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Farmacêutico e Biotecnologia

FCE Pharma: Novos ativos para reformular o fármaco nacional

Rose de Moraes
24 de junho de 2004
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    Química e Derivados: FCE: Matsuo - laminação e embalagem de filme plásticos em sala limpa. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Matsuo – laminação e embalagem de filme plásticos em sala limpa.

    Em matéria de capelas de fluxo laminar vertical, o modelo de bancada exposto pela Quimis (Q216F20M) destina-se a trabalhos descritos na classe 100 da Federal Standard 209e USA, atual classe 5 da ISO 14644-1, equivalente à NBR 13700, da ABNT.

    No segmento de embalagens, a Plastwal e a Wheaton se destacaram na exposição. “Somos a primeira e única empresa na América Latina a produzir filmes especiais para embalagens farmacêuticas em salas integralmente limpas, envolvendo desde a laminação e corte até a embalagem do produto acabado”, informou Nelson Matsuo, gerente de produto da divisão Pharma da Plastwal, que levou à feira amostras da ampla linha de filmes para blisters farmacêuticos e laminados de filmes de efeito barreira em PVC/PVDC e PVC/PE/PVDC.

    Já a Wheaton, preocupada em oferecer solução às linhas de envasamento de cápsulas e comprimidos, lançou na feira linha de frascos com embocadura especial, envolvendo diâmetros de 31,5 mm. Produzidas em vidro âmbar nas capacidades mais demandadas pelo mercado farmacêutico, ou seja, de 20 ml, 30 ml, 40 ml, 50 ml, 60 ml, 80 ml e 100 ml, os recipientes com as novas embocaduras foram desenvolvidos para receber cápsulas de 22 mm ou menores, e deverão facilitar os enchimentos automáticos.

    Química e Derivados: FCE: Toporcov lançou ensavadora com embocadura especial. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Toporcov lançou ensavadora com embocadura especial.

    “Antes, ao utilizar os frascos com 28 mm de embocadura, para receber comprimidos de 22 mm, o fabricante era obrigado a reduzir a velocidade de envasamento e a posicionar os comprimidos e cápsulas no sentido vertical. Agora, além de poder introduzir o comprimido horizontalmente, o fabricante poderá dobrar a velocidade de envasamento”, considerou Edison José Toporcov, diretor da Wheaton.

    O público que compareceu à 9ª FCE-Pharma ainda pôde verificar as tecnologias das salas limpas, apresentadas pela Isodur. Confeccionadas a partir de uma estrutura tubular galvanizada com poliuretano injetado internamente, as divisórias/painéis proporcionam isolamentos térmico e acústico, de acordo com as normas ISO 14644 e RDC 210, atendendo às exigências de laboratórios e indústrias farmacêuticas. A depender do projeto, podem ter acabamento em fórmica, aço pintado, aço inoxidável e contar com perfis em alumínio anodizado ou pintado, em conformidade com as normas GMP. “Um dos diferenciais das salas limpas do sistema Isodur é que as espumas de PU incorporam o agente expansor HFC 134 A, desenvolvido para não agredir a camada de ozônio”, informou o diretor industrial Marco A. Maltoni. Para fabricar as divisórias, são utilizadas injetoras automáticas para bicomponentes de baixa pressão e prensa mecânica de dez toneladas, que garantem planicidade, densidade e homogeneidade aos painéis, fabricados com até 15 metros de comprimento.

    Brasil ganha força exportadora

    O Brasil tem potencial para se transformar em um dos maiores produtores de medicamentos do mundo, se, nos próximos anos, as condições de operação no mercado nacional seguirem regras estáveis e estimulantes e as negociações para a construção de blocos regionais de comércio evoluírem positivamente. A opinião foi expressa no último balanço setorial elaborado pela Febrafarma, a Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica, entidade parceira da VNU Business Media na realização da 9ª FCE/Pharma.

    De acordo com o panorama, a indústria farmacêutica brasileira faturou US$ 5,5 bilhões em 2003, posicionando-se na décima primeira colocação em faturamento no mundo e segunda na América Latina, onde foi superada pelo México. Esse resultado evidenciou queda de 7,2% em relação ao ano de 2002, mas revelou, no comparativo, crescimento de 10,41% nas exportações, que contabilizaram ao País US$ 279,917 milhões.

    Com um arsenal terapêutico composto por cerca de 6 mil medicamentos, ofertados em mais de 13 mil diferentes apresentações, o Brasil produz hoje 75% dos remédios demandados pelo mercado e também movimenta US$ 1,4 bilhão ao ano em medicamentos OTC (Over The Counter), de venda livre, responsáveis por 30% do faturamento total da indústria farmacêutica.

    Além dos OTC, os medicamentos genéricos também ocupam posição de destaque no mercado nacional. Lançados em 1999, os genéricos responderam em 2003 por um faturamento de R$ 297 milhões, encontrando-se atualmente disponíveis em 252 princípios ativos, 56 classes terapêuticas e 988 registros.

    Graças aos investimentos em genéricos, avalidados em torno de R$ l bilhão, foram construídas e modernizadas fábricas e criados mais de 20 novos laboratórios de bioequivalência.

    Do total de investimentos anuais feitos em pesquisas pela indústria farmacêutica no mundo, avaliados em US$ 50 bilhões, uma pequena parte, correspondendo a US$ 32 milhões, segundo levantou a Febrafarma, vem sendo aplicada no País.

    Mas o mercado farmacêutico, sobretudo em países em desenvolvimento, segundo assinala o documento da entidade, depende essencialmente da renda da população. Nesse aspecto, a situação brasileira apresenta números preocupantes, pois apenas 19% dos domicílios, com renda superior a dez salários mínimos, são responsáveis por 39% do consumo de medicamentos, enquanto 50% da população não possui renda suficiente para comprar qualquer medicamento.

    Para crescer, portanto, a indústria farmacêutica requer política de incentivos à produção local de insumos e matérias-primas hoje importados, visando expandir a produção nacional de medicamentos acabados. Um dos mais fortes atrativos à realização de pesquisas farmacológicas no País assenta-se no fato de aqui terem sido catalogados apenas 223 mil organismos vivos, enquanto mais de 1,8 milhão ainda requer catalogação.



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