Farmacêutico e Biotecnologia

FCE Pharma e FCE Cosmetique – Indústrias investem na otimização de processos e para reduzir custos

Hamilton Almeida
28 de julho de 2015
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    Cerca de 500 marcas nacionais e internacionais – e 78 expositores do exterior – apresentaram produtos, tendências e novas tecnologias. Ligia Amorim, diretora geral da empresa organizadora, a NürnbergMesse Brasil, comentou que, em comparação com a edição de 2014 das FCE, os eventos deste ano ocuparam um tamanho “praticamente igual”, com a diferença de que se abriu espaço para novos expositores internacionais. Ela observou também que as empresas já não estão atrás de estandes gigantescos e sim de um espaço útil para divulgar os seus produtos.

    Principal plataforma de negócios da América Latina da cadeia produtiva das indústrias de cosméticos e farmacêutica, as FCE contaram com uma série de eventos paralelos: dentro do Circuito de Conhecimento e Inovação, o 28º Congresso Brasileiro de Cosmetologia e workshops, a Arena do Conhecimento – auditório com palestras gratuitas voltadas à inovação, tendências e lançamentos do setor cosmético, a Estação Exsens e os trabalhos científicos eletrônicos (e-posters). Na área da Pharma: a 2ª edição da Powtech Arena Brasil, a 2ª Jornada Sindusfarma, o 4º Seminário FCE Pharma e a Rodada de Negócios Brasil – América do Sul.

    O estande da ABC abrigou a Estação Exsens, com um espaço para palestras gratuitas proferidas pelas empresas Croda, Catalent, Kosmoscience, Grupo Investiga, Univar+D`Altomare e NDO (Núcleo de Desenvolvimento Olfativo). As apresentações, de cerca de 30 minutos cada, se sucederam durante os três dias. As empresas montaram também mesas de negociação e experimentações no local.

    Está nos planos de Hansen, da ABC, enxertar nos próximos eventos palestras que abranjam toda a cadeia produtiva, como, por exemplo, sobre logística e material de embalagem. “A missão da ABC é formar profissionais para o setor”, justificou. A orientação é privilegiar os conteúdos científicos nas palestras, ficando a área comercial restrita à feira. A próxima edição da FCE Cosmetique e Pharma está agendada: de 10 a 12 de maio de 2016, no mesmo pavilhão de exposição.

    Em uma espécie de cartão de visita às avessas, principalmente para os visitantes estrangeiros, as primeiras horas da FCE foram afetadas por um blackout. Uma das versões que circularam foi a de que a Eletropaulo estaria “fazendo testes” na região. Para complicar, o sistema de geração própria funcionou com interrupções. Os estandes ficaram às escuras, mas isso não intimidou os representantes das empresas e nem os visitantes. Muitos encontros, e até maquiagens, foram realizados à luz dos celulares!

    Química e Derivados, Valdirene: Solvay investe para ampliar a fabricação local

    Valdirene: Solvay investe para ampliar a fabricação local

    FCE Cosmetique

    Com investimentos de R$ 60 milhões este ano na ampliação da capacidade de produção de especialidades químicas da unidade de Itatiba-SP, a Rhodia, empresa do grupo Solvay, parece estar na contramão dos rumos da economia nacional. Como as aparências às vezes enganam, a vice-presidente da Solvay Novecare na América Latina, Valdirene Licht, explica que está se levando adiante a estratégia definida em 2012, de nacionalização da produção e identificação de oportunidades comerciais.

    “Estamos deixando de importar produtos, para ser um grande produtor local e exportador para os países vizinhos da América do Sul”, sintetiza Valdirene. Em épocas como a atual é importante ser mais ousado e montar uma estratégia no desconforto, recomenda a executiva, avalizando a política de adquirir empresas locais, trazer novas tecnologias e expandir a atuação no mercado. Os resultados são visíveis: no primeiro trimestre deste ano, o grupo teve um crescimento de “dois dígitos”, em comparação com igual período do ano passado.

    “A estratégia adotada, calcada em inovação e tecnologia, nos permite continuar crescendo. Os clientes têm preferência pela produção local e este é um segmento aberto às inovações e a produtos mais eficientes”, afirma. Embora não revele detalhes, Valdirene diz que a capacidade de produção em Itatiba será triplicada em relação aos níveis de 2013. E 90% das obras deverão estar concluídas no final deste ano.

    A empresa também investe na construção do Centro de desenvolvimento de agentes condicionadores de cabelo, que fica dentro do centro de pesquisas da Rhodia em Paulínia-SP. O objetivo é criar, junto aos clientes, novas soluções em condicionamento de cabelos, formulações de xampus e outros produtos. “O Brasil tem mais de 20 tipos diferentes de cabelo”, salienta a executiva.

    Além disso, o país se transformou no maior mercado mundial, em volume de vendas, de condicionadores. Sinal de que as mulheres brasileiras valorizam muito os seus cabelos, investindo em cuidados e tratamentos, mesmo nos períodos em que a economia está em marcha lenta.

    No mercado de personal care, o foco da empresa está no desenvolvimento de soluções tendo em vista um amplo portfólio de agentes de condicionamento, tensoativos suaves, modificadores reológicos, emolientes e emulsificantes, destinados aos formuladores de produtos para hair care, skin cleansing e skin care.



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