Farmacêutico e Biotecnologia

FCE 2016 – Cosméticos e Farmacêuticos atraem público ávido por novos produtos e conhecimentos

Hamilton Almeida
8 de setembro de 2016
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    Em contrapartida, no 29ª Congresso Brasileiro de Cosmetologia, Rodrigo Kurata, diretor da área de marketing da IMS Health, dissertou sobre o bom momento dos dermocosméticos, uma categoria transversal de produtos, que mistura cosmético com farmacêutico. Esses itens são receitados por dermatologistas, comercializados somente nas farmácias e atendem as normas da Anvisa. O segmento vem crescendo, segundo Kurata, a taxas de 11% ao ano e já movimentam cerca de R$ 2,8 bilhões/ano. A expectativa para 2016, por causa da recessão, é crescer menos. As perspectivas no médio prazo, entretanto, são favoráveis: “O consumidor não deixa de consumir o que faz bem para ele”, declarou.

    Renato Meirelles, presidente da Data Popular Brasil, abordou no Congresso as “Atitudes e comportamento dos novos consumidores brasileiros neste cenário de crise”. Os números do estudo confirmaram o novo perfil da população brasileira e como ela reage no momento da compra e seleção de marca: 54% da população se enquadra na classe C; a renda familiar média dos 25% mais pobres foi a que mais cresceu na última década. Já as classes A e B, passaram de 14% para 25% da população, ancoradas, basicamente, no empreendedorismo: pessoas que antes pertenciam à classe C, nos últimos 10 anos montaram os seus próprios negócios e obtiveram sucesso. A evolução econômica não mudou, entretanto, a forma de pensamento dessa parcela da população, surgindo assim um novo perfil de consumidor brasileiro.

    Como conversar com este novo consumidor é o grande desafio da indústria cosmética neste e nos próximos anos. Este novo cenário nacional também é acompanhado pelo avanço do e-commerce.

    Química e Derivados,

    Demétrio: integração das áreas da Sigma-Aldrich já começou

    Exposição – Vencedora do Prêmio Sindusfarma, maior reconhecimento aos fornecedores da indústria farmacêutica, em duas categorias (importadores de equipamentos para formulação e embalagem; padrões, solventes e reagentes analíticos), a alemã Merck aproveitou a oportunidade para apresentar uma mudança de identidade. Um novo logo assinala a integração com a Sigma-Aldrich, adquirida no final do ano passado. Na feira, cada empresa ocupou um estande, lado a lado, pela última vez.

    Com essa aquisição, no valor de US$ 17 bilhões, a Merck se tornou o segundo maior player no segmento Life Science. Juntas, produzem mais de 300 mil itens entre matérias-primas, insumos e serviços voltados principalmente à indústria. A nova empesa expandirá a gama de produtos, recursos e alcance geográfico. Agora, são cerca de 50 mil funcionários em 67 países trabalhando em 72 localidades de produção e mais de um milhão de clientes. As vendas combinadas de Life Science, em 2015, totalizaram cerca de € 5,4 bilhões (pro forma) – esse mercado global soma € 100 bilhões.

    A integração no Brasil envolve mais de 170 ações e deverá estar concluída até 2018, revelou Fábio Demétrio, líder no país de Life Science. O processo é longo e começou com a integração legal e comercial. Já foram definidos os líderes globais das divisões comercial, operacional, administrativa e áreas de suporte. Foram nomeadas as lideranças regionais (América Latina, Estados Unidos, Europa etc) e as locais – posição ocupada por Demétrio. Em consequência, as gerências também foram escolhidas.

    Thalita Cristina Estima de Jesus, gerente de vendas da área de Performance Materials da Merck, destacou “a grande demanda” que está ocorrendo pelo IR3535, composto usado na formulação de repelentes (nos rótulos, denomina-se etil butilacetilaminopropionato). É uma molécula sintética com estrutura química semelhante à beta-alanina, um aminoácido presente no corpo humano. Esse ativo tem se mostrado seguro e eficaz no combate ao mosquito Aedes aegyipt, transmissor da dengue, zika e chikungunya, e também contra a malária e piolhos.

    Em decorrência da epidemia das doenças transmitidas pelo Aedes, o Congresso de Cosmetologia abriu espaço para o Fórum de Repelentes, que abordou aspectos regulatórios sob o parecer da Anvisa, informou sobre os hábitos do mosquito e exibiu duas tecnologias de combate: o IR3535, apontado como o repelente “mais seguro do mercado”, e a eficácia dos ingredientes derivados de oliva (pela Hallstar). Considerando que o Brasil atravessa “um momento grave”, em que os clientes têm receio em investir, Thalita frisou que o setor de cosméticos vive de inovações. O investimento mundial da Merck no ano passado em química e farmacêutica atingiu € 1,7 bilhão.



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