FCE 2017: Indústrias farmacêuticas e de cosméticos registram visitação recorde

Química e Derivados, FCE 2017: Indústrias farmacêuticas e de cosméticos registram visitação recorde

Química e Derivados, Carvalho: visitantes buscaram novos insumos e conhecimentos
Carvalho: visitantes buscaram novos insumos e conhecimentos

Representantes das indústrias farmacêuticas e de cosméticos parecem não se abalar com as turbulências das crises política e econômica que sacodem o país e revelam otimismo para a realização de negócios neste ano e, mais ainda, no futuro próximo.

Dois grandes eventos delinearam essa situação de certa forma privilegiada. As 22as edições da FCE Cosmetique e FCE Pharma – Exposição Internacional de Tecnologia para as Indústrias Cosmética e Farmacêutica, realizadas paralelamente de 23 a 25 de maio, no São Paulo Expo, receberam o recorde de 15.400 visitantes, 9% a mais que no ano passado, e irradiaram vitalidade por meio de um elenco variado de inovações em produtos.

As mostras reuniram 600 expositores que ocuparam a área de 40 mil m2. “Houve um aumento de 9% na área da FCE Cosmetique, em relação à edição anterior, e de 5% na FCE Pharma”, declarou Diego N. de Carvalho, diretor de Portfólio da NürnbergMesse Brasil.

Pesquisa preliminar da empresa organizadora com o público visitante constatou que 29% pretendiam investir de R$ 500 mil a R$ 1 milhão; 52% se identificaram como presidentes ou vice de organizações; 16% como gerentes e coordenadores; e outros 16% como técnicos e engenheiros. “Mais de 68% deles são de pequenas e médias empresas”, acrescentou Carvalho. Principais motivos que levaram o público a congestionar as ruas do entorno do pavilhão: busca por novidades e por novos fornecedores, promoções e vendas. Mas muitos foram atrás de capacitação, oferecida na Arena do Conhecimento e no Congresso de Cosmetologia.

Química e Derivados, Vânia: mercado de higiene pessoal representa 2% do PIB
Vânia: mercado de higiene pessoal representa 2% do PIB

Na cerimônia de abertura oficial, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, falou que os setores cosmético e farmacêutico estão na “vanguarda da pesquisa e da inovação”. Ao lembrar que a indústria agrega valor, paga maiores salários e estimula o setor de serviços, arrematou: “São dois setores estratégicos que estão crescendo, são um bom termômetro do Brasil”.

Reforçando a linha otimista, o presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nélson Mussolini, disse: “Aqui está quem, apesar dos problemas, leva o país adiante. Fabricamos saúde em caixinha e geramos 100 mil empregos diretos e 600 mil indiretos”.

A presidente da Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC), Vânia Leite, enfatizou que o mercado brasileiro de produtos de higiene pessoal representa 2% do PIB e já é o 4º maior do mundo. João Paulo Picolo, diretor geral da NürnbergMesse Brasil, reconheceu o “período delicado” da economia brasileira e insistiu no objetivo das exposições: “Ser uma plataforma eficiente para a geração de negócios”, trazendo qualidade, inovação e tecnologia.

No 30º Congresso Brasileiro de Cosmetologia, cujo lema foi “Inovação e tendências: a influência do consumidor”, foi aberto espaço para novos hábitos de consumo, como as preferências por produtos Halal, orgânico, natural e vegano. Cosméticos para pacientes oncológicos e para proteção contra a luz azul dos dispositivos eletrônicos (poluição digital) são novos nichos.

No caso do mercado Halal, os números impressionam. Segundo Dib Ahmad El Tarrass, gestor de desenvolvimento do Halal industrial da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), os seus pares consumiram US$ 20 bilhões em cosméticos em 2014 no mundo e a perspectiva é dobrar esse valor até 2019. Cosméticos com certificação Halal são produtos que não contém álcool e nem ingredientes de origem animal proibidos pela lei islâmica.

O planeta abrigava 1,5 bilhão de muçulmanos em 2010 e esta cifra deverá saltar para 2,7 bilhões em 2050 (30% da população total). Em 23 países, eles superam 90% dos habitantes. E nessa conta, observou Tarrass, devem entrar ainda os não muçulmanos que buscam saúde e se identificam com o conceito Halal de qualidade e estilo de vida. Esse costume coincide com a tendência mundial por produtos com fórmulas mais naturais.

