Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

FCE Cosmetique / FCE Pharma – Desempenho dos setores farmacêutico e cosmético traz inovações ao Brasil

Rose de Moraes
15 de maio de 2012
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    Revista Química e Derivados, Nelson Mussolini, vice-presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo, Sindusfarma

    Mussolini: redução de impostos beneficiaria os consumidores

    Os níveis de tributação praticados no Brasil, segundo Mussolini, são considerados excessivos mesmo entre os países latino-americanos, incluindo Argentina (22%, em média), Chile (20%, em média) e estão muito distantes das políticas tributárias direcionadas ao setor de saúde praticadas nos Estados Unidos, por exemplo, onde os medicamentos são isentos.

    “Reverter as altas cargas tributárias que incidem sobre os medicamentos é o nosso grande desafio e, graças à regulamentação de preços dos medicamentos (Lei federal 10.742, de 2003), qualquer redução tributária automaticamente seria repassada para o consumidor”, informou Mussolini.

    Genéricos fortes – O mercado brasileiro de genéricos realmente tem pela frente muito a crescer, segundo concorda Bruno Sávio Nogueira, analista de mercado da Lafis Consultoria, de São Paulo. “O mercado de genéricos tem apresentado crescimento excepcional desde 2004 (38,97%), continuando em 2005 (31,60%), 2006 (33,37%), 2007 (27,83%), 2008 (24,45%), 2009 (23,57%), 2010 (37,74%), alcançando em 2011 o mais alto patamar (41,46%), e representando em faturamento 20% do mercado total, enquanto em países desenvolvidos já representa mais de 40% ou 50%, como acontece na Austrália, Estados Unidos e em vários países da Europa”, informou Nogueira.

    Em vista do potencial de crescimento em direção aos percentuais já alcançados nos países desenvolvidos, o Brasil conta com perspectivas muito positivas para a expansão dos genéricos. “O vencimento de patentes nos próximos dois anos e o incentivo à produção nacional de fármacos e medicamentos que terão preferência nas compras governamentais tornarão o setor ainda mais atrativo”, comentou Nogueira.

    O governo estima desembolsar R$ 3,9 bilhões com a aquisição de produtos nacionais entre 2012 e 2013, incluindo fármacos, medicamentos e biofármacos. Os critérios anunciados antes da promulgação do decreto seriam os seguintes: os medicamentos nacionais poderão custar 8% a mais que os medicamentos importados. A preferência, no caso, irá vigorar por um período de dois anos. Em se tratando de fármacos, os nacionais poderão custar 20% a mais do que os importados e a preferência deve vigorar por um período maior, de cinco anos. Já os biofármacos nacionais poderão custar 25% a mais e a preferência, nesse caso, vigoraria também por um período de cinco anos.

    química e derivados, caducidade de patentes,Bruno Sávio Nogueira, analista de mercado da Lafis Consultoria

    Nogueira: genéricos crescerão com a caducidade de patentes

    Em resumo, o mercado farmacêutico brasileiro deverá continuar crescendo nos próximos anos em razão da expansão dos genéricos, e contará a partir de agora com um pouco de incentivo à produção nacional. “O incentivo que não foi concedido décadas atrás ao setor farmoquímico e à química fina agora poderá ser muito importante para a produção local de medicamentos biotecnológicos, incluindo nesse rol todos os medicamentos monoclonais, abrangendo produtos para oncologia e para atuar no sistema nervoso central”, considerou Mussolini.

    Mercado aquecido – Os níveis de crescimento da indústria cosmética no ano que passou também superaram as expectativas (18,9%), alcançando o topo, comparativamente às taxas apresentadas pelos dez maiores mercados mundiais.

    Assim, a indústria brasileira de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos – terceira maior do mundo – ultrapassou suas próprias marcas em 2011 e acelerou ainda mais o ritmo de crescimento. Reconhecido como um dos mais atraentes da economia nacional, o setor apresentou a maior taxa de crescimento percentual entre os dez maiores mercados de higiene e beleza do mundo. Ou seja, em vendas ao consumidor, alcançou 18,9% de crescimento, superando os incrementos observados no Japão (8,9%) e nos Estados Unidos (3,8%), de acordo com dados apurados pelo Euromonitor e divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). O faturamento do setor em preços ao consumidor superou US$ 43 bilhões, montante 18,9% maior em comparação com o desempenho alcançado em 2010.

    FCE Cosmetique / FCE Pharma, Tabela, Mercado farmaceutico (vendas de genericos)

    Tabela 1: Mercado farmacêutico – Brasil – Clique para ampliar

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     



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