes químicos, microbiológicos e gasosos que põem em risco a saúde humana.

Silicones antimicrobiais – Os silicones para uso em componentes médicos também estão no alvo de importantes inovações. A Nusil Technology e a Ciba (atual Basf) desenvolveram soluções antimicrobiais de silicone com amplo espectro de proteção contra o crescimento/proliferação de micro-organismos, responsáveis por infecções pós-operatórias e por problemas infecciosos detectados emimplantes de mama.

Químcia e Derivados, David Mitchell, Especialista da Nusil Silicone Technology, FCE
David Mitchell: silicone protege contra infecções hospitalares

“Nossas soluções antimicrobiais de silicone apresentam biocompatibilidade comprovada, eficiência de longa duração, resistência a altas temperaturas e podem ser customizadas para cada tipo de aplicação específica e com a utilização de vários tipos de silicone, desde géis, adesivos, borrachas de alta consistência (HCR), e borrachas de silicone líquido (LSR)”, informou David Mitchell, especialista da Nusil Silicone Technology.

Rastreabilidade de medicamentos – A preocupação com sistemas que possam assegurar a autenticidade e a rastreabilidade dos medicamentos produzidos no Brasil foi uma das tônicas dessa edição da FCE Pharma. Com esse propósito, foi apresentado pela Almapal um novo equipamento fabricado pela Seidenader. Capaz de executar todas as funções necessárias à rastreabilidade dos medicamentos, como impressão da matriz de dados na própria embalagem, esse equipamento propicia a identificação das matérias-primas utilizadas nas formulações e também conhecer os materiais utilizados nas embalagens, fornecendo informações completas sobre a produção do medicamento, e não apenas sobre lote, data de fabricação e validade.

“Esse tipo de equipamento é muito oportuno para o nosso mercado, principalmente por causa da lei 11.903, que obriga o rastreamento de todas as embalagens de medicamentos”, informou Alejo Palácios, diretor-comercial da Almapal. A lei 11.903, que criou o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos, prevê a rastreabilidade em toda a cadeia produtiva, desde a fabricação, comercialização, até o consumo a ser feito pela população. A mesma lei confere prazo gradual de três anos para a implementação do novo sistema de identificação, prevendo o emprego de “tecnologias de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados”, como consta do texto legal. “O equipamento para a identificação do medicamento imprime em cada uma das embalagens um número e todas as demais informações necessárias e, por meio de um sistema de armazenagem e transmissão de dados, irá comunicar todas essas informações para a Anvisa”, acrescentou Marcelo Pierobom, responsável por vendas técnicas da Almapal.

Química e Derivados, Alejo Palácios, Diretor-comercial da Almapal, FCE
Alejo Palácios: equipamento apoia cumprimento da lei 11.903

Outro equipamento destacado pela empresa foi um leito fluidizado para a fabricação de pellets, e que já tem duas unidades comercializadas no Brasil. Trata-se de sistema multifuncional, fabricado pela Glatt, da Alemanha, segundo José Fabiano Ferrer, da área de pesquisa e desenvolvimento da Almapal, capaz de revestir, granular, secar e diluir os ingredientes, e que opera por intra-link, facilitando as atividades de manutenção e a realização de eventuais reparos no software.

No rol dos líderes mundiais em tecnologias de processo, acondicionamento e serviços de empacotamento, o grupo Oystar, hoje composto por empresas como a Fabrima (antes do grupo IWKA), Hüttlin (misturadores, granuladores e secadores) e Manesty (sistemas de lavagem), entre outras catorze empresas, destacou equipamentos da nova geração de emblistadoras, como a BP5 e a Blisterflex 2. Aprimeira é considerada máquina ideal para pequenos e médios lotes de produção, enquanto a segunda foi concebida para operar com pequenos lotes de produção. Ambas, porém, possuem sistemas para trocas mais rápidas de formatos, sem o uso de ferramentas, realizando as operações de
emblistamento de sólidos orais, ampolas, seringas e peças técnicas, incluindo pós e produtos semissólidos e se adaptam perfeitamente à produção com materiais como PVC, PVDC, ALU e ACLAR.

A Gehaka destacou os novos equipamentos destinados a gerar água em grau farmacêutico (PW e WFI) e água para a produção de cosméticos. Utilizando tecnologia inovadora que combina osmose reversa e eletrodeionização, sem saturação e que dispensa a regeneração com produtos químicos, esses sistemas são equipados com módulos para desinfecção a quente, totalmente automática.

A empresa também destacou linha de equipamentos com selo verde como os sistemas de osmose reversa da linha LX, disponíveis em três modelos para atender às diferentes demandas de água purificada, apresentados como ideais para substituir destiladores.

Já a TecnoEnvase enfatizou várias linhas como os equipamentos automáticos para envase e fechamento de frascos, envase e fechamento de injetáveis, além de envasadoras e tampadoras automáticas.

Outro equipamento que causou grande sucesso nessa edição da FCE Pharma foi apresentado pelo grupo Vidy. Trata-se de central de transferência de solventes, químicos líquidos em geral, inclusive inflamáveis e/ou corrosivos. Totalmente informatizada, essa central registra as quantidades de produtos em estoque e os volumes consumidos. Também comunica eletronicamente a necessidade de reposição/troca, transfere de um reservatório para outro sem descontinuar o fluxo, permitindo reduzir significativamente o armazenamento e a movimentação de frascos contendo produtos químicos, além de oferecer maior economia e redução de riscos.

Fabricada de aço inoxidável, compõe-se de dois tanques com transmissores eletrônicos, do tipo boia, para a indicação dos volumes. Na parte superior dos tanques, há dois engates rápidos, não-intercambiáveis, um deles para a conexão da linha de nitrogênio ou ar comprimido, e o outro para a saída dos líquidos, bem como válvula de segurança.

Quanto mais alta for a instalação, maior será a pressão. A pressão até cinco bar permite conduzir os líquidos até alturas de15 metros, com vazão superior a cinco litros por hora, em tubulação de ¼ de polegada.

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Lançada a 3ª edição do Índex ABC

A Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC) lançou durante as FCE Cosmetique e Pharma a 3ª. edição do Índex ABC de ingredientes para a indústria de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. De autoria do consultor Luiz Brandão, e editada pela Pharmabooks, aborda mais de 15 mil monografias em ordem alfabética, ordenadas pelo nome INCI. A obra possui 1.450 páginas, traz índice com a denominação em português do ingrediente, nome comercial, nome do fabricante, sinonímia química, número de acesso ao CAS – Chemical Abstract Service, por meio do qual é possível acessar banco de dados mundial com informações sobre todas as pesquisas químicas realizadas no mundo.

O autor trabalhou durante dois anos para atualizar a terceira edição, que desde a primeira está sob seu comando. A obra, segundo o autor, contém as informações mais relevantes sobre cada uma das substâncias, e também informa suas funções nas fórmulas cosméticas. “Colhemos informações em mais de 350 empresas fabricantes nacionais e internacionais, incluindo distribuidores, e acreditamos que conseguimos abranger pelo menos 90% das empresas envolvidas com a produção cosmética no mundo.”

Os interessados na aquisição da obra poderão fazê-lo via e-mail: [email protected].

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