Há empresas de olho nessa oportunidade de mercado. Ele citou a Basf como pioneira em oferecer matérias-primas para produtos de higiene pessoal. A L`Oreal construiu uma fábrica na Indonésia, em 2012. A Prolab Cosmetics, de Diadema-SP, foi a primeira empresa do ramo certificada no Brasil (há dois anos). “Os consumidores muçulmanos gastam cada vez mais com cosméticos”, garantiu.

Carol Murua, gerente de certificação da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), alegou que há 5 milhões de veganos que não querem contribuir com a exploração e testes em animais para cosméticos e outros produtos. E o secretário-executivo da entidade, Guilherme Carvalho, pontuou que a certificação de produtos cresceu 500% nos últimos três anos: “Temos 300 produtos certificados, incluindo cosméticos”.

Também ficou claro que há uma preocupação especial da indústria em entender o comportamento dos consumidores. “Como compreender um mercado que está envelhecendo – na nova velhice, as pessoas são ativas e querem cuidar da aparência –, os consumidores são hiperconectados e afeitos à experimentação e novas marcas, e rompem com valores tradicionais, como o conceito de gênero?”, indagou o professor Airton Rodrigues, da Facamp – Faculdades de Campinas. Há 600 milhões de pessoas no mundo na pós meia-idade, entre 55 e 65 anos.

“A geração com menos de 32 anos – 61% da população – é mais questionadora e quer ser ouvida. Adora novidades e as redes sociais. Só vão se fidelizar a uma marca se se sentirem engajados. O novo consumidor quer saber como é feito o produto e qual é o seu impacto no meio ambiente”, definiu Larissa Messias, diretora de recursos humanos da Estée Lauder.

Por outro lado, o Brasil “está se redefinindo” e um novo país está surgindo: “mais reflexivo, mais responsável e mais participativo”. Larissa externou que “a grande maioria das empresas acredita no mercado nacional e na recuperação econômica”.

A gerente de contas da Croda, Luciana Muniz, anunciou o lançamento da terceira geração dos peptídios, “uma Matrikina totalmente nova, baseada na estrutura de ligações cruzadas do colágeno”. Os testes clínicos realizados (uso de um creme duas vezes por dia durante seis semanas) comprovaram a eficácia do produto batizado de Matrixyl Morphomics.

Ele é capaz de reduzir as linhas verticais, as rugas entre as sobrancelhas e ao redor dos olhos (pés de galinha) e as linhas de marionete, que fazem o rosto parecer triste, além de atuar na recuperação da pele após o franzir da testa. “A maioria dos peptídios têm uma ação biológica. Agora, temos também um estímulo mecânico”, observou Luciana. O novo produto “refaz as conexões da pele entre o núcleo do fibroblasto e a matriz extracelular”. O nível recomendado pela empresa é de 2%.

Fabrício A. de Sousa, da Aqia Química Industrial, discorreu sobre os problemas causados à pele pela maior exposição à irradiação azul (consequência da era digital), como manchas, inflamação, danos ao DNA e oxidação dos lipídeos. E forneceu a receita de cura: o sucrapeptídeo vegetal.

Explicou que o produto é originário do café torrado. Chegou-se à conclusão que a melhor maneira de obtê-lo é pela extração subcrítica com água. Os testes de performance indicaram que o produto estimula a epiderme e a derme e o seu consumo é seguro. A Aqia tem tradição em trabalhar com derivados do café, cujos grãos são ricos em compostos ativos. “O sucrapeptídeo tem ação antiaging e é 100% natural”, frisou.

A presidente Vania, da ABC, ficou satisfeita com a intensa programação e o conteúdo do Congresso: “Tivemos casa cheia”, comemorou. Ela também elogiou as instalações da nova casa da FCE, “agora mais ampla, com salas de apoio”.

No II Simpósio de Inovações em Ciências Farmacêuticas, estiveram em pauta questões regulatórias e de tendências tecnológicas, como a rastreabilidade dos medicamentos. As Rodadas de Negócios que aconteceram na FCE Pharma encerraram com um saldo de 65 reuniões realizadas, e a participação de 18 representantes brasileiras e seis internacionais provenientes de três países: México, Argentina e Colômbia. Nos dois dias de encontros, os negócios atingiram o montante de US$ 5 milhões, pelas estimativas dos organizadores.

