Farmacêutico e Biotecnologia

FCE Cosmetique / FCE Pharma – Feira mostrou equipamentos inovadores para a produção

Rose de Moraes
15 de junho de 2011
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    Revista Química e Derivados - Jéssica Tanaka, responsável por marketing e vendas da Steq

    Jéssica: descontaminação com peróxido de hidrogênio

    Descontaminação– A biodescontaminação de ambientes por vapores de peróxido de hidrogênio, tecnologia desenvolvida pela empresa de origem inglesa Bioquell, também já está acessível às indústrias no Brasil, graças aos serviços que estão sendo realizados pela Steq e que foram promovidos na FCE Pharma deste ano.

    “A indústria farmacêutica, agora, encontra uma nova opção para promover descontaminações e validar áreas estéreis, deixando-as livres da presença de micro-organismos, sem fazer uso de formaldeídos, agentes corrosivos, tóxicos e cancerígenos, em geral constantes dos processos de fumigação”, comentou Jéssica Tanaka, responsável por marketing e vendas da Steq.

    O processo de biodescontaminação apresenta resultados comprovados por bioindicadores, e é considerado seguro e eficaz contra os mais variados tipos de micro-organismos, como vírus e bactérias, podendo ser aplicado em várias faixas de temperatura e de umidade, sem causar qualquer tipo de dano ao ambiente e nem exigir a retirada de equipamentos elétricos e eletrônicos das áreas que serão tratadas pelos geradores de H2O2, equipamentos que transformam o peróxido de líquido para vapor, sem deixar resíduos.

    Mais de trinta modalidades de filtros, com diversos graus de filtragem de partículas e sistemas de filtração absoluta, abrangendo partículas até 0,1 micrômetro, para produtos injetáveis, sistemas de filtração para clarificação e sistemas para filtração esterilizante de águas, vacinas, injetáveis, xaropes, cosméticos, fragrâncias etc. constituíram os destaques no estande da 3M, divisão Purification. A grande novidade, contudo, ficou por conta do filtro encapsulado (EZP), basicamente concebido para a produção de vacinas, lançado em 2009 nos Estados Unidos e, agora, disponível ao mercado brasileiro.

    A 3M também apresentou os serviços de validação de filtros comercializados pela companhia, realizados de acordo com as boas práticas de fabricação exigidas para medicamentos. Entre os vários serviços oferecidos, os usuários podem contar com a realização de testes de integridade para água, fornecidos para todas as membranas esterilizantes, testes de compatibilidade química, extraíveis, adsorção, determinação de viabilidade e de compatibilidade com micro-organismo de desafio, protocolo para determinação do volume mínimo de “enxágue” e retenção microbiológica.

    Extrusora produz em dobro – No estande da Almapal, a grande novidade foi a extrusora com esferolizador e dupla hélice. A tecnologia, pela primeira vez desenvolvida no mundo, pode atender às necessidades dos laboratórios que antes só tinham como opção a compra de leitos fluidizados com esferolizador, considerados muito mais dispendiosos, segundo José Fabiano Ferrer, coordenador de desenvolvimento farmacêutico da Almapal.

    Fabricado pela Glatt, e comercializado no mercado brasileiro pela Almapal, o equipamento está voltado à produção de microgrânulos desde 0,6 mm até 1,5 mm; tem capacidade para produzir 50 kg/hora e oferece maior segurança em relação ao uso de pós em produções principalmente direcionadas a pequenos lotes e a novos desenvolvimentos de medicamentos.

    Outro ponto a favor é que, até agora, os equipamentos para extrusão disponíveis para as indústrias farmacêuticas apresentavam concepção axial ou radial, enquanto o novo conjunto para extrusão foi configurado com dupla hélice, sendo, por isso, capaz de produzir em dobro e propiciar ainda menor consumo energético e maior segurança aos usuários.

    Polímeros em aplicações médicas – Outra participação destacada no estande da Almapal neste ano foi a da Evonik. Conceituada no meio farmacêutico por oferecer ampla linha de polímeros para revestimento e produtos para ação prolongada, a empresa desde março último passou a oferecer também os polímeros da linha Resomer, por ter adquirido o negócio da Boehringer Ingelheim Pharma GmbH & Co. KG.

    Assim, além dos revestimentos protetores contra umidade, luz, oxigênio, sabor e odor e dos revestimentos entéricos para proteção em meio gástrico e também para ação prolongada de princípios ativos, incluindo tecnologias para sistemas transdérmicos, a Evonik, com a linha Resomer, passa a oferecer polímeros especiais para osteossínteses, fechamento de feridas, delivery systems, suturas cirúrgicas, implantes biodegradáveis, entre muitas outras aplicações.

    Derivados dos ácidos láctico e glicólico, e obtidos de matérias-primas renováveis, por meio de processo de fermentação, os polímeros da linha Resomer são biodegradáveis, totalmente reabsorvíveis pelo organismo, e atuam como portadores de ingredientes ativos farmacêuticos em formulações de ação prolongada, proporcionando a liberação de níveis de drogas terapêuticas por longos períodos. “Os copolímeros de ácido láctico e glicólico Resomer são usados em ampla gama de aplicações, tais como em medicamentos à base de peptídeos de liberação prolongada para tratamento do câncer, garantindo efeito terapêutico por períodos até seis meses, e permitem também a incorporação de agentes farmacêuticos, tais como fatores de crescimento ou antibióticos”, informou Melissa Fudoli Messias, gerente de contas da Evonik para a América do Sul.

    Com a nova linha de polímeros Resomer, a Evonik, de acordo com Melissa, ingressa no mercado de biotecnologia para formulações de princípios ativos inovadores, em respaldo à preferência das indústrias farmacêuticas por polímeros biodegradáveis para formular substâncias ativas biotecnológicas.



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