Farmacêutico e Biotecnologia

Farmacêutica: Byk inaugura fábrica no interior de São Paulo

Quimica e Derivados
11 de Fevereiro de 2002
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    Química e Derivados: Farmacêutica: A unidade de Jaguariúna-SP opera atualmente a 50% da capacidade.

    A unidade de Jaguariúna-SP opera atualmente a 50% da capacidade.

    Em área total de 214 mil m² e 33 mil m² de construída (equivalente a quatro campos de futebol) foi inaugurada a nova unidade industrial da alemã Byk Química, em Jaguariúna-SP. Outros motivos, como a localização geográfica estratégica (cidade do interior de São Paulo, a 25 km de Campinas), boa oferta de água e recursos energéticos, além de mão-de-obra com cultura industrial, determinaram a escolha do local e o investimento de US$ 50 milhões.

    Com capacidade de produção de 72 milhões de unidades em dois turnos (ao todo são 15 linhas que serão responsáveis por cerca de 200 apresentações diferentes de medicamentos), alguns dos produtos da Byk são o Eparema (para problemas no fígado), Dramin, Nebacetin, Nenê Dent N, Pantozol, Xantinon e Fontol. Hoje, a fábrica opera com 50% de sua capacidade, mas se trabalhar com três turnos, chega a 100 milhões de unidades de medicamentos por ano.

    O conceito adotado para a nova planta da Byk atende a norma de qualidade GMP (Good Manufacturing Practices ou Boas Práticas de Fabricação) e procura seguir também bons preceitos na questão ambiental. Nesse último aspecto, segundo David Zimath, diretor de estratégia e projetos da Byk, são sintomáticos os sistemas de captação e tratamento dos resíduos industriais e laboratoriais da fábrica. O novo sistema de águas industriais possui uma etapa de ultrafiltração que permite a total reutilização da água que passa por esse processo.

    Química e Derivados: Farmacêutica: Zimath - unidade segue preceitos do GMP.

    Zimath – unidade segue preceitos do GMP.

    Já garantia de qualidade do GMP, continua Zimath, procura seguir alguns mandamentos básicos. Para começar, é necessário usar sempre matérias-primas e materiais de qualidade, ter métodos de trabalho padronizados e atualizados, processos de fabricação definidos, estáveis e qualificados, além de condições ambientais de trabalho adequadas e colaboradores treinados e qualificados.

    Ele cita como exemplo a fabricação do Eparema. Há centenas de procedimentos que vão desde a descrição da área onde as matérias-primas serão manipuladas e pesadas até a limpeza de cada sala por onde o produto passou. Além disso, há a definição de qual tipo de uniforme o funcionário deverá vestir em cada fase de preparação e como deve ser a calibração e o ajuste das máquinas que vão fazer a embalagem e o produto final. “Tudo isso reduz o risco sobre a qualidade durante a fabricação, padronizando todas atividades, para reproduzi-las sempre da mesma forma”, explica o diretor-presidente Luiz Eduardo Violland.

    Produção – A produção da Byk é de sólidos, semi-sólidos e líquidos. Os sólidos são os comprimidos, drágeas, cápsulas e granulados. Através de um sistema denominado single pot (sistema fechado) realiza-se a granulação e secagem da forma farmacêutica. Esse sistema, feito por um equipamento da Bohle, possui um sistema de secagem, por microondas, combinado com gás. A vantagem, de acordo com Zimath, é a minimização significativa do contato do produto com o ambiente e as pessoas, o que reduz o risco de contaminação e perdas. Em seguida, passa-se para a mistura final e, para produzir comprimidos, o granulado vai para uma máquina compressora, capaz de fabricar 120 mil comprimidos/hora. Depois tem o revestimento e drageamento, que é a aplicação de uma cobertura aos comprimidos.

    A embalagem é outra fase de transição entre o momento que o produto deixa de estar em contato com o ambiente para ser acondicionado. Quando o produto já está na embalagem primária (blister, cartela de PVC ou de alumínio, sachê ou frasco) são acrescentados os demais componentes, como a bula e o cartucho ou caixa, para depois ser embalado nas caixas de papelão para o despacho para as farmácias.

    Química e Derivados: Farmacêutica: Violland - padronização reduz riscos na fábrica.

    Violland – padronização reduz riscos na fábrica.

    A linha de líquidos (suspensões, xaropes e gotas) passa por um processo de fabricação vertical, através de três pisos da fábrica, além de um sistema de autolimpeza dos reatores de preparação ou tanques.

    As matérias-primas são pesadas, os tanques são alimentados por gravidade ou vácuo, em um sistema fechado. Ou seja, sem nenhum contato humano.

    Dependendo de cada fórmula, componentes mais comuns das formas farmacêuticas líquidas, como água, álcool, propilenoglicol e sorbitol são adicionados por tubulações exclusivas. Cada reator está sobre células de carga, chamadas também de balanças, para checarem o peso final do lote.

    Dos reatores de preparação, o produto desce por gravidade até tanques de estocagem no nível inferior. Em seguida, alimentam as linhas de envase no terceiro piso inferior, também por gravidade. Na área de embalagem há três linhas. A primeira é capaz de envasar até 12 mil frascos de 60 ml/hora e inclui a colocação na caixa de embarque; a segunda é semi-automática. Não chega à caixa de embarque e envasa frascos de 100 a 250 ml. A terceira é a do Eparema, com capacidade de até 15 mil flaconetes/hora.



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    1. Rodson Alves

      Otima empresa.



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