De acordo com o organizador das rodadas, Norberto Prestes Júnior, gerente de Assuntos Internacionais da Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi), o foco deste ano esteve voltado para nações da América Latina com as quais, segundo critérios analisados – barreiras alfandegárias, testes clínicos exigidos por importadores, custos de patente, entre outros –, é possível estabelecer intercâmbios comerciais.

Química e Derivados, Renata: ativos biotecnológicos não tem similar no mercado
Renata: ativos biotecnológicos não tem similar no mercado

Exposição – Enquanto o Brasil parece caminhar em marcha a ré, as indústrias expositoras mostraram que estão com o pé no acelerador, ainda que, no momento, não possam pisar fundo. Maior fabricante mundial de ativos biotecnológicos, a Basf exibiu quatro novos produtos na FCE Cosmetique.

“Sem similar no mercado”, nas palavras de Renata Oki, gerente sênior do negócio de personal care na América do Sul, o Collalift 18 é resultado de um projeto com a Universidade de Lion. É um extrato de casca de mogno africano que estimula a síntese de colágeno XVIII. Auxilia no suporte dos elementos estruturais da pele, recuperando a sua densidade e elasticidade e reduz, visivelmente, os poros, linhas e rugas.

O Cetiol 4 All é um emoliente de alta qualidade que oferece um perfil sensorial agradável. É indicado para cuidados com a pele do rosto e do corpo, maquiagem e desodorantes, com alta estabilidade hidrolítica em uma ampla faixa de pH e excelente tolerância da pele e dos olhos. “Não tem similar e pode substituir silicones em desodorantes”, informou Vinicius Bim, gerente de marketing de personal care na América do Sul.

Química e Derivados, Bim: novas microproteínas para cabelos respeitam norma Halal
Bim: novas microproteínas para cabelos respeitam norma Halal

As microproteínas Nutrilan Keratin LM e Gluadin Kera-P LM são indicadas para proteção e recuperação do cabelo. Ambas evitam o envelhecimento precoce e têm a certificação Halal, indicou Renata. A Basf demorou cerca de cinco anos para gerar essas novidades. No ano passado, os investimentos totais em pesquisa e desenvolvimento chegaram ao recorde de € 2 bilhões, realçou Bim.

Na FCE Pharma, a Basf lançou um produto premium de altíssima pureza apropriado para processos biotecnológicos, o Kolliphor P188 BIO. Ele protege a parede das células dos microorganismos envolvidos nos processos de biotecnologia, evitando o seu rompimento. “Com esse produto, a célula não morre; se mantém íntegra durante o processo”, afiançou Fernanda Furlan, gerente sênior do negócio de Farma para a América do Sul.

Ela comentou também que a empresa trabalhou na purificação desse produto desde 2012 até que, em outubro do ano passado, foi lançado oficialmente na CPHI de Barcelona. O mercado global de medicamentos biológicos está calculado em US$ 150 bilhões – 72% de antibióticos, 21% de proteínas e 7% de vacinas. O Brasil consome 2% do total.

Química e Derivados, Amanda: produtos sustentáveis são preferidos pelo consumidor
Amanda: produtos sustentáveis são preferidos pelo consumidor

No estande da alemã Evonik, três novos produtos chamaram a atenção. Antil 500 Pellets é um agente espessante que reduz a concentração de surfactante em formulações convencionais para a limpeza da pele e cabelo. “Oferece extrema viscosidade, tem um excelente custo-benefício e não necessita de emulsionantes coadjuvantes”, afirmou Amanda Caridad, analista de marketing de personal care.

Tego Care APD 18 é um emulsionante especialmente desenvolvido para sistemas de desodorantes e antiperspirantes roll-on. Contribui para o incremento da suavidade, um diferencial se comparado aos ingredientes etoxilados utilizados no mercado. Não necessita de coadjuvante na formulação e é predominantemente baseado em recursos renováveis.

Tego Pep 4-Comfort é um tetrapeptídeo designado para aliviar os principais sintomas da pele sensível. Este ativo é apresentado em uma solução em água e glicerina, pronta para usar, e pode ser aplicado em todas as formulações tradicionais. Amanda ressaltou que os consumidores buscam produtos com alta performance e multibenefícios, e admitiu que os de perfil sustentável exercem forte atração no mercado. Ela aposta que 2017 será “um ano estável” em termos de negócios, mas a empresa espera registrar “algum crescimento”.

A distribuidora MCassab aproveitou a FCE para divulgar as novidades em formulações dos novos parceiros Gattefossé, Dishman e Boai. O Gatuline, da Gattefossé, ganhou a Medalha de Prata na In-Cosmetics de Londres, em abril passado. É um ativo orgânico (extraído da planta agrião do Pará) elaborado com solvente natural, que produz rápida redução das rugas do chamado pé de galinha, descreveu Gláucia Abraços, gerente da unidade de negócio. Já o Gatuline Expression AF é para redução de rugas ao redor dos lábios: “Melhora e redefine o contorno labial”.

Química e Derivados, Gonçalves: novidades protegem a pele e o cabelo dos usuários
Gonçalves: novidades protegem a pele e o cabelo dos usuários

Outros destaques para produtos antipoluição; agente condicionante suave que reduz o frizz (Oxisense S0440); poliuretano biodegradável que propicia proteção térmica, antipoluição e antiumidade aos cabelos (Baycusan C1008); e esmaltes à base de água. Para proteger os lábios dos esportistas, o Second Lip forma uma película invisível, que só pode ser retirada com água morna.

“Queremos ser reconhecidos como um distribuidor de cosméticos que traz soluções inovadoras. A nossa expectativa para 2017 é positiva. O mercado já está falando em projetos. Aumentamos o time comercial e técnico e investimos em laboratório de aplicação para trazer novas soluções”, destacou Glaucia.

Ainda em fase de transição com a aquisição da Dow Corning, a Dow, líder em silicones, apresentou o resultado de misturas efetuadas com o que se tem, sintetizou a gerente de marketing para home & personal care para a América Latina, Gislene Attilio.

Química e Derivados, Gislene: proteção do silicone aos cabelos resiste à lavagem
Gislene: proteção do silicone aos cabelos resiste à lavagem

A linha de silicones da companhia se distingue por preservar a cor por mais tempo, proporcionar mais brilho, sensação de hidratação e excelente condicionamento aos fios. O benefício de proteção da cor garantido por até 24 lavagens “não tem similar no mercado”, assegurou Gislene. Os silicones da Dow também conferem uma cor mais vibrante e intensa, reduzem o frizz e o atrito causado pela escovação.

Para os cuidados com a pele, o Splashciously (combinação de Cellosize e Aculyn 28) é um creme com “efeito memória”: volta à forma original depois de alguns minutos. E o Rich Feel é um creme com aparência de mel (mistura de Aculyn 22, Aculyn 88 e Acudyne 180); forma um filme com toque sedoso. “Apostamos no crescimento e num segundo semestre mais positivo. Somos um fornecedor tradicional e estamos conseguindo superar a crise”, confessou a executiva.

O lançamento da Garden Química foi o Garden Powder Dry Plex Like, pó descolorante que nutre, fecha as cutículas, e repara o dano causado pela descoloração. Trata-se de um blend de alta qualidade e custo acessível para os fabricantes de cosméticos, com fácil manuseio e excelente incorporação.

Química e Derivados, Berenice: descolorante em pó também nutre e repara os fios
Berenice: descolorante em pó também nutre e repara os fios

“É um produto inovador”, resumiu Berenice Santos Freire, presidente da empresa sediada em Guarulhos-SP. Os primeiros pedidos foram celebrados durante a FCE, motivo que a levou a classificar o início de “muito bom”. O desenvolvimento e os testes de eficácia do Plex Like – tecnologia própria, uma molécula exclusiva – consumiram US$ 50 mil durante 18 meses.

A crise não assusta Berenice. “O que se tem que fazer é diminuir despesas e buscar novas oportunidades de negócios”, recomendou. “A indústria é maior do que os governos. Não tivemos queda nas receitas, nem mesmo com a alta cambial, e vamos crescer 10% em faturamento este ano”. No ano passado, a Garden adquiriu a concorrente Ecodet, duplicando a sua capacidade de produção. Com 100% de capital nacional, a empresa atua desde 1992. É produtora e importadora de insumos para personal care, home care e químicos industriais.

Para o mercado de cuidados pessoais (cabelo e pele), a Chemyunion lançou o GoBlond, um ativo para cabelos crespos, que mantém os cachos depois da descoloração, relatou o diretor de marketing e negócios internacionais, Sérgio C. Gonçalves. O SkinBlitz forma uma barreira contra a poluição, preservando o DNA da pele, e reduz a hiperpigmentação.

Tecnologia exclusiva da empresa, o Emulfeel permite desenvolver cremes e loções com diferentes sensoriais. “Faz texturas diferenciadas com menor número de ingredientes”, sublinhou Gonçalves. No seu modo de ver, a situação brasileira é “difusa” e a turbulência leva a se colocar o pé no freio. Por isso, “o momento atual é de cautela e canja de galinha. O consumidor está comprando menos e o mais barato. Se, ao final do ano, houver um empate no desempenho da empresa em relação ao exercício anterior, será uma vitória. Esperamos a retomada em 2018”.

Aos 30 anos de idade, a Cosmotec exibiu soluções para hair care, make-up e skin care das representadas Elementis, Evonik, Interpolymer, Momentive e Rahn. Para cabelos, a novidade é a linha Curly Foods, com textura gourmet: geleia para modelar cabelos ondulados; maionese para cacheados; e manteiga para crespos.

Química e Derivados, Tatiana: modelador capilar replica textura de alimentos
Tatiana: modelador capilar replica textura de alimentos

Também focalizou o FC1717 Golden Crystal Lipbalm, batom transparente com partículas douradas iluminadoras e o FC2317, máscara facial elástica; em gel, tem estrutura aquosa. Estimula a recuperação da pele por meio da síntese controlada de colágeno de alta qualidade, proporcionando rejuvenescimento e firmeza. Para a coordenadora de comunicação de mercado, Tatiana Yumi, a expectativa da empresa é crescer acompanhando o ritmo do mercado.

A Bosch levou para a FCE Pharma a nova linha de geradores de vapor e unidades de destilação com alta eficiência energética. “Água para injetáveis da indústria farmacêutica requer alta pureza. Redesenhamos o equipamento para otimizar o consumo de vapor e energia e, agora, ele produz mais água com menos energia”, salientou John Medina, diretor mundial de vendas. A utilização térmica otimizada de aquecimento permite obter rendimentos elevados de WFI e de vapor puro. O gerador de vapor abrange uma faixa de desempenho de 100 a 7.500 kg/h, enquanto a unidade de destilação fornece de 350 a 12 mil litros de WFI/h.

A empresa também apresentou na feira plantas modulares para laboratórios: o Solidlab 1 processa lotes de 0,05 a 1 kg e o Solidlab 2 de 0,25 a 12 kg. “É um equipamento modular e compacto tipo 2×1 para processar sólidos, que pode fazer até oito processos diferentes. Serve para o desenvolvimento de novos produtos com as características de uma máquina de produção”, contou Sara Mendes, técnica de vendas.

Química e Derivados, Sara e Medina exibiram purificadores de água e plantas de desenvolvimento
Sara e Medina exibiram purificadores de água e plantas de desenvolvimento

Colombiano radicado em Dresden (Alemanha) há 30 anos, Medina recordou que, na crise econômica internacional de 2009, a matriz sentiu medo de investir até que, pouco a pouco, ele se esvaiu. Agora, está perdendo o medo de aplicar no Brasil, país que “tem uma necessidade grande de investimento”. Ele acredita que os negócios da Bosch vão continuar crescendo de 5% a 10% este ano no país e na América Latina.

Para José Mecenas, especialista de produto da Veolia, “a novidade este ano é o contrato de manutenção preventiva, corretiva e de serviços que oferecemos junto com os equipamentos. Temos um amplo estoque para atender toda a demanda em pronta entrega. Passamos a oferecer uma solução mais rápida e eficaz para os clientes”.

Química e Derivados, Mecenas e os purificadores da Elga: manutenção ficou mais ágil
Mecenas e os purificadores da Elga: manutenção ficou mais ágil

No estande da empresa, os visitantes puderam conferir o SDI Pharma UF, um sistema que produz água de excelente qualidade microbiológica com um rejeito 25% inferior comparado ao de uma OR. Esta tecnologia foi desenvolvida no Brasil para atender à nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que não permite a utilização da troca iônica como único processo para produção de água PW.

Também foram expostos os ultrapurificadores Purelab, da linha Elga, uma marca subsidiária da Veolia Water Technologies especializada em laboratórios para controle de qualidade, pesquisa e desenvolvimento, físico-química e microbiologia. E o Centra 200, um sistema de purificação integrado de armazenagem e distribuição de água tipos I, II e III. Mecenas alimenta a expectativa de que 2017 será “um ano muito bom” e a tendência é de crescimento para a companhia: “Estamos confiantes”.

Vencedor pela 3ª vez do Prêmio Sindusfarma de Qualidade, na categoria Prestadores de serviços – soluções para a cadeia fria, o Grupo Polar apresentou seus novos produtos: Polar Sat Move, um equipamento para monitoramento de temperatura e geoposicionamento, e o Kit Validado, embalagem térmica de 80 litros e alta performance para transporte de termossensíveis.

O fundador e diretor comercial do grupo, Paulo Vitor de Andrade, narrou que está investindo R$ 1,1 milhão, com recursos próprios, na aquisição de um maquinário espanhol, que deverá entrar em operação em agosto, aumentando a produção de gelo em 400 t/mês. Atualmente, faz-se 600 t/mês. “Estamos prospectando novos negócios no Peru e na Colômbia”, adicionou. Ele mencionou que o grupo cresceu 26% no ano passado em comparação com 2015. No primeiro trimestre deste ano, com o lançamento de novas embalagens, a expansão foi de 29% em valor, no confronto com o mesmo intervalo de 2016.

A Bemis está disposta a aumentar a produção e a qualidade dos seus produtos, com investimentos da ordem de R$ 200 milhões no período 2017-18 na renovação do parque industrial, nas instalações de um centro de inovação em São Paulo e na aquisição de uma nova impressora flexográfica para tubos laminados, comunicou Luiz Henrique Duarte, diretor de marketing corporativo.

“A aposta no Brasil é sempre de longo prazo. Esta crise vai passar porque ela é política e não atinge os fundamentos econômicos”, argumentou. A empresa norte-americana promete manter as 11 fábricas no país. Em nível mundial, busca-se crescimento orgânico e através de aquisições. “Estamos de olho nas oportunidades”, salientou.

Na FCE, a Bemis divulgou os diferenciais da embalagem Silver Glam, dirigida ao segmento de cosméticos: altíssimo brilho, barreira à luz, oxigênio e vapor d’água e efeito memória, que permite aos usuários o consumo total do produto. E, para o mercado farmacêutico, trouxe o Coldform Impresso, desenvolvido para o Doril Enxaqueca, e o Stick Pack, embalagem para aplicações em dose única.

Química e Derivados, Silveira: filmes para revestir comprimidos têm produção local
Silveira: filmes para revestir comprimidos têm produção local

A norte-americana Colorcon apresentou a sua primeira unidade industrial na América Latina para fabricação de filmes de revestimento de comprimidos. Localizada em Indaiatuba-SP, vai produzir para os mercados do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile. Aluizio A. Silveira, gerente da planta & operações, revelou que foram investidos R$ 40 milhões, desde 2015, incluindo um armazém, e criados 40 novos empregos diretos.

“Podemos atender 100% da demanda dos mercados farmacêuticos, nutricional e veterinário dos cinco países, com capacidade para expansão”, ponderou Silveira. “A nova fábrica diminui o tempo de entrega dos produtos de 60 para 15 dias, aumentando a competitividade”. A crise brasileira não abalou os planos da Colorcon.

Considerada maior empresa de gestão de ativos excedentes do mundo, em especial nos segmentos farmacêutico, químico, cosméticos, bens de consumo embalados e semicondutores, a EquipNet faturou US$ 5 milhões no ano passado, no país. Agora, o gerente comercial, Rodrigo Lorca, faz as contas de que, no final de 2017, as receitas atingirão US$ 10 milhões. “O mercado brasileiro é muito importante”, apontou. Nesse caso, a crise pode alavancar os negócios. Fundada em 1997, em Massachusetts (EUA), a Equipnet chegou ao Brasil em 2015 para negociar a intermediação de ativos em desuso. O serviço é voltado para o segmento B2B e possibilita a compra ou venda de equipamentos em 165 países.

As próximas edições da FCE Cosmetique e Pharma estão marcadas para os dias 22 a 24 de maio de 2018, no mesmo São Paulo Expo.

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